Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de maio de 2026

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Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Ah, caro leitor… Aracaju ontem parecia um tabuleiro de xadrez dirigido por um pombo estressado e sem carteira de habilitação. O trânsito da avenida Beira-Mar virou um grande desfile de buzinas desafinadas, motores tossindo fumaça e motoristas com a paciência mais curta que fila de banco em dia de pagamento. O tal “pare e siga” apareceu de surpresa igual visita inconveniente em domingo de feijoada. A SMTT disse que não sabia de nada… e o povo também não sabia se ria, chorava ou vendia o carro pra comprar um jegue turbo movido a milho premium. O Complexo Viário Maria do Carmo Alves virou um labirinto grego misturado com prova de resistência emocional. Tinha motorista envelhecendo dois anos por semáforo, motociclista fazendo zig-zag igual tilápia fugindo de tarrafa e gente mandando áudio no WhatsApp com mais drama que novela mexicana das oito.

Enquanto isso, em Brasília, os corredores da política continuavam parecendo cassino clandestino de luxo, daqueles onde as cartas têm cheiro de perfume caro e as fichas são feitas de dinheiro público emocionalmente parcelado em 72 vezes sem juros morais. As mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro fizeram a internet ferver igual chaleira esquecida no fogão da República. Meu amigo… o Brasil é um país tão surreal que até filme sobre político já nasce pedindo PIX milionário antes mesmo da estreia. O povo aqui luta pra financiar o botijão de gás e, lá em cima, tem filme recebendo cifras que fariam até Oscar ficar corado de vergonha. Parece roteiro de comédia ácida dirigido por um papagaio bêbado segurando uma calculadora quebrada.

E do outro lado do oceano, na França, um navio de cruzeiro virou uma espécie de panela de pressão flutuante da agonia humana. Mais de 1.700 passageiros confinados por causa de um possível surto de gastroenterite. Imagine, leitor: o sonho europeu virou campeonato mundial de corrida ao banheiro. O navio, que antes prometia romance, vinho e pôr do sol cinematográfico, terminou parecendo retiro espiritual da bactéria desesperada. Tinha turista abraçando a privada com mais amor do que muito casal no Dia dos Namorados. O luxo virou luta intestinal internacional. Paris deve ter olhado de longe e pensado: “Mon Dieu… que tragédia digestiva!”.

E assim segue o planeta, esse circo cósmico administrado por palhaços invisíveis e burocratas sonolentos. O trânsito trava, os poderosos negociam milhões enquanto o povo negocia fiado no mercadinho, e até os navios de luxo viram presídios gastrointestinais em alto-mar. O mundo anda tropeçando nas próprias ironias igual bêbado tentando dançar forró em piso encerado. Mas o brasileiro… ah, o brasileiro é feito de resistência, humor e café forte. Ri da tragédia, reclama da vida, faz meme da desgraça e segue caminhando. Porque neste país, meu caro leitor, se a esperança morrer, o povo enterra… mas já faz piada no velório antes da missa acabar.

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