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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos que vamos para a crônica de hoje. Quarta-feira chegou vestida de juiz, usando toga de nuvem carregada e apito de salva-vidas. E o Rio do Prata, que deveria ser um espelho líquido para mergulhos e gargalhadas, apareceu no noticiário parecendo personagem de filme de suspense: água com cara de convite e perigo escondido feito vilão atrás da cortina. A Justiça puxou o freio de mão da coragem turística e gritou: “Banho? Hoje não!”. E o rio, coitado, que nasceu para cantar cantigas de correnteza, amanheceu interditado, de castigo, olhando para os banhistas como quem diz: “Voltem quando eu estiver menos elétrico e mais poético”. Dizem que havia fios. Fios sobre o leito. Fios onde deveriam existir peixes, reflexos e histórias de pescador aumentadas em 347%. A cena parecia invenção de cronista exagerado: o rio querendo ser rio e alguém tentando ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba Abram-se as cortinas! Porque o teatro do Brasil amanheceu hoje parecendo novela mexicana dirigida por filósofos cansados, roteiristas apaixonados por café forte e eletricistas que pagam conta de luz chorando em código Morse. O palco do dia 19 de maio chegou com cheiro de papel assinado, promessas parceladas em três vezes sem juros e diplomatas apertando mãos enquanto o povo aperta o cinto da calça e o botão da calculadora. Capítulo primeiro: na Câmara de Aracaju, aprovaram o novo plano salarial dos servidores da saúde. Ah, meus amigos… o salário brasileiro é igual namoro à distância: a gente vive de esperança, áudio motivacional e calendário. O reajuste virá em etapas até 2028, como quem entrega felicidade em prestações emocionais. O servidor olhou para o contracheque e ele respondeu igual pão francês magro no fim do mês: “calma, meu filho, eu a...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram-se as cortinas da segunda-feira! Porque o circo da política, o teatro do futebol, o incêndio do mundo e a ópera dos penduricalhos públicos resolveram desfilar juntos na avenida do Brasil, como se fosse Carnaval em pleno mês de maio, com direito a trombone desafinado, fumaça no céu e narrador gritando: “Seguuuuura, povo brasileiro!” Em Itabaiana, o velho matadouro voltou a mugir nos corredores da Justiça. O Ministério Público Federal entrou em cena como um fiscal de feira livre desconfiado do peso da balança. Disse que a conta não fecha. Um prejuízo milionário querendo ser curado com um band-aid de troco de padaria. E a política sergipana, essa novela mexicana com sotaque nordestino, já prepara novo capítulo: renuncia daqui, pré-candidatura dali, promessa acolá… O eleitor olha tudo com a mesma cara de quem compra coxinha e descobre que v...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O domingo amanheceu com o céu vestido de cinza, como se as nuvens tivessem colocado roupa de luto para caminhar silenciosamente pelas ruas de Sergipe. E a vida, essa professora severa que não dá segunda chamada, abriu o jornal do destino com lágrimas escorrendo pelas margens. Em Canindé de São Francisco, uma criança partiu afogada num poço… e quando uma criança vai embora, até o vento perde a vontade de soprar. O poço, que deveria guardar apenas água, virou um abismo de tristeza, engolindo sonhos, brinquedos invisíveis e o sorriso que ainda tinha cheiro de infância. Em Pirambu, o povo também abaixou a cabeça diante da partida de João da Latinha, homem simples, desses que carregam apelido no peito e amizade no bolso. O coração dele resolveu pedir aposentadoria sem aviso prévio, fazendo greve eterna no meio do expediente da vida. Nossos sentime...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O sábado amanheceu com cheiro de fio queimado, fumaça de preocupação e café requentado nas esquinas do Brasil. Aracaju parecia um velho rádio chiando notícias ruins enquanto o fogo dançava no Centro da cidade como um dragão elétrico cuspindo labaredas em promoção de “leve três sustos e pague dois”. A loja de eletrônicos virou churrasqueira de chips, fritadeira de carregadores e sauna de televisores. Os bombeiros chegaram como maestros da água, enquanto os brigadistas já travavam batalha contra o incêndio com mangueiras que serpenteavam pelo chão igual cobras desesperadas tentando salvar o sábado do comércio aracajuano. E o povo olhando tudo com aquela expressão clássica brasileira: metade preocupação, metade curiosidade e um pouquinho de “será que ainda abre segunda?”. Porque brasileiro é assim… pode cair meteoro, aparecer dinossauro no Termi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Sergipe amanheceu parecendo baile de São João onde os cavalheiros perderam o ônibus da quadrilha. Segundo o IBGE, faltam homens no estado, e as mulheres sergipanas agora olham para os poucos sobreviventes masculinos como quem procura promoção de café em supermercado no fim do mês: raro, disputado e quase sempre vencido. Tem homem em Sergipe se sentindo edição limitada, igual figurinhas douradas da Copa. Já tem cabra andando de peito estufado na feira, achando que virou patrimônio histórico tombado pelo IPHAN. O espelho virou cabo eleitoral da vaidade masculina. Enquanto isso, em Brasília, a Polícia Federal trocou o elevador das investigações do INSS e levou o processo para andar mais alto, daqueles onde o carpete é tão macio que até os escândalos caminham de sapato silencioso. A corrupção no Brasil é igual siri na lama: quando a gente pensa q...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O futebol brasileiro é um terreiro de emoções onde a bola quica como quem dança maracatu em chão molhado de lágrimas. Basta um time vencer demais, levantar taças em sequência e desfilar soberano pelos gramados, que logo aparece um profeta do apocalipse esportivo dizendo que houve pacto, feitiço, despacho ou contrato assinado com o gerente do inferno no cartório da meia-noite. E o povo acredita… Ah, acredita mais rápido do que atacante em impedimento levantando os braços para pedir validade do gol. Depois da tragédia no Ninho do Urubu, quando jovens sonhos viraram fumaça numa madrugada cruel, surgiram pelas esquinas digitais os vendedores de mistério. Os mesmos que transformam dor em espetáculo e sofrimento em roteiro de filme barato. Para eles, não bastava a tristeza; era preciso colocar chifres imaginários na história. O Brasil, esse país onde até papagaio ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O futebol brasileiro é um terreiro de emoções onde a bola quica como quem dança maracatu em chão molhado de lágrimas. Basta um time vencer demais, levantar taças em sequência e desfilar soberano pelos gramados, que logo aparece um profeta do apocalipse esportivo dizendo que houve pacto, feitiço, despacho ou contrato assinado com o gerente do inferno no cartório da meia-noite. E o povo acredita… Ah, acredita mais rápido do que atacante em impedimento levantando os braços para pedir validade do gol. Depois da tragédia no Ninho do Urubu, quando jovens sonhos viraram fumaça numa madrugada cruel, surgiram pelas esquinas digitais os vendedores de mistério. Os mesmos que transformam dor em espetáculo e sofrimento em roteiro de filme barato. Para eles, não bastava a tristeza; era preciso colocar chifres imaginários na história. O Brasil, esse país onde a...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Aracaju amanheceu nesta quinta-feira parecendo um grande tabuleiro de xadrez montado por engenheiros, políticos, motoristas estressados e santos protetores do trânsito perdido. O viaduto da Avenida Francisco Porto virou uma espécie de paciente em cirurgia cardíaca urbana: cheio de cones laranjas parecendo cenouras fluorescentes plantadas no asfalto, máquinas roncando como dinossauros asmáticos e motoristas rodando em círculos iguais baratas tontas depois de uma dedetização emocional. A cidade inteira parecia brincar de “onde fica a saída?”, enquanto o GPS chorava mais do que cantor sertanejo em final de namoro. O cidadão aracajuano saiu de casa para trabalhar e acabou fazendo turismo involuntário pelos bairros da capital, descobrindo ruas que nem o Google lembrava mais que existiam. E no meio desse carnaval fora de época sem trio elétrico, a ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Ah, caro leitor… Aracaju ontem parecia um tabuleiro de xadrez dirigido por um pombo estressado e sem carteira de habilitação. O trânsito da avenida Beira-Mar virou um grande desfile de buzinas desafinadas, motores tossindo fumaça e motoristas com a paciência mais curta que fila de banco em dia de pagamento. O tal “pare e siga” apareceu de surpresa igual visita inconveniente em domingo de feijoada. A SMTT disse que não sabia de nada… e o povo também não sabia se ria, chorava ou vendia o carro pra comprar um jegue turbo movido a milho premium. O Complexo Viário Maria do Carmo Alves virou um labirinto grego misturado com prova de resistência emocional. Tinha motorista envelhecendo dois anos por semáforo, motociclista fazendo zig-zag igual tilápia fugindo de tarrafa e gente mandando áudio no WhatsApp com mais drama que novela mexicana das oito. E...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro leitor e cara leitora… aperte o cinto da emoção porque o Brasil desta terça-feira acordou parecendo um circo montado no acostamento da vida: de um lado, carretas estacionadas na Avenida Coelho e Campos como elefantes metálicos engarrafando o juízo dos motoristas; do outro, o coração da gente estacionado na vaga apertada da saudade. A SMTT interditou ruas, mas quem interditou mesmo o trânsito da alma foi a despedida de Requinho, o cachorro veterano que, depois de 14 anos e 4 meses de latidos, rabos abanando e olhares mais sinceros que promessa de político em época de eleição, resolveu pegar a última estrada rumo ao céu dos cachorros. Eita, meu amigo… Requinho partiu igual folha seca carregada pelo vento do tempo. O quintal ficou silencioso como igreja em tarde de quarta-feira chuvosa. Até o sol parecia economizar brilho, como se tive...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O Brasil amanheceu nesta segunda-feira parecendo um circo montado no meio de um posto de gasolina: qualquer faísca emocional podia explodir em tragédia, gargalhada ou revolta. Enquanto o sol espreguiçava seus raios amarelos sobre os telhados de Sergipe, um cachorro em Porto da Folha arrastava não apenas o corpo preso numa corda, mas também a vergonha da humanidade pelas ruas da indiferença. Ah, meu leitor… naquele instante até o asfalto parecia chorar óleo diesel de tristeza, e o vento, revoltado, corria feito fofoqueira de feira livre espalhando indignação pelas esquinas. O homem na motocicleta parecia pilotar não uma moto, mas uma carroça medieval puxada pela crueldade humana, enquanto o pobre animal corria atrás da própria dor como quem tenta alcançar a última migalha de dignidade deixada por uma sociedade que às vezes troca coração por es...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de maio de 2026 domingo dia das mães. Parabéns para as mães de todo Brasil ! Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Ah, meu caro leitor, o Brasil deste domingo amanheceu parecendo uma panela de pressão esquecida no fogão da humanidade: chiando medo, soltando fumaça de indignação e espalhando cheiro de ironia queimando no fundo da cozinha nacional. Enquanto o povo tomava café com cuscuz e esperança requentada, o Ministério Público do Trabalho entrou no Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro como quem abre a porta de um porão abandonado pela dignidade humana. As paredes do presídio pareciam tossir tristeza, os corredores gemiam como sanfonas desafinadas de um forró da desesperança, e até os azulejos, cansados de tanta humilhação, pareciam pedir aposentadoria por insalubridade emocional. O Brasil, às vezes, trata gente igual quem guarda sapato velho embaixo da cama: só lembra que existe quand...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Começamos esta crônica com o coração vestido de preto e os olhos carregando nuvens pesadas iguais céu de inverno brigando com trovão. Itabaiana amanheceu chorando água. Os Pilões da Ribeira, que costumavam cantar com voz de cachoeira apaixonada, resolveram rugir como um dragão furioso depois de acordar de mau humor. A natureza, às vezes, troca o violino pela marreta. O rio, que parecia dançar um forró tranquilo entre as pedras, virou um touro desembestado escorregando correnteza abaixo. E ali, no meio daquele passeio escolar que tinha cheiro de alegria, lanche em sacola e risadas adolescentes, a tragédia apareceu sem pedir licença, igual visita inconveniente em dia de faxina. O guia e uma estudante foram levados pelas mãos violentas da água, enquanto o tempo parava assustado feito relógio sem pilha. O silêncio tomou conta do sábado como um pa...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Respeitável leitor(a), sente-se devagar, porque o Brasil desta sexta-feira parecia um circo montado em cima de um vulcão gripado: o palhaço chorando no picadeiro, o mágico devendo aluguel e o domador tentando controlar hienas com um apito de plástico comprado na feira. Ah, maio… esse mês que entra elegante como poeta romântico, mas tropeça na própria calça igual político em debate ao vivo. Em Aracaju, a Justiça resolveu puxar a orelha do poder público com a delicadeza de um trovão entrando pela janela. A foliã abordada indevidamente pela polícia finalmente recebeu o abraço tardio da Justiça, esse velho jabuti de toga que anda devagar, mas às vezes acorda inspirado. O Estado foi condenado a pagar oitenta mil reais e a Prefeitura quarenta mil. O bolso do governo chorou igual sanfona furada em festa junina. O cofre público quase pediu água com a...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Ah, caro leitor, o Brasil amanheceu nesta quinta-feira igual panela de pressão esquecida no fogo: chiando, tremendo e ameaçando explodir feijão para todos os lados. Sergipe abriu o dia com um sopro de esperança no peito pequeno de uma bebê que venceu a batalha contra a irresponsabilidade humana. A criança, tão miúda quanto um botão de camisa, saiu do hospital carregando nos pulmões não apenas o ar da sobrevivência, mas também a medalha invisível dos guerreiros que desafiam o descuido deste mundo torto. O povo agradeceu a Deus com a emoção de quem encontra água no deserto e pão quente na mesa depois da fome. Porque, meu amigo, neste país até respirar virou loteria: o cidadão entra gripado e sai rezando igual beata em procissão de sexta-feira santa. Enquanto isso, Aracaju chorava a partida de Jidenal Francisco dos Santos, homem que atravessou s...

POESIA : Circunstâncias

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Circunstâncias Por Antonio Glauber Santana Ferreira As circunstâncias, ah… essas alcoviteiras do destino, vestem-se de névoa e veludo, caminham taciturnas pelos corredores do tempo como monjas insones carregando círios apagados. Há dias em que o universo parece um vitral estilhaçado pela própria aurora, e os homens, pobres náufragos de si mesmos, vagam sob a clemência áspera de relógios impiedosos e calendários putrefatos. Circunstâncias… essas meretrizes metafísicas que gargalham nos interstícios da esperança e semeiam cardos sobre os jardins da expectativa. Têm dedos longilíneos, feitos de ferrugem e penumbra, e olhos abissais onde dormitam as larvas da dúvida. Quantas vezes o coração, esse órgão incendiário e indômito, ajoelha-se diante do acaso como um vassalo febril diante de um rei moribundo? Quantas vezes a alma, exausta de silêncios e vicissitudes, embriaga-se de quimeras para suportar o peso ciclópico das horas? Há circunstâncias que chegam como cataclismos siderai...

A Importância dos Rios

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A Importância dos Rios Por Antonio Glauber Santana Ferreira Os rios são verdadeiras veias da Terra. Assim como o sangue circula pelo corpo humano levando vida, os rios percorrem o planeta abastecendo cidades, alimentando plantas, animais e garantindo a sobrevivência das pessoas. Desde os tempos antigos, as civilizações nasceram próximas aos rios, pois eles forneciam água para beber, pescar, plantar e realizar diversas atividades econômicas. A água dos rios é fundamental para o abastecimento das casas, das escolas, dos hospitais e das indústrias. Além disso, os rios são importantes para a agricultura, pois ajudam na irrigação das plantações, permitindo a produção de alimentos que chegam à mesa da população. Em muitas regiões, os rios também são utilizados para a geração de energia elétrica por meio das usinas hidrelétricas. Os rios possuem grande importância ambiental. Eles ajudam na manutenção da biodiversidade, servindo de habitat para peixes, aves e vários outros seres vi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Ah, caro leitor, o Brasil amanheceu nesta quarta-feira como um bolo confeitado por um padeiro bêbado: bonito por cima, desmoronando por baixo e cheio de buracos no meio da massa. Aracaju virou uma metáfora ambulante do país — uma cidade onde o chão abre a boca igual sogra indignada em almoço de domingo. A cratera da Avenida Antônio Cabral apareceu de novo como aquele parente que ninguém convida para a festa, mas sempre chega carregando problema e levando a farofa embora. O asfalto, cansado de tanta humilhação, resolveu pedir aposentadoria antecipada e desabou no meio da rua como um ator dramático de novela mexicana. A Iguá correu para resolver o problema com a velocidade de uma tartaruga puxando um guarda-roupa na lama. Enquanto isso, famílias desocupavam o prédio da Secretaria de Assistência Social em Aracaju. A cena parecia um navio de pape...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá caro leitor(a), sente-se, ajeite o coração na cadeira de balanço da esperança e prepare o café, porque o 5° dia de maio de 2026 chegou feito vendedor de pamonha em porta de estádio: gritando, apitando e trazendo um saco de emoções misturadas como feira de domingo depois da chuva. O mundo amanheceu parecendo um liquidificador sem tampa, girando notícia para todo lado, espirrando tragédia, ironia e política na parede da alma brasileira. Lá em Sergipe, Aracaju e São Cristóvão brigam por pedaços de terra como dois irmãos discutindo quem herdou a rede da avó. A Zona de Expansão virou um bolo confeitado de concreto, disputado na colherada jurídica. O relatório da Seplan apareceu mais sério que fiscal de fila de banco, apontando onde termina um município e começa o outro. A Justiça quer devolver parte do território a São Cristóvão, e a terra, co...