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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O dia 07 de abril amanheceu com o céu indeciso, desses que parecem não saber se choram em forma de chuva ou se riem em forma de sol — talvez refletindo o humor das notícias, esse carnaval de contradições onde o Brasil dança frevo com o mundo em ritmo de suspense. Em Sergipe, o governo fez aquilo que a política sabe fazer como ninguém: trocou o motorista no meio da viagem e seguiu fingindo que o ônibus não balança. A saída de Déborah Dias da pasta do Meio Ambiente foi anunciada como quem diz “foi bom enquanto durou”, mas sem dizer quem vem depois — porque, no teatro da gestão pública, às vezes o palco fica vazio e a plateia continua aplaudindo por hábito. O meio ambiente, coitado, segue sendo esse paciente em UTI, enquanto os médicos discutem quem vai segurar o estetoscópio. E a natureza, silenciosa e irônica, observa tudo como uma velha sábi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O dia 07 de abril amanheceu com o céu indeciso, desses que parecem não saber se choram em forma de chuva ou se riem em forma de sol — talvez refletindo o humor das notícias, esse carnaval de contradições onde o Brasil dança frevo com o mundo em ritmo de suspense. Em Sergipe, o governo fez aquilo que a política sabe fazer como ninguém: trocou o motorista no meio da viagem e seguiu fingindo que o ônibus não balança. A saída de Déborah Dias da pasta do Meio Ambiente foi anunciada como quem diz “foi bom enquanto durou”, mas sem dizer quem vem depois — porque, no teatro da gestão pública, às vezes o palco fica vazio e a plateia continua aplaudindo por hábito. O meio ambiente, coitado, segue sendo esse paciente em UTI, enquanto os médicos discutem quem vai segurar o estetoscópio. E a natureza, silenciosa e irônica, observa tudo como uma velha sábi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O dia 06 de abril acordou com cheiro de borracha queimada e café amargo — desses que a vida serve sem açúcar e sem aviso. Na BR-101, nas proximidades do povoado Pau Ferro, município de Maruim, em Sergipe, um ônibus virou metáfora em chamas: parecia o próprio Brasil, correndo apressado pela madrugada, até que o destino, esse roteirista dramático, resolveu acender o fósforo. E lá se foram malas, roupas, lembranças — porque quando o fogo chega, ele não pergunta nome, não pede CPF, não respeita história: ele apenas devora. Ainda bem que o motorista, esse herói anônimo de estrada, puxou o freio do caos antes que a tragédia virasse notícia em tom definitivo. Já em Japaratuba, muita tristeza. Um acidente entre caminhões e um carro de passeio provocou quatro mortes e deixou feridos na Rodovia SE-226, próximo ao povoado Sapucaia, no município de Japa...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de abril de 2026.

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Domingo de Páscoa amanheceu com cheiro de incenso e gosto de lágrima — uma mistura estranha, como café com sal, dessas que a vida insiste em servir sem pedir licença. Enquanto o mundo celebrava a ressurreição, Sergipe baixava a cabeça em luto: partia João Ávila, jardineiro de viagens e semeador de destinos, vencido não pela morte, mas por essa doença que mastiga o tempo como quem rói ossos — o câncer, esse inquilino cruel que nunca paga aluguel e ainda leva a casa inteira embora. E a morte, essa senhora elegante de véu escuro, caminhou de mansinho pelos corredores de um hospital em Aracaju, apagando uma vida como quem sopra uma vela — não por falta de luz, mas por excesso de vento. Ficaram os filhos, a esposa, as memórias… esse álbum invisível que a saudade folheia com dedos trêmulos. Mas o Brasil, ah… o Brasil não para nem para chorar direi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Sábado de Aleluia chegou vestido de promessa, mas acordou com a torneira em silêncio — e silêncio de torneira, meu amigo, é grito seco na garganta da cidade. Aracaju, que costuma se banhar de mar e esperança, hoje escova os dentes com a fé e toma banho de paciência. Quarenta mil almas sedentas, como se Moisés tivesse aberto o mar… e esquecido de fechar a caixa d’água. O bairro Siqueira Campos virou um deserto com CEP, onde a água, essa diva líquida, resolveu fazer greve existencial. Dizem que volta às 18h — horário em que o relógio costuma mentir com elegância. Até lá, o povo improvisa: vira alquimista de balde, poeta de garrafa pet, filósofo de torneira pingando. Porque no Brasil, até a falta d’água tem senso de humor — daqueles bem sarcásticos, que ri enquanto a gente sua. Enquanto isso, no teatro político, candidatos correm contra o relóg...

POESIA : Luz

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Luz Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE No átrio silente do inexorável tempo, irrompe a luz — não como clarão vulgar, mas qual efusão etérea, diáfana e augusta, a trespassar o véu opaco do existir. É lume arcano, de fulgência abissal, que esgarça a penumbra taciturna da alma, e, em lânguida incandescência, depura os resquícios abscônditos do ser. Não é apenas brilho — é epifania. É o sopro primevo que obnubila a treva, é o verbo ígneo que consagra a aurora nos confins crepusculares da dúvida. Oh, luz! — essência ubíqua e inexaurível, que cintila nos interstícios do nada, e, em sua plenitude inefável, transmuta o caos informe em harmonia perene. E quando o mundo, em torpor, se esvai, és tu — inexorável, impoluta, perene — que, num ímpeto sublime e inexprimível, redimes o homem de sua própria noite.

Análise e Interpretação da música: Rádio Pirata da Banda de Rock Brasileira: RPM

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Rebeldia e liberdade em “Rádio Pirata” no contexto pós-ditadura Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE “Rádio Pirata”, do RPM, usa a metáfora de invadir as ondas do rádio para simbolizar resistência e contestação à ordem vigente, especialmente no Brasil do fim da ditadura militar. Ao mencionar “abordar navios mercantes” e “pirataria nas ondas do rádio”, a música faz referência direta ao movimento das rádios piratas em São Paulo, que desafiavam a censura e o controle estatal sobre a comunicação. O “rei” citado na letra representa a autoridade opressora, e a frase “havia alguma coisa errada com o rei” deixa clara a crítica à corrupção e ao autoritarismo daquele período. A canção também expressa o desejo de transformação social e cultural, como se vê no verso “façam a revolução que está no ar, nas ondas do rádio”. Aqui, o rádio se transforma em símbolo de liberdade e em espaço de expressão para vozes reprimidas. Termos como “submundo” e “underground” remetem ao a...