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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, nobres leitores… sirvam-se de um café forte — daqueles que acordam até consciência adormecida — porque o domingo veio com gosto de ferro na boca e um nó na garganta. O Brasil amanheceu como um hospital cansado de si mesmo… onde até os aparelhos, que deveriam vigiar a vida, resolveram brincar de queda livre. Em Aracaju, um monitor — desses que piscam como vaga-lumes tecnológicos — despencou sobre a cabeça de um bebê. E a cena parece metáfora de um país onde o cuidado tropeça na própria negligência. A vida, tão leve quanto um suspiro de oito meses, foi tratada como se fosse apenas mais um número no prontuário da indiferença. O choro da mãe ecoa como sirene moral: não foi só um equipamento que caiu… foi um pedaço da dignidade pública. E enquanto isso, a morte, essa professora silenciosa que nunca falta à chamada, levou o professor Wagner A...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, leitores(as), convido vocês a abrirem a janela da alma neste sábado, dia 28, porque o mundo hoje resolveu brincar de teatro — e olha… o roteiro veio escrito por um poeta meio doido e um roteirista especialista em caos. Em Lagarto, uma jiboia decidiu fazer turismo automotivo. Sim, minha gente, a cobra entrou no carro como quem pega um Uber clandestino da natureza. Instalou-se ali, talvez pensando: “cansei da vida no mato, vou experimentar o ar-condicionado da civilização”. Mas bastou o Corpo de Bombeiros chegar — esses heróis que conversam com o perigo como quem pede licença — e lá foi a serpente, retirada com delicadeza cirúrgica, devolvida ao seu endereço original: o mato, onde o Wi-Fi é ruim, mas a paz é melhor. E eu fico pensando… às vezes, somos todos um pouco jiboias urbanas, tentando caber em lugares que não são nossos, nos enrosc...

CONTO : O Menino que Carregava Luz nos Bolsos

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O Menino que Carregava Luz nos Bolsos Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Havia um menino que não tinha superpoderes — pelo menos não daqueles que aparecem em filmes. Seu nome era simples, desses que cabem na boca do povo e no coração da rua. Mas ele carregava algo raro: uma vontade teimosa de ajudar. Enquanto outros meninos colecionavam figurinhas, ele colecionava gestos. Se via uma senhora com sacolas pesadas, lá estava ele, com seus braços finos e coragem de gigante: — Posso ajudar? Se um colega esquecia o lápis, ele dividia o seu, mesmo sabendo que ficaria com metade da resposta e inteira a alegria. Diziam que ele era bobo. Mas ele não ligava. Porque, no fundo, ele entendia algo que muita gente grande esquece: ajudar o outro é como acender uma vela — não apaga a sua luz, só ilumina mais o mundo. Um dia, a cidade amanheceu diferente. Faltou energia. As ruas ficaram cinzentas, as casas em silêncio, e até os sorrisos pareciam desligados da tomada. O menino...

O Menino que Carregava Luz nos Bolsos

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O Menino que Carregava Luz nos Bolsos Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Havia um menino que não tinha superpoderes — pelo menos não daqueles que aparecem em filmes. Seu nome era simples, desses que cabem na boca do povo e no coração da rua. Mas ele carregava algo raro: uma vontade teimosa de ajudar. Enquanto outros meninos colecionavam figurinhas, ele colecionava gestos. Se via uma senhora com sacolas pesadas, lá estava ele, com seus braços finos e coragem de gigante: — Posso ajudar? Se um colega esquecia o lápis, ele dividia o seu, mesmo sabendo que ficaria com metade da resposta e inteira a alegria. Diziam que ele era bobo. Mas ele não ligava. Porque, no fundo, ele entendia algo que muita gente grande esquece: ajudar o outro é como acender uma vela — não apaga a sua luz, só ilumina mais o mundo. Um dia, a cidade amanheceu diferente. Faltou energia. As ruas ficaram cinzentas, as casas em silêncio, e até os sorrisos pareciam desligados da tomada. O menino...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Nobres leitores(as), senhoras e senhores, segurem firme a xícara de café — daquelas que abraçam a alma — porque hoje o Brasil acordou com cheiro de gás… e não foi só o da cozinha, não! ☕🔥 Sergipe, esse pequeno gigante de coração atlântico, resolveu sonhar alto — e sonhar caro. A Petrobras, qual velha senhora que reencontra a juventude, apertou as mãos do governo e prometeu um futuro que chega em 2030, mas já vende esperança no crediário de hoje. São bilhões que dançam no salão do PIB como debutantes perfumadas, prometendo emprego, progresso e aquela velha ilusão tropical: “agora vai!”. O gás ainda nem saiu do fundo do mar, mas já tem político soprando promessa como se fosse balão de festa junina — colorido, bonito… e às vezes vazio. Enquanto isso, lá no Rio de Janeiro, a democracia colocou o pijama, sentou na beira da cama e disse: “Hoje nã...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram a janela e deixem o vento da realidade entrar… mas cuidado: ele vem carregado de poeira, ironia e um leve cheiro de feijão mais caro. O Brasil acordou hoje como aquele velho rádio chiando na prateleira: entre uma notícia e outra, só se ouve o barulho da contradição. Em Estância, a brutalidade deu as caras em plena luz do dia — um homem, desses que confundem força com covardia, resolveu transformar a rua em ringue e a dignidade em alvo. Foi preso. Ainda bem. Mas a violência doméstica, essa fera de dentes invisíveis, continua solta, rondando lares como um lobo educado que só ataca quando a porta se fecha. Enquanto isso, o governo de Sergipe tenta agradar o bolso do servidor com reajustes que parecem mais um cafezinho ralo: esquenta, mas não sustenta. Entre 4,26% e 7%… números que dançam como promessas em época de eleição — bonitos no dis...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram a janela e façam a leitura… O Brasil amanheceu com cara de assembleia de condomínio: todo mundo discutindo onde termina o muro, mas ninguém sabe exatamente onde começa o bom senso. Aracaju e São Cristóvão, como dois irmãos brigando pelo último pedaço de bolo, decidiram levar a disputa para o tal do plebiscito — uma espécie de “quem grita mais alto com voto na mão”. A democracia, coitada, virou juiz de futebol de várzea: apita, mas ninguém respeita muito. E lá no Congresso, entre cafezinhos mornos e discursos requentados, aprovaram o novo Plano Nacional de Educação. Dez anos de promessas embaladas em papel de esperança. É bonito no papel — quase poesia — garantir creche para todos, reduzir desigualdades… mas o Brasil tem o estranho hábito de plantar metas e colher frustrações. Ainda assim, há um sopro de fé: quem sabe, dessa vez, a educ...