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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Sextou… e o Brasil acordou com o coração batendo em ritmo de samba, mas tropeçando nos próprios cadarços da realidade — porque aqui até a esperança dança, mas às vezes pisa no pé da tristeza sem pedir desculpa. Abrimos o jornal como quem abre uma janela num dia nublado: entra um vento gelado de preocupação e, no meio dele, uma história que aperta o peito como abraço de saudade. Uma bebê, pequena como um verso ainda sendo escrito por Deus, carregava no pulmão um pedaço de descuido humano — um fio, desses que deveriam ligar vidas, mas que por ironia cruel quase desligou uma. A medicina correu, como bombeiro em incêndio de urgência, e retirou o intruso, esse vilão microscópico. Agora ela repousa na UTI, esse território entre o suspiro e a oração, enquanto o Brasil inteiro vira pai, mãe e esperança num só sentimento: “fica, pequena, o mundo aind...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abramos as cortinas desse teatro chamado Brasil, onde o roteiro é escrito à base de sustos e gargalhadas nervosas, e o palco insiste em ranger sob os pés de uma plateia que já não sabe se aplaude ou pede socorro. No dia 23 de abril, o país acordou com um poste caído — não apenas de concreto, mas simbólico, como se fosse o próprio equilíbrio urbano dando uma topada na pressa e dizendo: “opa, hoje não tem luz nem juízo”. Em Aracaju, uma carreta resolveu brincar de dominó com a infraestrutura e derrubou um poste no Bairro 18 do Forte. Resultado? Quase seis mil almas mergulhadas na escuridão, como se a cidade tivesse decidido fazer um retiro espiritual à força, daqueles onde a reflexão vem acompanhada de geladeira desligada e ventilador aposentado. A energia foi embora como político em promessa: rápida, sorrateira e deixando todo mundo no calor ...

PROJETO CIRCUITO ESTADUAL Faz de Conta 22 ANOS EM CARTAZ

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COMPANHIA  PONTO DE TEATRO PROJETO CIRCUITO ESTADUAL Faz de Conta 22 ANOS EM CARTAZ JAPARATUBA 29 de Abril (quarta-feira) --- OFICINA DE TEATRO HORÁRIO: 08 HORAS LOCAL: BARRACÃO CULTURAL ENDEREÇO: AVENIDA TANCREDO NEVES, 441 --- APRESENTAÇÃO DO ESPETÁCULO ‘FAZ DE CONTA’ HORÁRIO: 14 HORAS LOCAL: BARRACÃO CULTURAL ENDEREÇO: AVENIDA TANCREDO NEVES, 441 --- FUNCAP – Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe SERGIPE – Governo do Estado PNAB – Política Nacional Aldir Blanc Ministério da Cultura Governo Federal BRASIL – União e Reconstrução

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de abril de 2026

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Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE 22 de abril: o Brasil sopra velinhas num bolo histórico que já nasceu meio indigesto — descoberto por uns, invadido por outros, reinterpretado por quase todos. É aniversário de um país que parece aquele parente festeiro: canta parabéns, mas esquece de pagar as contas da festa. E enquanto a memória nacional veste fantasia de caravela, a realidade sai de moto… e cai dentro de um bueiro aberto em Aracaju, como se a cidade resolvesse engolir seus próprios filhos em goles apressados de descuido. O motociclista, pobre equilibrista do asfalto, virou metáfora viva: num país onde buraco não é só ausência de tampa, mas excesso de abandono, cair num bueiro é quase um rito de passagem urbano — um mergulho involuntário na boca escancarada da negligência. Os bombeiros e o Samu, esses heróis de farda invisível, puxam o homem de volta à superfície como quem resgata um verso perdido no fundo da página. E a cidade? A cidade finge que foi s...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos abrir e fechar os círculos das notícias do dia 21 de abril, como quem desenha um compasso na história e encontra, no centro, o rosto de Tiradentes — esse mártir que virou estátua, bandeira, feriado… e, às vezes, até figurante nas conversas apressadas de um país que corre mais do que pensa. Enquanto isso, Aracaju veste capa de chuva e faz pose de cidade anfíbia: metade chão, metade rio improvisado. A Defesa Civil levanta a bandeira do alerta como quem grita “cuidado!” para um céu que parece não saber ouvir. As nuvens, essas senhoras dramáticas, desabam lágrimas grossas, chorando como se tivessem assistido a um filme triste demais… ou talvez ao noticiário mesmo. E a população? Ah, essa nada em poças como quem pratica um esporte olímpico chamado “sobrevivência urbana com obstáculos líquidos”. Do outro lado do oceano, o presidente Lula enc...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos aplaudir, vaiar e abrir o jornal como quem abre uma caixa de surpresas: com um olho na esperança e o outro desconfiado, porque notícia no Brasil é tipo novela — quando você acha que entendeu, aparece um capítulo mais dramático. E hoje, meus caros leitores, o palco da vida vestiu jaleco branco e decidiu nos lembrar que, no meio do caos, ainda há mãos que costuram milagres. No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho, o tal do Huse — esse gigante cansado que vive na UTI da estrutura pública — resolveu surpreender: fez um transplante ósseo microcirúrgico digno de roteiro de cinema. Doze horas de cirurgia! Doze! É mais tempo do que muita promessa política dura. Enquanto lá fora o relógio bocejava, lá dentro médicos duelavam contra o tempo como heróis de bisturi em punho, salvando uma infância que teimava em não desistir...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abramos as janelas do domingo como quem abre um guarda-chuva furado em meio a um dilúvio de ironias: Aracaju virou um aquário sem peixes e com muito contribuinte nadando contra a corrente. Vazamentos brotam do chão como se a cidade tivesse decidido chorar por baixo da pele, e a água — essa poeta líquida — escorre pelas ruas recitando versos de caos, enquanto a tal da Iguá corre atrás do prejuízo como garçom em dia de casamento, equilibrando bandejas de promessas que insistem em escorregar. E quando a gente pensa que já está afogado o suficiente, vem o Imposto de Renda com sua rede invisível de pescador de distraídos: trabalhadores, coitados, caem na malha fina como peixes que só queriam nadar tranquilos no mar do salário suado. É a matemática do susto! Um número fora do lugar e pronto: o cidadão vira suspeito de um crime que nem sabia que co...