Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de março de 2026

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Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Abri o jornal do mundo hoje cedo, caro leitor, e as páginas vieram cheirando a tinta, ironia e um pouco de desinfetante político. O planeta anda precisando de faxina moral, dessas que nem sabão de coco resolve.

Mas antes que o leitor pense que o mundo é só tragédia, deixemos a esperança entrar pela porta da frente, trazendo um sorriso de casco rachado e remendado.

Lá na Universidade Federal de Sergipe, cientistas — esses alquimistas modernos que misturam ciência com esperança — desenvolveram um procedimento até 90% mais barato para reconstruir cascos de jabuti.

Veja que coisa bonita.

Enquanto muitos políticos vivem quebrando a casca da ética com martelo de corrupção, os cientistas estão consertando o casco de uma pequena jabuti chamada Rosinha.

Rosinha…
Nome de flor.
Nome de resistência.

Há três anos ela luta para sobreviver, como um pequeno tanque blindado da natureza. O casco dela virou laboratório de esperança. É como se a ciência dissesse:

— “Calma, mundo… ainda há gente tentando colar as rachaduras da vida.”

Enquanto isso, na grande novela política internacional, as páginas do jornal parecem roteiro de série dramática.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a visita de um assessor ligado ao governo Donald Trump ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso.

Ah, a política…

Esse teatro onde os atores trocam de figurino, mas o drama continua o mesmo.

Parece encontro de personagens de um velho faroeste:
de um lado, o xerife do Supremo;
do outro, o cowboy aposentado da República;
no meio, diplomatas carregando bandejas de conversa e cafezinho institucional.

O curioso é que a política brasileira às vezes parece reunião de condomínio…
só que com seguranças armados, gravatas apertadas e egos maiores que prédios de vinte andares.

Enquanto uns visitam presos ilustres, outros visitam a própria consciência — mas aí a fila fica vazia.

E quando o leitor pensa que já viu de tudo, o mundo abre outra cortina de ferro.

Em El Salvador, juristas acusam o governo de Nayib Bukele de crimes contra a humanidade.

Noventa mil pessoas presas.

Noventa mil.

É gente suficiente para encher cidades inteiras.

Bukele governa com mão de ferro, punho de aço e discurso de salvador. Mas a história é uma professora severa: ela já viu muitos salvadores que, no final das contas, acabaram virando carrascos com terno bem passado.

Segurança é necessária.
Justiça também.

Mas quando a justiça começa a andar de capuz e botas militares, a democracia costuma ficar com medo de sair de casa.

O mundo parece uma mistura de laboratório, tribunal e circo.

Num canto, cientistas colando o casco de um jabuti.
Noutro, políticos colando discursos.
E no meio de tudo, nós — pobres mortais — tentando colar os pedaços da esperança.

Talvez a lição venha justamente da pequena Rosinha, a jabuti.

Lenta, silenciosa, teimosa.

Enquanto os humanos correm, gritam e brigam pelo poder, ela segue vivendo com calma, carregando sua casa nas costas e sua coragem no casco remendado.

E quem sabe, caro leitor, o mundo precise exatamente disso:

Menos tanques.
Mais jabutis.

Menos discursos inflamados.
Mais ciência silenciosa.

Porque no fundo, no fundo…

Se até um jabuti consegue reconstruir seu casco, talvez a humanidade ainda consiga reconstruir sua consciência.

E isso, meus amigos, seria o verdadeiro milagre da ciência política.

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