Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de outubro de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 19 de outubro de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — (Japaratuba-SE)
A segunda-feira, 19 de outubro de 2026, acordou tão atrapalhada que até o calendário pediu um calmante! Em Sergipe, a Deso anunciou manutenção nas bombas da Estação de Tratamento João Ednaldo, em Nossa Senhora do Socorro, e a água resolveu tirar uma licença para descansar! Meu Deus! A torneira abriu a boca, tossiu três suspiros e ficou mais seca que discurso de político depois das eleições! O chuveiro entrou em depressão, o sabonete pediu demissão e o balde virou patrimônio histórico da humanidade! Afinal, neste mundo moderno, até a água precisa de manutenção para continuar descendo a ladeira da vida! Enquanto os sergipanos torciam pela volta do precioso líquido, o México resolveu fechar as portas para o frango brasileiro após um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina! Ave-Maria! O galo cantou desafinado, a galinha desmaiou no poleiro e o frango descobriu que precisava de passaporte sanitário para atravessar a fronteira! Até o milho ficou preocupado com o desemprego das penosas! E pensar que, segundo as autoridades sanitárias, o consumo de produtos inspecionados continua seguro! Parece que o frango virou suspeito internacional sem sequer ter aprendido a cantar mariachi! Mas a loucura mundial ainda não tinha terminado! Na Itália, depois de protestos violentos, lojas depredadas e centenas de pessoas levadas à delegacia, o governo de Giorgia Meloni anunciou o envio de 500 soldados para Milão! Misericórdia! A capital da moda trocou o desfile de modelos pelo desfile de militares! O salto alto quase virou coturno, as vitrines estremeceram e até a Torre de Pisa, lá de longe, pareceu inclinar-se ainda mais de preocupação! Imaginem o absurdo: tanta gente precisando de educação, oportunidades e diálogo, enquanto a violência desfila vestida de estupidez! É claro que protestar é um direito, mas destruir não é argumento, e governar também exige mais que músculos e uniformes! No fim, queridos leitores, o planeta parece uma gigantesca panela de pressão: em Sergipe, falta água; no México, sobra preocupação com as aves; e na Itália, falta paz! Que ironia! Inventamos máquinas capazes de conversar com a humanidade, mas ainda precisamos aprender a conversar uns com os outros! A vida, essa professora de cabelos feitos de estrelas, continua ensinando que a água limpa o corpo, o alimento sustenta a existência e a paz alimenta a alma. E, se a humanidade não aprender a cultivar respeito, solidariedade e sabedoria, chegará o dia em que até o último galo do planeta se recusará a cantar, porque ninguém merece acordar tão cedo para assistir a tanta confusão!