Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O futebol brasileiro é um terreiro de emoções onde a bola quica como quem dança maracatu em chão molhado de lágrimas. Basta um time vencer demais, levantar taças em sequência e desfilar soberano pelos gramados, que logo aparece um profeta do apocalipse esportivo dizendo que houve pacto, feitiço, despacho ou contrato assinado com o gerente do inferno no cartório da meia-noite. E o povo acredita… Ah, acredita mais rápido do que atacante em impedimento levantando os braços para pedir validade do gol. Depois da tragédia no Ninho do Urubu, quando jovens sonhos viraram fumaça numa madrugada cruel, surgiram pelas esquinas digitais os vendedores de mistério. Os mesmos que transformam dor em espetáculo e sofrimento em roteiro de filme barato. Para eles, não bastava a tristeza; era preciso colocar chifres imaginários na história. O Brasil, esse país onde a...