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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Senhoras e senhores leitores deste grande jornal imaginário chamado vida, abram bem os olhos e segurem o café — porque o mundo hoje amanheceu parecendo uma feira livre cósmica, daquelas em que se vende de tudo: pepino político, tomate geopolítico e abacaxi institucional do tamanho de um cometa. Comecemos por Sergipe, essa pequena estrela no mapa do Brasil, onde Aracaju e São Cristóvão brigam por um pedaço de chão como dois irmãos discutindo quem herdou a rede da varanda da avó. A Justiça Federal, com sua toga que parece um guarda-chuva contra tempestades jurídicas, disse: — “Aracaju, minha filha, devolva a bola para São Cristóvão.” E Aracaju, meio contrariada, respondeu: — “Eu recorro!” E assim segue o campeonato jurídico mais longo que campeonato de dominó em praça pública. Enquanto isso, Sergipe mostra ao Brasil que a verdadeira ONU da dem...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abri o jornal do mundo hoje cedo, caro leitor, e as páginas vieram cheirando a tinta, ironia e um pouco de desinfetante político. O planeta anda precisando de faxina moral, dessas que nem sabão de coco resolve. Mas antes que o leitor pense que o mundo é só tragédia, deixemos a esperança entrar pela porta da frente, trazendo um sorriso de casco rachado e remendado. Lá na Universidade Federal de Sergipe, cientistas — esses alquimistas modernos que misturam ciência com esperança — desenvolveram um procedimento até 90% mais barato para reconstruir cascos de jabuti. Veja que coisa bonita. Enquanto muitos políticos vivem quebrando a casca da ética com martelo de corrupção, os cientistas estão consertando o casco de uma pequena jabuti chamada Rosinha. Rosinha… Nome de flor. Nome de resistência. Há três anos ela luta para sobreviver, como um pequeno...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O mundo acordou hoje com a cara amassada de quem dormiu pouco e sonhou com guerra, inflação e boletim médico. A segunda-feira chegou como um carteiro cansado trazendo cartas amargas da aldeia global — algumas escritas com tinta de petróleo, outras com o hálito quente da guerra. Lá longe, no Oriente Médio, os canhões estão falando mais alto que os poetas. A guerra virou maestro de uma orquestra desafinada, onde as bombas fazem o papel de tambores e o petróleo dança um tango nervoso no mercado internacional. O barril subiu como foguete bêbado — quase 120 dólares — e a gasolina já afia os dentes para morder o bolso do cidadão comum. As bolsas do mundo caíram como dominós em mesa de criança travessa. O Nikkei japonês despencou, o Kospi coreano tropeçou, e os economistas ficaram com a expressão de quem viu o café derramar sobre o relatório de est...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Era 8 de março. O calendário abriu os olhos como quem desperta de um sonho antigo e sussurrou: “Hoje é o Dia Internacional das Mulheres.” E o mundo, esse velho palco de contradições, acordou dividido entre flores e feridas. Nas ruas do Brasil, mulheres marchavam como rios que aprenderam a correr contra a correnteza. Eram vozes, cartazes, tambores e corações batendo como trovões no peito da história. Pediam respeito, pediam justiça, pediam aquilo que deveria ser tão natural quanto o nascer do sol: o direito de viver sem medo. Mas o Brasil, às vezes, parece um relógio quebrado — marca o tempo, mas não aprende com ele. Os números do feminicídio são punhais estatísticos: 1.470 vidas interrompidas em 2025. Mil quatrocentas e setenta histórias arrancadas do livro da vida. E enquanto alguns políticos fazem discursos cheios de vento — daqueles que v...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abra, caro leitor, as páginas invisíveis do grande jornal da vida. Aquele jornal que não se compra na banca, mas que chega todo dia na porta da nossa consciência, embrulhado em manchetes que cheiram a café forte, pólvora, gasolina cara e um leve perfume de ironia brasileira. E o mundo acordou no dia 07 de março de 2026 como quem tropeça numa pedra no meio da sala: confuso, dolorido e cheio de perguntas. Comecemos por Aracaju, onde a Polícia Federal resolveu brincar de caça ao tesouro — e, curiosamente, encontrou o baú. Dentro dele, não havia piratas nem mapas secretos, apenas R$ 500 mil dançando dentro de malas suspeitas, como se fossem notas tentando fugir da luz do sol. Dinheiro vivo. Dinheiro em carne e osso. Dinheiro andando de carro, respirando ar-condicionado e tentando passar despercebido. Ah, Brasil… esse país onde o dinheiro público...

A sede de Japaratuba: quando a água vira promessa e a responsabilidade evapora

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A sede de Japaratuba: quando a água vira promessa e a responsabilidade evapora Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE A água é o sangue silencioso que corre nas veias de uma cidade. Ela acorda antes do sol, ferve o café das casas simples, lava os rostos cansados de quem trabalha, refresca as crianças que brincam nas ruas e embala o descanso das famílias ao cair da noite. Sem água, uma cidade não respira. Ela suspira… e sofre. É exatamente isso que Japaratuba vem vivendo desde quinta-feira, 05 de março. Dias e dias de torneiras secas, caixas vazias e paciência esgotada. A população olha para os canos como quem olha para o céu esperando chuva no sertão. Mas o que vem é apenas silêncio. E silêncio, nesse caso, não mata apenas a sede — mata a confiança. A empresa Iguá Sergipe, responsável atualmente pelo abastecimento, precisa compreender uma coisa simples e essencial: água não é um produto qualquer de prateleira. Água é serviço essencial, é dignidade humana, é di...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de março de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de março de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Caro(a) leitor(a), abra as páginas do jornal da vida, sacuda o pó da rotina, ajeite os óculos da alma e venha comigo, porque o noticiário desta sexta-feira, 6 de março de 2026, amanheceu com a sutileza de um rojão estourando dentro da cristaleira. Em Sergipe, o Ministério Público de Contas acendeu a luz amarela — quase vermelha, quase carnavalesca — ao apontar que os gastos com festividades nos municípios já chegaram a R$ 415 milhões em 2026, espalhados por 70 cidades, superando com folga os R$ 235 milhões registrados em todo o ano de 2025.  E eu fiquei pensando, meu povo: Sergipe virou uma espécie de salão de festas com teto furado. Chove confete sobre o orçamento, mas falta guarda-chuva para segurar a realidade. O cofre público, coitado, parece aquelas carteiras de trabalhador no fim do mês: magro, tossindo, pedindo água e ...