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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de Fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de Fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos que vamos, meu povo, fazer a leitura da crônica de hoje. Puxe a cadeira, ajeite o coração, porque as notícias de hoje vieram como um prato de feijoada servido em dia quente: pesadas, temperadas e com aquele gosto agridoce que a vida insiste em cozinhar. Comecemos por Sergipe, onde até carro de luxo resolveu entrar para o currículo do crime. Durante uma operação contra o tráfico interestadual de drogas, um veículo daqueles que parecem ter sido polidos com lágrimas de milionário foi apreendido. O curioso — ou trágico, ou cômico, ou tudo junto, como um circo pegando fogo — é que o tráfico, esse polvo de mil tentáculos, já não anda mais de chinelo e bermuda. Agora desfila de couro, ar-condicionado e banco elétrico. O crime, que antes parecia um barraco improvisado, hoje constrói castelos sobre areia movediça, e ainda tem ge...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de Fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de Fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro leitor e cara leitora… puxe a cadeira, ajeite o coração, sirva um café — se não tiver café, sirva coragem mesmo, porque o noticiário de hoje veio pesado como nuvem de chumbo carregada de trovão. O dia amanheceu com uma notícia que parecia uma faca atravessando o silêncio da manhã. Em Aracaju, um homem matou três familiares e terminou morto após a ação policial. A tragédia não bateu na porta — arrombou. Entrou sem pedir licença, derrubando paredes invisíveis que ainda tentamos manter de pé dentro das famílias. A violência, às vezes, não vem de longe… nasce dentro de casa, como um incêndio que começa em um fósforo esquecido sobre a mesa. E quando se percebe, já consumiu telhado, memória e esperança. O mais doloroso não é apenas o crime — é a pergunta que fica vagando no ar como um fantasma sem descanso: em que momento...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de Fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de Fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O mundo acordou hoje como um grande palco de circo: de um lado, palhaços sem maquiagem; de outro, sábios com jaleco; e, no meio, a plateia — nós — tentando entender se ri, se chora ou se pede a conta. Comecemos pela ciência, essa senhora elegante que anda de salto alto pelos corredores do conhecimento. A UFS, nossa Universidade Federal de Sergipe, entrou para o seleto clube das instituições de excelência, conquistando a nota máxima na pós-graduação em Ciências da Saúde. Nota 7.0 — o Everest das avaliações acadêmicas. E que beleza é ver o saber florescer! É como se uma mangueira antiga, plantada há décadas, finalmente desse frutos doces o bastante para adoçar o orgulho de um estado inteiro. Enquanto alguns ainda brigam por migalhas de ignorância, a ciência sergipana constrói catedrais invisíveis de conhecimento. E conhecimento, meus amigo...

Quando o Relógio Não Entende a Escola

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Quando o Relógio Não Entende a Escola Mudar a hora-aula para 60 minutos pode parecer, à primeira vista, uma decisão simples, quase matemática: acrescenta-se tempo, imagina-se que se ganha mais aprendizagem, e o problema estaria resolvido. Mas a escola não é uma fábrica de parafusos, nem o conhecimento nasce por decreto de cronômetro. A sala de aula tem um ritmo próprio. O aluno tem limites de atenção, de concentração e até de resistência emocional. Sessenta minutos, muitas vezes, não significam mais aprendizagem — significam mais cansaço, mais dispersão e menos rendimento. O tempo da aprendizagem não é o mesmo tempo do relógio; é o tempo da curiosidade, da participação, da interação. Quando esse equilíbrio se rompe, o relógio vence, mas a educação perde. Há também a realidade concreta do professor. Aumentar a duração da aula sem reorganizar adequadamente a carga horária, o planejamento e as condições de trabalho pode transformar o ensino em uma maratona desgastante. O profe...

CONTO : A Travessia

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A Travessia Por Antonio Glauber Santana Ferreira - Japaratuba-SE Havia um rio largo que cortava a pequena cidade como uma cicatriz antiga. Diziam que, do outro lado, tudo era diferente: o vento soprava mais leve, os caminhos eram mais claros, e o coração das pessoas batia sem medo. Miguel olhava para aquela água todos os dias. Não era um rio bravo, mas também não era manso. Era daqueles rios silenciosos, que parecem tranquilos, mas escondem correntezas que puxam para dentro — como certas tristezas que a gente guarda sem contar a ninguém. Durante muito tempo, Miguel ficou na margem. Observava. Pensava. Inventava desculpas. Dizia a si mesmo que ainda não era a hora. Que faltava coragem. Que faltava força. Mas, numa manhã em que o céu amanheceu cor de esperança, ele percebeu que o tempo não espera ninguém. O rio continuava correndo, indiferente, como um relógio líquido. Então decidiu atravessar. Construiu uma pequena jangada com madeira velha, amarrada com cordas gastas, e emp...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de Fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de Fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O domingo amanheceu com o céu de Sergipe de cara fechada, como um velho sanfoneiro que acordou sem café. As nuvens, gordas e pesadas, marchavam em fila, e a chuva desceu com o passo firme de quem não pede licença — bateu em telhado, tamborilou em janela, escorreu pelas ruas como rios improvisados. Em Maruim, Japaratuba, Neópolis, Carira, Feira Nova… a água parecia escrever poemas apressados no chão. E quando um muro caiu em Porto da Folha, foi como se a cidade tivesse perdido um dente — um pedaço da paisagem arrancado pela força invisível do tempo. Em Aracaju, trovões rugiam como leões de bronze, e relâmpagos riscavam o céu como assinaturas nervosas da natureza. Mas enquanto a chuva exagerava na dose, no campo da região sudoeste de São Paulo a preocupação era outra. O agricultor olhava para as uvas como um pai aflito olhando ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de Fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de Fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O mundo amanheceu no dia 6 de fevereiro como um circo que esqueceu de desmontar a lona: os palhaços continuaram no picadeiro, os leões rugiram nas manchetes e o público, coitado, ficou pagando ingresso em forma de atenção. Em Sergipe, o governo suspendeu a portaria sobre o uso de rodovias para eventos. Foi como puxar o freio de mão de uma carroça que já vinha rangendo. Agora o DER promete explicar critérios, regras e cobranças… promessa que, na política, costuma ter a consistência de um castelo de areia à beira-mar: bonito, mas sempre ameaçado pela primeira onda da realidade. Em Brasília, o presidente Lula defendeu a PEC da Segurança Pública e falou em criar um Ministério da Segurança. O discurso veio com o velho tempero da política brasileira: ideias fervendo na panela e a pergunta de sempre pairando no ar como fumaça de fogão a lenha —...