Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de maio de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de maio de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Respeitável leitor(a), sente-se devagar, porque o Brasil desta sexta-feira parecia um circo montado em cima de um vulcão gripado: o palhaço chorando no picadeiro, o mágico devendo aluguel e o domador tentando controlar hienas com um apito de plástico comprado na feira. Ah, maio… esse mês que entra elegante como poeta romântico, mas tropeça na própria calça igual político em debate ao vivo.

Em Aracaju, a Justiça resolveu puxar a orelha do poder público com a delicadeza de um trovão entrando pela janela. A foliã abordada indevidamente pela polícia finalmente recebeu o abraço tardio da Justiça, esse velho jabuti de toga que anda devagar, mas às vezes acorda inspirado. O Estado foi condenado a pagar oitenta mil reais e a Prefeitura quarenta mil. O bolso do governo chorou igual sanfona furada em festa junina. O cofre público quase pediu água com açúcar e um chá de boldo. A dignidade da cidadã, que havia sido tratada como confete amassado no chão do carnaval, ganhou ao menos uma reparação. Porque há abordagens policiais que parecem mais um concurso de humilhação pública patrocinado pelo autoritarismo de esquina. Tem agente que confunde segurança com desfile de valentia. E o cidadão vira suspeito apenas por respirar fora do ritmo da autoridade.

Enquanto isso, Walter Delgatti, o hacker de Araraquara, deixou a prisão após decisão do STF. O homem saiu do presídio igual personagem de filme futurista de baixo orçamento: metade Robin Hood digital, metade menino levado que mexeu onde não devia. O Brasil é tão surreal que até os hackers têm apelido artístico. “Hacker de Araraquara” parece nome de dupla sertaneja tecnológica que abriria show cantando “Invadi seu coração.doc”. E lá vai o sujeito rumo ao regime aberto, porque neste país até as grades parecem cansadas de tanta confusão. A política brasileira virou um liquidificador ligado sem tampa: joga documento, denúncia, meme, delação e polêmica pra todo lado. Quem passa perto sai sujo de escândalo e farinha institucional.

E quando o leitor pensa que a novela já exagerou no roteiro, surge a notícia da Colômbia: um drone com explosivos encontrado próximo ao aeroporto de Bogotá. Veja só… até os céus estão nervosos. Antigamente o pombo-correio levava cartas de amor; agora tem drone carregando pesadelo. O planeta enlouqueceu num ritmo de escola de samba em dia de apagão. A violência anda tão moderna que o terror agora vem com bateria recarregável e manual em PDF. A humanidade transformou inteligência em brinquedo perigoso. O homem inventa tecnologia como quem cria fogos de artifício dentro de um posto de gasolina.

E assim segue o mundo, leitor querido: a Justiça tentando costurar dignidade com linha curta, hackers saindo pela porta da frente e drones ameaçando aeroportos como mosquitos metálicos do apocalipse. O século XXI parece um bode elétrico desembestado correndo dentro de uma biblioteca em chamas. Mas o povo brasileiro continua sobrevivendo — tomando café requentado, fazendo piada da própria tragédia e rindo para não virar estátua de sal diante do absurdo.

Porque o brasileiro, meu caro, é um poeta acrobata: dança frevo no meio da tempestade, conta piada na fila do sofrimento e ainda encontra coragem para dizer “bom dia” enquanto o mundo desafina ao redor.

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