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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O dia 29 de abril amanheceu com o céu meio desconfiado, como quem acorda e olha o mundo pelas frestas da cortina, perguntando: “lá vem mais um capítulo ou mais um capítulo da mesma novela?”. E não é que o roteiro resolveu ousar? O Senado, que às vezes parece um teatro onde os aplausos são ensaiados, resolveu trocar o script e, num gesto digno de novela mexicana com final inesperado, disse “não” a Messias o indicado ao Supremo. Um “não” que ecoou como trovão em céu de brigadeiro, desses que fazem até as cadeiras tremerem de susto. Desde 1894 que o palco não via tamanho ato de rebeldia — quase deu vontade de chamar o roteirista de volta e perguntar: “tem certeza disso?”. Enquanto isso, nos bastidores digitais da vida moderna — esse grande cassino invisível onde cliques valem mais que moedas — a polícia puxou a cortina de um espetáculo nada eng...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE As notícias do 28º dia de abril desfilaram como um carnaval fora de época, com confetes de esperança e serpentinas de ironia escorrendo pelas calçadas molhadas de Sergipe. O céu chorava — não se sabe se de emoção ou de vergonha — enquanto a água, essa entidade tão desejada, fazia greve silenciosa nas torneiras, como uma diva ofendida que decide não cantar no palco principal. A tal da adutora, larga como promessa de político em ano eleitoral, resolveu vazar seus segredos na Avenida Gasoduto, e a população, coitada, ficou no papel de plateia sedenta, aplaudindo o nada com copos vazios. Ah, Iguá! Essa artista do improviso que promete água às 14h como quem promete amor eterno numa tarde de domingo. E o povo acredita — porque acreditar, meu caro leitor, ainda é mais barato que comprar água mineral. Enquanto isso, lá vem o Instituto Butantan, vest...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE A crônica de hoje é como um roteiro de cinema. Boa leitura, caro(a) leitor(a). Abram-se as cortinas… e lá vem a primeira cena: Aracaju, cidade onde a água resolveu brincar de esconde-esconde, como criança levada que foge da mãe no supermercado. Um registro — desses grandões, tipo chefe de novela — foi fechado, quebrado e virou protagonista de um drama digno de Oscar. A tal “interferência externa” soa como aquele vilão misterioso que ninguém vê, mas todo mundo culpa. No fim, a água voltou, meio tímida, pedindo desculpa, como quem chega atrasada numa festa e ainda quer dançar forró. Corta para a Amazônia, que aparece no filme como uma senhora sábia, de cabelos verdes e olhar cansado. Pela primeira vez em muito tempo, ela suspira aliviada: menos 17% de desmatamento. Não é vitória de campeonato, mas já é um gol de honra no segundo tempo da esper...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram-se as torneiras da imaginação — porque as da realidade… ah, essas resolveram fazer greve e pedir férias no meio do verão da paciência! Em Aracaju, no bairro Aruana, a água virou lenda urbana, dessas que a gente conta pros netos: “Era uma vez um chuveiro que chorava água de verdade…”. Mas agora, o que escorre é só indignação, quente como café sem açúcar. A tal adutora, com seus 800 milímetros de promessas, rompeu-se como um discurso mal ensaiado — e o povo, coitado, virou peixe fora d’água… sem água! Ironia digna de prêmio: o cidadão pagando conta de água e recebendo vento encanado. É o encanamento da decepção! Enquanto isso, lá em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao palco da política após uma pausa médica — como um ator que sai do camarim com curativo invisível e sorriso ensaiado, dizendo ao país: “O espetáculo ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos começar pela primeira cena… e que se abram as cortinas desse teatro chamado Brasil, onde a vida entra em cartaz com roteiro de comédia, drama e uma pitada de suspense que nem roteirista de novela ousaria escrever sem pedir licença ao caos. Em Barra dos Coqueiros, a saúde veste jaleco de esperança e sai vacinando como quem distribui escudos invisíveis contra vírus traiçoeiros — influenza de um lado, chikungunya do outro, como dois vilões de desenho animado tentando dominar o corpo humano. Já Aracaju resolve transformar shopping em posto de saúde, porque brasileiro já vai mesmo ao shopping pra gastar o que não tem, então por que não sair de lá imunizado contra o que não quer? É a ciência dando rolê de escada rolante, aplicando vacina entre uma vitrine e outra — quase um “tome aqui sua dose e aproveite a promoção da vida”. E enquanto a sa...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Sextou… e o Brasil acordou com o coração batendo em ritmo de samba, mas tropeçando nos próprios cadarços da realidade — porque aqui até a esperança dança, mas às vezes pisa no pé da tristeza sem pedir desculpa. Abrimos o jornal como quem abre uma janela num dia nublado: entra um vento gelado de preocupação e, no meio dele, uma história que aperta o peito como abraço de saudade. Uma bebê, pequena como um verso ainda sendo escrito por Deus, carregava no pulmão um pedaço de descuido humano — um fio, desses que deveriam ligar vidas, mas que por ironia cruel quase desligou uma. A medicina correu, como bombeiro em incêndio de urgência, e retirou o intruso, esse vilão microscópico. Agora ela repousa na UTI, esse território entre o suspiro e a oração, enquanto o Brasil inteiro vira pai, mãe e esperança num só sentimento: “fica, pequena, o mundo aind...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abramos as cortinas desse teatro chamado Brasil, onde o roteiro é escrito à base de sustos e gargalhadas nervosas, e o palco insiste em ranger sob os pés de uma plateia que já não sabe se aplaude ou pede socorro. No dia 23 de abril, o país acordou com um poste caído — não apenas de concreto, mas simbólico, como se fosse o próprio equilíbrio urbano dando uma topada na pressa e dizendo: “opa, hoje não tem luz nem juízo”. Em Aracaju, uma carreta resolveu brincar de dominó com a infraestrutura e derrubou um poste no Bairro 18 do Forte. Resultado? Quase seis mil almas mergulhadas na escuridão, como se a cidade tivesse decidido fazer um retiro espiritual à força, daqueles onde a reflexão vem acompanhada de geladeira desligada e ventilador aposentado. A energia foi embora como político em promessa: rápida, sorrateira e deixando todo mundo no calor ...