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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O Brasil amanheceu com cara de quem passou a noite discutindo com o travesseiro e perdeu no argumento. Era quinta-feira, mas parecia segunda com ressaca de esperança. Em Sergipe, os professores guardaram as faixas, dobraram os gritos e colocaram a greve para dormir — não num berço esplêndido, mas numa rede meio frouxa, dessas que balançam mais dúvida do que descanso. O acordo veio como chuva em tempo de seca: não encheu o açude, mas pelo menos molhou a poeira da dignidade. O sindicato e o governo apertaram as mãos como dois personagens de novela que ainda não decidiram se é amor ou interesse. E a educação, coitada, ficou ali no meio, vestida de esperança remendada, esperando que dessa vez a promessa não seja só mais um discurso com prazo de validade vencido. Enquanto isso, lá no hospital, o corpo de um ex-presidente travava sua própria eleiç...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O Brasil amanheceu com cara de quarta-feira cansada, dessas que bocejam juros e espreguiçam greves. Na Universidade Federal de Sergipe, os técnicos cruzaram os braços — não por preguiça, mas por dignidade em modo avião. Era como se a engrenagem invisível da educação tivesse decidido fazer silêncio, um silêncio barulhento, desses que gritam mais alto que buzina em engarrafamento de promessa política. E lá estavam eles, firmes, lembrando ao governo que acordo não é poesia concreta: é para ser cumprido, não interpretado. Enquanto isso, o Brasil vestiu terno de empresário e foi ao altar do megawatt casar-se com o futuro — um casamento arranjado com 19 gigawatts de energia e um dote de bilhões. Um verdadeiro chá de panela elétrica, onde as hidrelétricas e termelétricas brindavam com taças de volts, prometendo luz até quando o vento faltar e o sol...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de março de 2026 Aniversário de Aracaju

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de março de 2026 Aniversário de Aracaju Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro leitor(a), ajeite o coração na cadeira e segure a xícara de café, porque hoje a vida resolveu escrever poesia no céu… e também rabiscar ironias no chão. Aracaju acordou aniversariando — 171 anos de rugas bonitas na testa do tempo — como uma senhora elegante que ainda dança forró com a juventude no salto da esperança. E, lá no alto, a Esquadrilha da Fumaça virou pincel de Deus, desenhando no céu azul rabiscos de liberdade, como se os aviões fossem pássaros ensaiando coreografias para impressionar o próprio vento. O povo, ah… o povo! Virou plateia de nuvens, com olhos brilhando como fogos de artifício dentro da alma. Mas enquanto o céu fazia festa, o chão cochichava problemas. Porque aqui embaixo, no reino das bombas de combustível — esse carnaval sem alegria — o preço da gasolina resolveu brincar de astronauta...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro leitor (a)… aperte o cinto da imaginação, porque hoje o noticiário parece um ônibus velho da linha da vida: range, sacoleja, mas segue andando pela estrada da realidade. Aracaju amanheceu com o viaduto da Avenida Francisco Porto tossindo poeira e pedindo consulta no ortopedista urbano. A prefeitura resolveu fazer uma espécie de “cirurgia estética” no velho gigante de concreto. Custa mais de um milhão de reais — preço de spa para ponte cansada. Enquanto isso, os carros vão aprender a dançar balé no trânsito, desviando aqui, rodopiando ali, como se a cidade fosse um grande tabuleiro de xadrez onde cada motorista é um peão tentando não cair no buraco do congestionamento. Mas o futebol — ah, o futebol! Esse teatro onde a bola deveria ser poesia — virou ringue de gladiadores modernos. Após a final do Sergipão entre Sergipe e Confiança, ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O domingo acordou com cheiro de fumaça, café requentado e notícia atravessada na garganta do mundo. Parecia que o planeta tinha resolvido acender um fogão emocional logo cedo — e esqueceu a panela no fogo. Em Itabaiana, uma casa resolveu virar personagem de tragédia doméstica. As velas, que nasceram para iluminar promessas e rezas, decidiram brincar de dragão. Resultado: o fogo dançou um forró nervoso dentro da residência e deixou a casa parcialmente destruída. Felizmente ninguém se feriu. O que ardeu foi só a parede, o sofá e talvez o orgulho do proprietário — porque o fogo, quando quer aparecer, é mais fofoqueiro que vizinha de janela aberta. Os bombeiros chegaram como anjos de capacete vermelho, jogando água no temperamento do incêndio. E o fogo, valentão de palha seca, saiu correndo como político quando vê auditoria. Enquanto isso, no ho...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O sábado amanheceu com cheiro de incenso e silêncio de igreja antiga. O tempo parecia andar de sandálias de couro velho, devagarinho, como quem respeita o luto da alma sertaneja. Em Poço Redondo, o céu vestiu batina. Ali, entre lágrimas que escorriam como pequenos riachos de saudade, a cidade se despediu de Frei Enoque, homem que parecia ter sido esculpido em madeira de juazeiro: firme, resistente e cheio de sombra para quem precisava descansar o coração. A igreja ficou cheia como feira em dia de pagamento. Velhos, jovens, políticos, fiéis e curiosos — todos reunidos como se o tempo tivesse resolvido fazer uma assembleia de despedida. E no meio daquele mar de rostos molhados, parecia que até os sinos choravam. Cada badalada era um soluço de bronze. Porque certos homens não morrem… apenas mudam de endereço no mapa da eternidade. Enquanto isso...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Sexta-feira 13 chegou caminhando de sandálias invisíveis, como se fosse um gato preto atravessando o corredor da história com um sorriso meio torto e uma mala cheia de notícias — algumas vestidas de luto, outras fantasiadas de ironia. O céu do Sertão de Sergipano ficou silencioso. Partiu Frei Enoque, aos 83 anos. A notícia caiu como uma folha cansada que se desprende da árvore da vida quando o vento do tempo sopra mais forte. O velho religioso e político , que foi prefeito do município de Poço Redondo por três mandatos, que pregava fé como quem acende lampiões na escuridão, fechou os olhos em um hospital de Aracaju. E a cidade parece ter suspirado — aquele suspiro longo que a gente dá quando o coração entende que alguém virou estrela no telhado do infinito. Enquanto isso, no outro lado da praça da vida, o Cinema Walmir Almeida prepara tapete...