Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de março de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de março de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O mundo acordou hoje com a cara amassada de quem dormiu pouco e sonhou com guerra, inflação e boletim médico. A segunda-feira chegou como um carteiro cansado trazendo cartas amargas da aldeia global — algumas escritas com tinta de petróleo, outras com o hálito quente da guerra.

Lá longe, no Oriente Médio, os canhões estão falando mais alto que os poetas. A guerra virou maestro de uma orquestra desafinada, onde as bombas fazem o papel de tambores e o petróleo dança um tango nervoso no mercado internacional. O barril subiu como foguete bêbado — quase 120 dólares — e a gasolina já afia os dentes para morder o bolso do cidadão comum.

As bolsas do mundo caíram como dominós em mesa de criança travessa. O Nikkei japonês despencou, o Kospi coreano tropeçou, e os economistas ficaram com a expressão de quem viu o café derramar sobre o relatório de estabilidade financeira. Enquanto isso, os poderosos do G7 convocaram uma reunião de emergência, como médicos reunidos em volta de um paciente chamado Economia Mundial, que tossia inflação e suava incerteza.

No meio desse furacão geopolítico, um grupo de sergipanos que estava em Dubai voltou para casa. Deixaram para trás aeroportos silenciosos e céus ameaçados por bombardeios. Voltaram com a alma aliviada, como quem escapa de um temporal e encontra abrigo no telhado simples da própria terra. Sergipe os espera como mãe que abre os braços na porta de casa.

Mas nem tudo é calmaria no quintal sergipano. Por aqui, a síndrome respiratória aguda grave cresce como erva daninha no jardim da saúde pública. Crianças, jovens e idosos são personagens involuntários desse drama microscópico, onde vírus invisíveis fazem piruetas perigosas nos pulmões da população.

No futebol, o São Paulo resolveu trocar de maestro: Hernán Crespo foi demitido. No Morumbi, o banco de técnico virou cadeira elétrica emocional — dura menos que promessa de político em ano eleitoral.

Falando em política, em Brasília o clima também é de novela policial. O senador Alessandro Vieira quer uma CPI para investigar relações entre ministros do Supremo e um banqueiro. A política brasileira, convenhamos, é um teatro onde Shakespeare encontraria material para escrever vinte tragédias e quarenta comédias.

E na distante Glasgow, na Escócia, um incêndio em loja de cigarros eletrônicos virou dragão urbano e espalhou chamas pela estação central. O prédio desabou parcialmente e os trens pararam, como se a cidade tivesse apertado o botão de pausa no grande filme da rotina.

Assim caminha o mundo neste 9 de março:
um planeta que oscila entre guerra e retorno para casa,
entre vírus microscópicos e incêndios gigantes,
entre a política que investiga e o futebol que demite.

E nós, simples passageiros da nave Terra, seguimos caminhando pela estrada da história com uma mistura de esperança e ironia — porque, no fundo, o mundo é um grande circo onde o ser humano equilibra sonhos numa corda bamba esticada sobre o abismo da realidade.

E mesmo assim… seguimos.
Porque viver, meu caro leitor, é teimar em acender uma vela mesmo quando o vento insiste em soprar.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire