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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 18 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos abrir o jornal do dia 18 de abril de 2026 E o mundo, meu caro leitor, amanheceu como um velho rádio chiando notícias: umas desafinadas, outras explosivas, e algumas tão absurdas que parecem piada de boteco contada por um bêbado filósofo. Em Monte Alegre, a vida resolveu vestir a fantasia da ironia e sair sambando na cara da dignidade: um homem, desses que confundem esperteza com inteligência, foi pego com 53 cartões do Bolsa Família — uma coleção digna de álbum da miséria humana — tentando sacar sonhos alheios como quem pesca peixes em aquário. Era o Robin Hood ao contrário: roubava dos pobres para engordar o próprio bolso, com direito a simulacro de arma, promissórias e uma cara de “não fui eu” ensaiada no espelho da desfaçatez. A polícia chegou como professora severa: apagou o quadro negro da malandragem com giz de lei e deixou o suj...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Vamos abrir os capítulos do livro do dia 17 de abril de 2026 O dia amanheceu com sede — não aquela sede poética de quem deseja viver, mas a sede seca, áspera, de torneira que tosse ar em vez de água. Sergipe virou um poema interrompido: a água, essa velha senhora que sempre chegava pontual, resolveu faltar como político em promessa de campanha. E lá está o povo, com o copo na mão, olhando para o nada líquido, esperando um milagre que vem com atraso e desculpa esfarrapada. A estatística virou um grito: 16,8 pontos de queda… não é número, é sede com CPF! É o IBGE dizendo, em linguagem de planilha, que até o banho agora precisa marcar hora como consulta médica. E no meio desse deserto de canos, a vida resolveu fazer silêncio… partiu Oscar Schmidt, o Mão Santa, o homem que transformava bola em poesia aérea. O basquete perdeu sua estrela, e o céu...

ALIENAÇÃO PARENTAL: ENTRE A FORMA PARCIAL E A FORMA TOTAL — UMA VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE CONVIVÊNCIA FAMILIAR

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ALIENAÇÃO PARENTAL: ENTRE A FORMA PARCIAL E A FORMA TOTAL — UMA VIOLAÇÃO AO DIREITO FUNDAMENTAL DE CONVIVÊNCIA FAMILIAR Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE A alienação parental, nos termos da Lei nº 12.318/2010, configura-se como toda interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida por um dos genitores, com o objetivo de prejudicar o vínculo afetivo com o outro. Trata-se de prática grave, reprovável e juridicamente sancionável, por violar direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal de 1988, especialmente o direito à convivência familiar equilibrada. No plano fático, é possível identificar duas modalidades recorrentes dessa conduta ilícita: a alienação parental parcial e a alienação parental total. A alienação parental parcial ocorre quando há restrições indiretas ou veladas ao contato entre o genitor e o filho. É o caso, por exemplo, em que o pai, no exercício legítimo de sua paternidade, busca manter o vínculo a...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Caro leitor e leitora, O Brasil acordou hoje com cheiro de gasolina… ou melhor, de dúvida. Porque, em Sergipe, até o combustível resolveu fazer cosplay: etanol vestido de gasolina, enganando motor e cidadão como político em época de eleição — promete uma coisa, entrega outra e ainda cobra caro pelo espetáculo. As bombas, coitadas, viraram artistas do teatro da fraude, encenando uma peça onde o consumidor paga ingresso para sair com o tanque cheio de ilusão líquida. E aí vem a Operação Majorare, como uma professora severa aplicando prova surpresa: “quem colou, está reprovado!” — lacrando bicos, fechando sorrisos maliciosos e lembrando que ética não é opcional, é combustível obrigatório. Enquanto isso, em Aracaju, o trânsito resolveu filosofar. O viaduto da Francisco Porto, em reforma, virou metáfora urbana: uma faixa interditada aqui, outra a...

Poesia : Solidariedade

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Solidariedade Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Solidariedade é um rio invisível, que corre por entre as rachaduras do mundo, irrigando desertos de indiferença com suas águas de empatia líquida e silenciosa. É a alquimia dos gestos mínimos, transmutando o chumbo frio do egoísmo no ouro cálido da partilha, num laboratório secreto chamado coração. É um pacto tácito entre almas errantes, uma sinfonia inaudível onde mãos se entrelaçam como raízes subterrâneas de uma mesma árvore humana. Solidariedade é verbo conjugado na pele, declinado no suor, na lágrima e no pão dividido, um idioma ancestral que dispensa dicionários, mas exige coragem. É farol em noites abissais, luz oblíqua rasgando o negrume das injustiças, uma fagulha teimosa que insiste em incendiar o impossível. E quando o mundo se curva ao peso do próprio caos, ela se ergue — altiva, indomável — como ponte de carne e esperança, ligando abismos com fios de humanidade.

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram as cortinas do teatro político, porque o espetáculo de hoje veio com roteiro de novela mexicana e trilha sonora de samba-enredo: inimigos de ontem dançando de mãos dadas como se o passado fosse apenas um rascunho mal escrito pela memória. Sergipe acordou com um casamento político digno de padre, juiz e plateia desconfiada: Fábio e Rogério, que ontem trocavam farpas como dois galos em rinha de domingo, hoje surgem como pombas da paz, jurando amor eterno até o próximo boletim das urnas. Ah, a política… essa senhora elegante que troca de vestido conforme o vento e ainda diz que é coerência! É o famoso “briguei contigo ontem, mas hoje somos primos no almoço de família”. E o eleitor? Esse assiste tudo como quem come pipoca: às vezes doce, às vezes salgada… mas sempre meio indigesta. No meio dessa ciranda de alianças, o Brasil decide mexer n...

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de abril de 2026

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Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de abril de 2026 Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE Abram as janelas do pensamento, porque o dia 14 de abril chegou tropeçando nos próprios fios desencapados da realidade… e, convenhamos, o Brasil às vezes parece uma extensão elétrica mal encaixada: quando a gente mais precisa, dá curto. Lá em Laranjeiras, a tal da Fafen virou um gigante adormecido — não por cansaço, mas por falta de energia, veja só! Uma fábrica de fertilizantes parada… ironia digna de novela das nove: o lugar que alimenta o chão agora está passando fome de luz. E o prejuízo? Cinco milhões por dia! É dinheiro evaporando mais rápido que café quente em boca de fofoqueiro. Enquanto isso, a ureia, esse pó mágico que faz planta crescer, começa a virar artigo de luxo… e o feijão, coitado, já ensaia subir de preço como quem pega elevador social para fugir do povo. No palco da Justiça, Brasília segue sua coreografia elegante de toga...