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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de Fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de Fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, caro(a) leitor e leitora, como foi o dia de vocês? Espero que tenha sido ótimo. Respire fundo, ajeite a cadeira da alma, sirva um café (ou um chá de paciência) e vamos pra leitura da crônica de hoje — porque o dia 03 de fevereiro de 2026 acordou falante, irônico, emotivo e com vontade de filosofar de chinelo. Começamos por Japaratuba, esse celeiro da cultura sergipana onde o tempo mistura passado, presente e futuro num balaio só. Teve início a Jornada Pedagógica 2026, e a cidade, de repente, virou sala de aula ampliada, quadro-negro do tamanho da esperança. O tema — “Letramentos Múltiplos e Alfabetização como base para a formação integral” — soou como poesia pedagógica. Era como se as letras saíssem dos livros, esticassem as pernas e dissessem: “chega de ficar presas em páginas, queremos formar gente inteira”. Professore...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 02 de Fevereiro de 2026

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Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Fevereiro abriu os olhos no dia 02 como quem acorda com ressaca de manchete. Espreguiçou-se bocejando notícias, tropeçou no próprio calendário e saiu distribuindo absurdos com cheiro de ironia recém-passada. O mundo, esse velho malandro, resolveu brincar de feira-livre: de um lado, perfume importado sem CPF; do outro, botijão de gás com esperança embrulhada; ao fundo, o mar da Polônia vestindo sobretudo e congelando até a metáfora. Comecemos pela BR-101, km 104, São Cristóvão — um trecho que virou alfândega improvisada do destino. A PRF e a Polícia Civil puxaram o freio de mão da ilegalidade e abriram o porta-malas do espanto: 223 produtos sem comprovação fiscal, como se o carro fosse uma farmácia clandestina com aroma de duty free. Havia eletrônicos querendo ligar o mundo, perfumes tentando maquiar a consciência e medicamentos querendo bombar músculos e silêncios. Botox incluso — porque até a ilegalidade anda preocupada ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 01 de fevereiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 01 de fevereiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Fevereiro entrou pela porta da frente como quem pede licença, mas já senta no sofá e mexe no controle remoto do mundo. Veio com cara de mês curto e língua comprida, desses que falam rápido, ri alto e choram no intervalo do comercial. Janeiro saiu arrastando chinelo, suando despedidas, e fevereiro chegou perfumado de ironia, trazendo flores, espelhos, troféus, grades e fronteiras — tudo misturado no mesmo buquê de notícias. Começamos pelo espelho grande da passarela, onde Sergipe desfilou de salto alto e sorriso de vitrine: uma Miss Brasil Mundo coroada, faísca de luz num país que vive apagando lâmpadas. Gabriela Botelho — nome de atriz de novela das oito — ergueu a faixa como quem levanta uma bandeira num território de autoestima em guerra. Natural de Minas, representando Sergipe, provando que o mapa também tem poesia: gente nasce num ca...

Crônica de despedida — Clênio, o gerente que virou gente da gente

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Crônica de despedida — Clênio, o gerente que virou gente da gente Por Antônio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Há pessoas que chegam a uma cidade trazendo crachá. Outras chegam trazendo presença. Clênio Fábio Rodrigues da Silva chegou assim, em 2021, com passos discretos e coração escancarado, como quem entende que banco também pode ser abraço — e que números, quando passam por mãos humanas, aprendem a respeitar histórias. Foram quatro anos e meio em Japaratuba. Quatro anos e meio de profissionalismo sem rigidez, de educação sem distância, de dedicação sem relógio. Clênio não foi apenas gerente do Banese: foi escuta atenta, foi palavra mansa, foi o bom-dia que cura filas, foi o “vamos resolver” que acalma tempestades. Tratou cada cliente como irmão, não por protocolo, mas por convicção — dessas que não se ensinam em treinamento algum. Na agência, aprendeu os nomes, os silêncios, as urgências. Entendeu que cada senha carregava uma vida inteira do outro lado do balcão...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 31 de Janeiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 31 de Janeiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Janeiro de 2026 resolveu sair de cena como ator de novela das nove: abraçou o pôr do sol, chorou lágrimas de verão e deixou a toalha molhada no varal do calendário. O mês se despede com o drama de quem sabe que exagerou — no calor, nas manchetes, nos sustos — e ainda assim pede bis. Último dia. Último gole. Última gargalhada atravessada. Comecemos pelo milagre em cápsulas — ou melhor, em canetas. Oito caixas de canetas emagrecedoras foram apreendidas em Cristinápolis, como quem confisca varinhas mágicas num parque de diversões clandestino. Quatro pessoas detidas, duas ideias presas e a dieta do país inteira algemada. A balança, essa fofoqueira de banheiro, suspirou aliviada. Sem nota fiscal, sem autorização da Anvisa, sem pudor: era o emagrecimento express, o “perca peso e perca também a paciência da lei”. O corpo humano virou planilha, a ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 30 de janeiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 30 de janeiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O dia 30 de janeiro amanheceu com cheiro de café requentado e decisões frescas — dessas que saem do forno jurídico ainda queimando a língua da opinião pública. O sol nasceu meio desconfiado, como quem lê manchetes antes de decidir se vai brilhar inteiro ou ficar em meia-luz. Começamos pela política, essa senhora elegante que vive tropeçando no próprio tapete. Uma liminar desceu do céu do STJ como guarda-chuva em dia de tempestade seletiva e suspendeu a inelegibilidade de Valmir de Francisquinho. A Justiça, essa bailarina de toga, fez um plié jurídico e disse: “calma, ainda não acabou”. Os direitos políticos, que estavam no banco de reserva, voltaram a aquecer. O político, discreto como poste em esquina escura, avisou que não vai se pronunciar. O silêncio, nesse caso, falou mais alto que trio elétrico em campanha: gritou prudência, cochicho...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de Janeiro de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de Janeiro de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Começamos a crônica de hoje com uma notícia muito triste — dessas que chegam sem pedir licença e sentam no sofá da alma, sujando o estofado do dia. Um cachorro chamado Zico foi esfaqueado na Grande Aracaju. Não foi metáfora: foi facão. Não foi acaso: foi crueldade. Na Praia da Atalaia Nova no município da Barra dos Coqueiros, o mar ensaiava seu azul turístico enquanto a covardia fazia turismo no coração humano. O bicho, que não assina tratados nem participa de debates, teve o olho ferido, o focinho rasgado, a vida interrompida. O animal ainda lutou, foi levado ao veterinário, como quem acredita que o mundo pode ser consertado com pontos e carinho — mas o relógio da violência é impaciente. Horas depois, silêncio.  A cidade acordou com cheiro de sal e vergonha. As câmeras identificaram o suspeito, mas a justiça, essa senhora que anda de ...