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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O domingo amanheceu com o céu vestido de cinza, como se as nuvens tivessem colocado roupa de luto para caminhar silenciosamente pelas ruas de Sergipe. E a vida, essa professora severa que não dá segunda chamada, abriu o jornal do destino com lágrimas escorrendo pelas margens. Em Canindé de São Francisco, uma criança partiu afogada num poço… e quando uma criança vai embora, até o vento perde a vontade de soprar. O poço, que deveria guardar apenas água, virou um abismo de tristeza, engolindo sonhos, brinquedos invisíveis e o sorriso que ainda tinha cheiro de infância. Em Pirambu, o povo também abaixou a cabeça diante da partida de João da Latinha, homem simples, desses que carregam apelido no peito e amizade no bolso. O coração dele resolveu pedir aposentadoria sem aviso prévio, fazendo greve eterna no meio do expediente da vida. Nossos sentime...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O sábado amanheceu com cheiro de fio queimado, fumaça de preocupação e café requentado nas esquinas do Brasil. Aracaju parecia um velho rádio chiando notícias ruins enquanto o fogo dançava no Centro da cidade como um dragão elétrico cuspindo labaredas em promoção de “leve três sustos e pague dois”. A loja de eletrônicos virou churrasqueira de chips, fritadeira de carregadores e sauna de televisores. Os bombeiros chegaram como maestros da água, enquanto os brigadistas já travavam batalha contra o incêndio com mangueiras que serpenteavam pelo chão igual cobras desesperadas tentando salvar o sábado do comércio aracajuano. E o povo olhando tudo com aquela expressão clássica brasileira: metade preocupação, metade curiosidade e um pouquinho de “será que ainda abre segunda?”. Porque brasileiro é assim… pode cair meteoro, aparecer dinossauro no Termi...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Sergipe amanheceu parecendo baile de São João onde os cavalheiros perderam o ônibus da quadrilha. Segundo o IBGE, faltam homens no estado, e as mulheres sergipanas agora olham para os poucos sobreviventes masculinos como quem procura promoção de café em supermercado no fim do mês: raro, disputado e quase sempre vencido. Tem homem em Sergipe se sentindo edição limitada, igual figurinhas douradas da Copa. Já tem cabra andando de peito estufado na feira, achando que virou patrimônio histórico tombado pelo IPHAN. O espelho virou cabo eleitoral da vaidade masculina. Enquanto isso, em Brasília, a Polícia Federal trocou o elevador das investigações do INSS e levou o processo para andar mais alto, daqueles onde o carpete é tão macio que até os escândalos caminham de sapato silencioso. A corrupção no Brasil é igual siri na lama: quando a gente pensa q...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O futebol brasileiro é um terreiro de emoções onde a bola quica como quem dança maracatu em chão molhado de lágrimas. Basta um time vencer demais, levantar taças em sequência e desfilar soberano pelos gramados, que logo aparece um profeta do apocalipse esportivo dizendo que houve pacto, feitiço, despacho ou contrato assinado com o gerente do inferno no cartório da meia-noite. E o povo acredita… Ah, acredita mais rápido do que atacante em impedimento levantando os braços para pedir validade do gol. Depois da tragédia no Ninho do Urubu, quando jovens sonhos viraram fumaça numa madrugada cruel, surgiram pelas esquinas digitais os vendedores de mistério. Os mesmos que transformam dor em espetáculo e sofrimento em roteiro de filme barato. Para eles, não bastava a tristeza; era preciso colocar chifres imaginários na história. O Brasil, esse país onde até papagaio ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre o futebol, tragédia e superstição Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O futebol brasileiro é um terreiro de emoções onde a bola quica como quem dança maracatu em chão molhado de lágrimas. Basta um time vencer demais, levantar taças em sequência e desfilar soberano pelos gramados, que logo aparece um profeta do apocalipse esportivo dizendo que houve pacto, feitiço, despacho ou contrato assinado com o gerente do inferno no cartório da meia-noite. E o povo acredita… Ah, acredita mais rápido do que atacante em impedimento levantando os braços para pedir validade do gol. Depois da tragédia no Ninho do Urubu, quando jovens sonhos viraram fumaça numa madrugada cruel, surgiram pelas esquinas digitais os vendedores de mistério. Os mesmos que transformam dor em espetáculo e sofrimento em roteiro de filme barato. Para eles, não bastava a tristeza; era preciso colocar chifres imaginários na história. O Brasil, esse país onde a...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Aracaju amanheceu nesta quinta-feira parecendo um grande tabuleiro de xadrez montado por engenheiros, políticos, motoristas estressados e santos protetores do trânsito perdido. O viaduto da Avenida Francisco Porto virou uma espécie de paciente em cirurgia cardíaca urbana: cheio de cones laranjas parecendo cenouras fluorescentes plantadas no asfalto, máquinas roncando como dinossauros asmáticos e motoristas rodando em círculos iguais baratas tontas depois de uma dedetização emocional. A cidade inteira parecia brincar de “onde fica a saída?”, enquanto o GPS chorava mais do que cantor sertanejo em final de namoro. O cidadão aracajuano saiu de casa para trabalhar e acabou fazendo turismo involuntário pelos bairros da capital, descobrindo ruas que nem o Google lembrava mais que existiam. E no meio desse carnaval fora de época sem trio elétrico, a ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de maio de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de maio de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Ah, caro leitor… Aracaju ontem parecia um tabuleiro de xadrez dirigido por um pombo estressado e sem carteira de habilitação. O trânsito da avenida Beira-Mar virou um grande desfile de buzinas desafinadas, motores tossindo fumaça e motoristas com a paciência mais curta que fila de banco em dia de pagamento. O tal “pare e siga” apareceu de surpresa igual visita inconveniente em domingo de feijoada. A SMTT disse que não sabia de nada… e o povo também não sabia se ria, chorava ou vendia o carro pra comprar um jegue turbo movido a milho premium. O Complexo Viário Maria do Carmo Alves virou um labirinto grego misturado com prova de resistência emocional. Tinha motorista envelhecendo dois anos por semáforo, motociclista fazendo zig-zag igual tilápia fugindo de tarrafa e gente mandando áudio no WhatsApp com mais drama que novela mexicana das oito. E...