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Poesia : Solidariedade

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Solidariedade Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Solidariedade é um rio invisível, que corre por entre as rachaduras do mundo, irrigando desertos de indiferença com suas águas de empatia líquida e silenciosa. É a alquimia dos gestos mínimos, transmutando o chumbo frio do egoísmo no ouro cálido da partilha, num laboratório secreto chamado coração. É um pacto tácito entre almas errantes, uma sinfonia inaudível onde mãos se entrelaçam como raízes subterrâneas de uma mesma árvore humana. Solidariedade é verbo conjugado na pele, declinado no suor, na lágrima e no pão dividido, um idioma ancestral que dispensa dicionários, mas exige coragem. É farol em noites abissais, luz oblíqua rasgando o negrume das injustiças, uma fagulha teimosa que insiste em incendiar o impossível. E quando o mundo se curva ao peso do próprio caos, ela se ergue — altiva, indomável — como ponte de carne e esperança, ligando abismos com fios de humanidade.

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram as cortinas do teatro político, porque o espetáculo de hoje veio com roteiro de novela mexicana e trilha sonora de samba-enredo: inimigos de ontem dançando de mãos dadas como se o passado fosse apenas um rascunho mal escrito pela memória. Sergipe acordou com um casamento político digno de padre, juiz e plateia desconfiada: Fábio e Rogério, que ontem trocavam farpas como dois galos em rinha de domingo, hoje surgem como pombas da paz, jurando amor eterno até o próximo boletim das urnas. Ah, a política… essa senhora elegante que troca de vestido conforme o vento e ainda diz que é coerência! É o famoso “briguei contigo ontem, mas hoje somos primos no almoço de família”. E o eleitor? Esse assiste tudo como quem come pipoca: às vezes doce, às vezes salgada… mas sempre meio indigesta. No meio dessa ciranda de alianças, o Brasil decide mexer n...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram as janelas do pensamento, porque o dia 14 de abril chegou tropeçando nos próprios fios desencapados da realidade… e, convenhamos, o Brasil às vezes parece uma extensão elétrica mal encaixada: quando a gente mais precisa, dá curto. Lá em Laranjeiras, a tal da Fafen virou um gigante adormecido — não por cansaço, mas por falta de energia, veja só! Uma fábrica de fertilizantes parada… ironia digna de novela das nove: o lugar que alimenta o chão agora está passando fome de luz. E o prejuízo? Cinco milhões por dia! É dinheiro evaporando mais rápido que café quente em boca de fofoqueiro. Enquanto isso, a ureia, esse pó mágico que faz planta crescer, começa a virar artigo de luxo… e o feijão, coitado, já ensaia subir de preço como quem pega elevador social para fugir do povo. No palco da Justiça, Brasília segue sua coreografia elegante de toga...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram a janela da leitura e vamos que vamos para crônica de segunda-feira, o 13º dia de abril de 2026… porque hoje o mundo acordou com o mar batendo na porta da fé, a língua tropeçando na própria arrogância e o karatê dando lição de silêncio e disciplina. Na Praia do Saco, o oceano resolveu virar arquiteto — desses impacientes, que não pedem licença e nem respeitam história. Avança como um velho teimoso, roendo a areia com dentes de sal, querendo engolir uma igreja de 400 anos como quem mastiga memória. E aí a Justiça entra em cena como um médico de urgência: “não é para matar, é para salvar”. Desmontar para preservar… que ironia! É como pedir ao coração que bata fora do peito para não morrer afogado. A fé, coitada, agora anda de mala pronta, tentando fugir da maré que não reza e não perdoa. Enquanto isso, lá no palco das palavras mal escolh...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 12 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram-se as cortinas, porque o palco do mundo hoje resolveu misturar fé, fortuna e foguetes — um espetáculo onde Deus, o dinheiro e a Lua disputam o protagonismo como atores vaidosos de um drama que ora beira a comédia, ora escorrega na tragédia. Lá na Praia do Saco, em Estância, o tempo vestiu batina e saiu em procissão. Uma igreja de mais de 400 anos, cansada de ver gerações passarem como ondas que beijam a areia e somem, foi abraçada pelo povo — literalmente abraçada — como se fosse uma avó prestes a ser arrancada da sala pela burocracia fria, esse monstro de gravata que não reza, mas sentencia. Era um abraço coletivo, desses que não cabem no corpo, só na alma. Um povo dizendo: “não mexa na nossa memória, porque memória não se demole, se sangra”. E ali, entre mãos dadas e olhos marejados, a fé parecia uma vela teimosa enfrentando o vento ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 11 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE O mundo acordou no dia 11 de abril como quem espreguiça a própria consciência: meio preguiçoso, meio desconfiado, como se a realidade fosse um café amargo servido sem açúcar — e ainda assim obrigatório. Em Sergipe, a CNH resolveu tirar férias da burocracia. De repente, renovar documento virou passeio no parque, como se o velho carimbo estatal tivesse sido substituído por um abraço administrativo. Mais de 3,6 mil condutores, antes prisioneiros da fila e do suspiro, agora desfilam com suas habilitações renovadas como quem ganha uma medalha invisível. É o Estado, esse elefante de passos lentos, tentando aprender a dançar forró em ritmo acelerado. Milagre? Evolução? Ou só uma pausa estratégica no caos? Fica a dúvida, essa eterna passageira do banco de trás. Enquanto isso, em algum canto do supermercado, a mostarda — coitada, sempre tão discreta ...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Olá, meu povo… vamos que vamos mergulhar nesse oceano meio salgado, meio amargo, meio irônico das notícias deste décimo dia de abril, onde até o vento parece ler manchetes e suspirar cansaço. Lá na Praia do Saco, a velha igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem — que já viu mais histórias que avó em cadeira de balanço — foi condenada a fazer as malas. Imagine só: uma capela do século XVI, dessas que rezam com as paredes, sendo convidada a sair como quem atrapalha a sala. O tempo, esse escultor invisível, ficou ali parado, com a enxada na mão, perguntando: “eu construí memória… vocês desmontam história?” E o povo, entre rezas e revoltas, assiste a fé sendo empacotada como se fosse mudança de fim de semana. Até Deus deve ter coçado a barba celestial e pensado: “rapaz… tão mexendo no meu endereço sem nem pedir licença…” Enquanto isso, em Brasília,...