CRÔNICA DO PROFESSOR ANTONIO GLAUBER SOBRE AS NOTÍCIAS DO DIA 08 DE OUTUBRO DE 2026
CRÔNICA DO PROFESSOR ANTONIO GLAUBER SOBRE AS NOTÍCIAS DO DIA 08 DE OUTUBRO DE 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira – (Japaratuba-SE)
O dia 8 de outubro amanheceu em Sergipe com a Justiça batendo à porta mais cedo que cobrador de prestação atrasada! O Gaeco saiu pelas ruas de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Estância, cumprindo mandados em 15 endereços. Quatro pessoas acabaram detidas, entre elas três policiais e um empresário. Minha Nossa Senhora! A operação foi tão movimentada que até as fechaduras devem ter pedido advogado! O empresário foi preso em flagrante por posse ilegal de arma, enquanto os policiais tiveram a prisão preventiva determinada pela Justiça. Mas atenção: investigação não é condenação, e a presunção de inocência não pode ser aposentada antes do julgamento! Enquanto isso, o Nordeste vestiu seu chapéu de couro, perfumou-se com cheiro de cuscuz quentinho e comemorou o Dia do Nordestino! Ô povo arretado! Aqui, até o sol trabalha em regime de horas extras, o calor frita pensamento e a alegria dança forró até nos dias de tristeza! Nordestino é feito mandacaru: enfrenta a seca, abraça a esperança e floresce quando o mundo aposta que ele vai murchar! E quem despreza o Nordeste precisa de uma aula de Geografia, duas de História e três pratos de buchada para aprender a respeitar! Lá nos Estados Unidos, a notícia foi de portas se fechando para estrangeiros. Segundo as informações divulgadas, o governo suspendeu um programa de vistos utilizado por gigantes da tecnologia, como a Microsoft, enquanto o vice-presidente JD Vance levantou acusações de supostos abusos no sistema de imigração profissional. Ave Maria! O país que ajudou a inventar o computador agora parece querer que até o talento estrangeiro apresente certidão de nascimento assinada pelo Tio Sam! Daqui a pouco, o teclado terá de provar que todas as suas letras nasceram em território americano! Que ironia! A tecnologia atravessa oceanos em segundos, mas o trabalhador precisa enfrentar muralhas de papel! No fim das contas, o mundo parece uma enorme feira: uns vendem discursos, outros compram ilusões, alguns procuram justiça e milhões lutam apenas pelo direito de viver dignamente. E nós, nordestinos, seguimos com o coração maior que a caatinga depois da chuva, porque aprendemos que riqueza não é apenas aquilo que cabe no bolso, mas também aquilo que transborda da alma. Entre algemas, vistos e chapéus de couro, fica uma verdade: a justiça precisa caminhar sem preconceitos, a dignidade humana não tem nacionalidade e o Nordeste não precisa pedir licença para ser grande! Eita, mundo danado! Se respeito fosse chuva, ainda haveria muita cabeça precisando de um bom inverno!