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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Era 8 de março. O calendário abriu os olhos como quem desperta de um sonho antigo e sussurrou: “Hoje é o Dia Internacional das Mulheres.” E o mundo, esse velho palco de contradições, acordou dividido entre flores e feridas. Nas ruas do Brasil, mulheres marchavam como rios que aprenderam a correr contra a correnteza. Eram vozes, cartazes, tambores e corações batendo como trovões no peito da história. Pediam respeito, pediam justiça, pediam aquilo que deveria ser tão natural quanto o nascer do sol: o direito de viver sem medo. Mas o Brasil, às vezes, parece um relógio quebrado — marca o tempo, mas não aprende com ele. Os números do feminicídio são punhais estatísticos: 1.470 vidas interrompidas em 2025. Mil quatrocentas e setenta histórias arrancadas do livro da vida. E enquanto alguns políticos fazem discursos cheios de vento — daqueles que v...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abra, caro leitor, as páginas invisíveis do grande jornal da vida. Aquele jornal que não se compra na banca, mas que chega todo dia na porta da nossa consciência, embrulhado em manchetes que cheiram a café forte, pólvora, gasolina cara e um leve perfume de ironia brasileira. E o mundo acordou no dia 07 de março de 2026 como quem tropeça numa pedra no meio da sala: confuso, dolorido e cheio de perguntas. Comecemos por Aracaju, onde a Polícia Federal resolveu brincar de caça ao tesouro — e, curiosamente, encontrou o baú. Dentro dele, não havia piratas nem mapas secretos, apenas R$ 500 mil dançando dentro de malas suspeitas, como se fossem notas tentando fugir da luz do sol. Dinheiro vivo. Dinheiro em carne e osso. Dinheiro andando de carro, respirando ar-condicionado e tentando passar despercebido. Ah, Brasil… esse país onde o dinheiro público...

A sede de Japaratuba: quando a água vira promessa e a responsabilidade evapora

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A sede de Japaratuba: quando a água vira promessa e a responsabilidade evapora Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE A água é o sangue silencioso que corre nas veias de uma cidade. Ela acorda antes do sol, ferve o café das casas simples, lava os rostos cansados de quem trabalha, refresca as crianças que brincam nas ruas e embala o descanso das famílias ao cair da noite. Sem água, uma cidade não respira. Ela suspira… e sofre. É exatamente isso que Japaratuba vem vivendo desde quinta-feira, 05 de março. Dias e dias de torneiras secas, caixas vazias e paciência esgotada. A população olha para os canos como quem olha para o céu esperando chuva no sertão. Mas o que vem é apenas silêncio. E silêncio, nesse caso, não mata apenas a sede — mata a confiança. A empresa Iguá Sergipe, responsável atualmente pelo abastecimento, precisa compreender uma coisa simples e essencial: água não é um produto qualquer de prateleira. Água é serviço essencial, é dignidade humana, é di...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Caro(a) leitor(a), abra as páginas do jornal da vida, sacuda o pó da rotina, ajeite os óculos da alma e venha comigo, porque o noticiário desta sexta-feira, 6 de março de 2026, amanheceu com a sutileza de um rojão estourando dentro da cristaleira. Em Sergipe, o Ministério Público de Contas acendeu a luz amarela — quase vermelha, quase carnavalesca — ao apontar que os gastos com festividades nos municípios já chegaram a R$ 415 milhões em 2026, espalhados por 70 cidades, superando com folga os R$ 235 milhões registrados em todo o ano de 2025.  E eu fiquei pensando, meu povo: Sergipe virou uma espécie de salão de festas com teto furado. Chove confete sobre o orçamento, mas falta guarda-chuva para segurar a realidade. O cofre público, coitado, parece aquelas carteiras de trabalhador no fim do mês: magro, tossindo, pedindo água e ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O mundo acordou hoje com o coração dividido entre o estetoscópio e o estilhaço. De um lado, em Aracaju, a esperança vestiu jaleco branco e entrou sorrindo pela porta da frente do Hospital de Cirurgia. Do outro lado do planeta, no Oriente Médio, a guerra continuou escrevendo suas cartas com tinta de pólvora e lágrimas. É o planeta Terra, esse velho teatro onde os anjos distribuem curativos enquanto os demônios vendem munição em promoção de fim de estação. Respire fundo, leitor, porque hoje o noticiário parece uma gangorra moral: de um lado da balança nasce uma UTI Pediátrica; do outro, morrem crianças em uma guerra que não pediu autorização a Deus para existir. Em Aracaju, o Hospital de Cirurgia inaugurou uma UTI Pediátrica, e eu imagino aquele corredor hospitalar como se fosse uma pequena avenida de esperança iluminada por lâmpadas fluoresce...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O dia 04 de março amanheceu com o mundo tossindo notícias como um velho rádio de pilha mal sintonizado. Cada estação trazia uma história diferente: progresso, ciência, política, escuridão… e tragédia. O planeta, convenhamos, anda parecendo um grande mercado de emoções: na banca da esquerda vendem esperança; na da direita distribuem ironia; e no caixa central alguém cobra o preço da realidade. Comecemos pela notícia que atravessou Sergipe como um sopro de concreto e promessa: a nova ponte entre Aracaju e Barra dos Coqueiros. Ah… a ponte! Essa futura rainha de aço e cimento que ainda nem nasceu, mas já desfila nos discursos políticos como debutante em baile de gala. 840 milhões de reais. Repito devagar, como quem mastiga um caju gigante de cifras públicas: Oitocentos… e quarenta… milhões. Dinheiro suficiente para fazer até o Rio Sergipe coçar ...

A Inteligência Artificial nas Guerras: O Futuro que Já Chegou

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Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE A humanidade sempre buscou novas ferramentas para vencer batalhas. Das lanças de pedra aos drones hipersônicos, cada avanço tecnológico mudou a forma como os conflitos são travados. Hoje, porém, estamos diante de uma transformação ainda mais profunda: a entrada da Inteligência Artificial no campo de batalha. A Inteligência Artificial não é apenas uma nova arma. Ela é um novo cérebro para a guerra. Sistemas baseados em IA conseguem analisar milhões de dados em segundos, identificar alvos com precisão, prever movimentos do inimigo e coordenar estratégias militares com uma velocidade que nenhum ser humano conseguiria acompanhar. Em um cenário de combate moderno, onde decisões precisam ser tomadas em frações de segundo, essa capacidade pode significar a diferença entre vitória e derrota. Drones autônomos, sistemas de defesa inteligentes e softwares capazes de antecipar ataques estão se tornando cada vez mais comuns nos exérc...