Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de março de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de março de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Abra, caro leitor, as páginas invisíveis do grande jornal da vida. Aquele jornal que não se compra na banca, mas que chega todo dia na porta da nossa consciência, embrulhado em manchetes que cheiram a café forte, pólvora, gasolina cara e um leve perfume de ironia brasileira.
E o mundo acordou no dia 07 de março de 2026 como quem tropeça numa pedra no meio da sala: confuso, dolorido e cheio de perguntas.
Comecemos por Aracaju, onde a Polícia Federal resolveu brincar de caça ao tesouro — e, curiosamente, encontrou o baú. Dentro dele, não havia piratas nem mapas secretos, apenas R$ 500 mil dançando dentro de malas suspeitas, como se fossem notas tentando fugir da luz do sol.
Dinheiro vivo.
Dinheiro em carne e osso.
Dinheiro andando de carro, respirando ar-condicionado e tentando passar despercebido.
Ah, Brasil… esse país onde o dinheiro público às vezes desenvolve pernas e sai para passear sem pedir autorização.
A Polícia Federal, com sua lupa institucional, olhou para aquela cena digna de filme policial e disse:
— “Espere um pouco… esse dinheiro está com cara de quem tem história mal contada.”
E tinha.
Segundo os investigadores, havia ali o perfume amargo da lavagem de dinheiro. Um perfume que não sai com sabão, nem com detergente, nem com promessa de campanha. Dinheiro tentando se esconder como criança depois de quebrar o vaso da sala.
Mas o dinheiro esqueceu um detalhe importante:
a verdade tem faro de cachorro policial.
Enquanto isso, do outro lado do planeta, o Oriente Médio resolveu acender mais um fósforo no depósito de gasolina do mundo.
A guerra envolvendo o Irã fez o petróleo subir quase 30%, como um foguete movido a tensão geopolítica.
O petróleo, esse ouro negro que manda mais que muitos presidentes, levantou da cama de madrugada e disse:
— “Hoje eu vou subir!”
E subiu.
Subiu mais rápido que preço de gasolina em feriado prolongado.
Especialistas alertam: inflação global pode vir aí.
Traduzindo em português claro:
o preço da gasolina pode subir…
o preço do transporte pode subir…
o preço do pão pode subir…
e até o preço da paciência do povo pode subir.
Porque quando o petróleo espirra no Golfo Pérsico, o bolso do brasileiro pega gripe em Japaratuba.
A economia global é como um dominó planetário:
uma peça cai em Teerã…
e outra despenca no posto de gasolina da esquina.
E quando o combustível sobe, meu amigo, até o sorriso do povo fica mais caro.
Mas o teatro da política brasileira também resolveu subir ao palco.
Segundo o Datafolha, numa simulação de segundo turno, Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 43%.
Ou seja:
o Brasil continua aquele clássico de futebol que nunca termina.
É Fla-Flu.
É Corinthians e Palmeiras.
É Sergipe e Confiança.
É debate, meme, gritaria e análise política no grupo da família.
A democracia brasileira é como uma novela das nove: cheia de personagens, reviravoltas, lágrimas, aplausos e alguns vilões que insistem em não morrer no último capítulo.
Enquanto isso, em Lima, no Peru, uma tragédia atravessou a madrugada como um raio no meio da festa.
Uma bomba explodiu em uma boate, deixando mais de 30 feridos.
Ali, onde antes havia música, dança e copos brindando à alegria da juventude, de repente o som virou silêncio, o riso virou medo e a noite virou hospital.
Porque a violência tem esse costume cruel de entrar sem convite.
Ela não pede licença.
Ela arromba portas.
E assim o mundo segue — esse planeta estranho, bonito e bagunçado — girando como um carrossel de emoções.
De um lado, malas de dinheiro tentando fugir da honestidade.
Do outro, guerras inflamando o preço do petróleo.
No meio, pesquisas eleitorais aquecendo a política brasileira.
E, infelizmente, bombas interrompendo festas que deveriam durar até o amanhecer.
Mas apesar de tudo — apesar da corrupção, das guerras, das explosões e dos discursos inflamados — a esperança continua sendo essa teimosa flor que nasce até no asfalto.
Ela cresce silenciosa.
Nas mãos de quem trabalha.
No olhar de quem acredita.
No sorriso de quem insiste em viver.
Porque o mundo pode até parecer um circo desorganizado às vezes…
mas enquanto houver gente honesta, gente sonhadora e gente que ainda se emociona lendo as páginas desse grande jornal chamado vida…
a história continuará sendo escrita.
E amanhã, caro leitor, novas manchetes virão.
Algumas tristes.
Outras absurdas.
Outras engraçadas.
Mas todas lembrando uma verdade simples:
o mundo é uma crônica diária —
e nós somos os personagens teimosos que insistem em continuar vivendo dentro dela.