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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE 22 de março. Dia Mundial da Água. Senhoras e senhores, apertem os cintos da alma — hoje a leitura vem com gosto de sal, lágrima e ferrugem. A água, essa velha professora paciente, tentou dar aula ao mundo. Entrou na sala em forma de rio, vestida de transparência, quadro negro de nuvens ao fundo… Mas a humanidade, distraída, rabiscava violência no caderno da vida. Porque enquanto a água sussurrava “vida”, o homem gritava “morte” com sotaque de brutalidade. Em Aracaju, no bairro Atalaia — onde o mar costuma beijar a areia com delicadeza — o amor virou manchete de tragédia. Um quarto de hotel, que deveria ser abrigo de sonhos, virou palco de tiros… e o silêncio, esse assassino invisível, assinou a última linha da história de Flávia. Já em Capela, no povoado Pirunga, a faca escreveu sua poesia cruel na pele de outra mulher. Duas vidas interrompi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram o jornal… mas abram devagar, como quem abre o peito para sentir o vento — porque hoje o mundo resolveu brincar de gangorra entre o céu e o abismo. De um lado, em Aracaju, uma tia virou árvore da vida e decidiu emprestar uma raiz ao sobrinho. Doou um rim como quem oferece um pedaço do próprio amanhã. Não foi cirurgia — foi poesia de bisturi, metáfora viva costurada com fios de esperança. Enquanto a medicina operava, o amor fazia plantio: um corpo salvando outro, como se Deus tivesse escrito um bilhete e assinado com sangue e coragem. Ah, humanidade… quando quer, vira milagre de carne. Do outro lado da página, a Mega-Sena — essa cigana de números — resolveu fazer greve de felicidade. Ninguém acertou. O prêmio acumulou como promessa de político em ano eleitoral: cresce, cresce… e o povo fica ali, sonhando com seus milhões invisíveis, como...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE --- O mundo amanheceu com cheiro de ferrugem e senha vazada, desses dias em que até o vento parece pedir autenticação em duas etapas — e falhar. Em Aracaju, o píer da Orla Pôr do Sol foi interditado. Coitado… cansou de ser ponte e virou metáfora. Um velho marinheiro de madeira, rangendo memórias, pedindo aposentadoria antes que o mar lhe desse um abraço definitivo. Ali, onde o pôr do sol beijava a água como poeta apaixonado, agora reina o silêncio — um silêncio de tábua podre, de promessa esquecida, de manutenção que nunca chega, igual salário de professor em mês de aperto. O píer não caiu — desistiu. E desistiu como desiste o cidadão que paga imposto e recebe gambiarra em forma de esperança. Enquanto isso, no mundo invisível dos cliques e dos suspiros digitais, o tal do Pix — esse menino prodígio da economia brasileira — resolveu tirar a ro...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O Brasil amanheceu com cara de quem passou a noite discutindo com o travesseiro e perdeu no argumento. Era quinta-feira, mas parecia segunda com ressaca de esperança. Em Sergipe, os professores guardaram as faixas, dobraram os gritos e colocaram a greve para dormir — não num berço esplêndido, mas numa rede meio frouxa, dessas que balançam mais dúvida do que descanso. O acordo veio como chuva em tempo de seca: não encheu o açude, mas pelo menos molhou a poeira da dignidade. O sindicato e o governo apertaram as mãos como dois personagens de novela que ainda não decidiram se é amor ou interesse. E a educação, coitada, ficou ali no meio, vestida de esperança remendada, esperando que dessa vez a promessa não seja só mais um discurso com prazo de validade vencido. Enquanto isso, lá no hospital, o corpo de um ex-presidente travava sua própria eleiç...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O Brasil amanheceu com cara de quarta-feira cansada, dessas que bocejam juros e espreguiçam greves. Na Universidade Federal de Sergipe, os técnicos cruzaram os braços — não por preguiça, mas por dignidade em modo avião. Era como se a engrenagem invisível da educação tivesse decidido fazer silêncio, um silêncio barulhento, desses que gritam mais alto que buzina em engarrafamento de promessa política. E lá estavam eles, firmes, lembrando ao governo que acordo não é poesia concreta: é para ser cumprido, não interpretado. Enquanto isso, o Brasil vestiu terno de empresário e foi ao altar do megawatt casar-se com o futuro — um casamento arranjado com 19 gigawatts de energia e um dote de bilhões. Um verdadeiro chá de panela elétrica, onde as hidrelétricas e termelétricas brindavam com taças de volts, prometendo luz até quando o vento faltar e o sol...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de março de 2026 Aniversário de Aracaju

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de março de 2026 Aniversário de Aracaju Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro leitor(a), ajeite o coração na cadeira e segure a xícara de café, porque hoje a vida resolveu escrever poesia no céu… e também rabiscar ironias no chão. Aracaju acordou aniversariando — 171 anos de rugas bonitas na testa do tempo — como uma senhora elegante que ainda dança forró com a juventude no salto da esperança. E, lá no alto, a Esquadrilha da Fumaça virou pincel de Deus, desenhando no céu azul rabiscos de liberdade, como se os aviões fossem pássaros ensaiando coreografias para impressionar o próprio vento. O povo, ah… o povo! Virou plateia de nuvens, com olhos brilhando como fogos de artifício dentro da alma. Mas enquanto o céu fazia festa, o chão cochichava problemas. Porque aqui embaixo, no reino das bombas de combustível — esse carnaval sem alegria — o preço da gasolina resolveu brincar de astronauta...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro leitor (a)… aperte o cinto da imaginação, porque hoje o noticiário parece um ônibus velho da linha da vida: range, sacoleja, mas segue andando pela estrada da realidade. Aracaju amanheceu com o viaduto da Avenida Francisco Porto tossindo poeira e pedindo consulta no ortopedista urbano. A prefeitura resolveu fazer uma espécie de “cirurgia estética” no velho gigante de concreto. Custa mais de um milhão de reais — preço de spa para ponte cansada. Enquanto isso, os carros vão aprender a dançar balé no trânsito, desviando aqui, rodopiando ali, como se a cidade fosse um grande tabuleiro de xadrez onde cada motorista é um peão tentando não cair no buraco do congestionamento. Mas o futebol — ah, o futebol! Esse teatro onde a bola deveria ser poesia — virou ringue de gladiadores modernos. Após a final do Sergipão entre Sergipe e Confiança, ...