Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 02 de outubro de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 02 de outubro de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira – (Japaratuba-SE)

Vamos viajar pelo universo das notícias desta sexta-feira, porque o mundo parece ter comprado passagem num foguete sem freio: numa janela aparece a esperança, noutra a violência, e lá no fundo alguém resolve lançar míssil como quem solta fogos numa festa onde ninguém foi convidado. Comecemos por Sergipe, onde a democracia resolveu aprender a falar também com as mãos: a Justiça Eleitoral disponibilizará intérpretes de Libras em locais de votação das 1ª, 2ª e 27ª Zonas Eleitorais, ampliando a acessibilidade para eleitores surdos. Eu, Antonio Glauber, aplaudo de pé! Porque democracia que não inclui todo mundo é como escola com porta trancada: tem quadro, cadeira e professor, mas falta cumprir sua verdadeira missão. Que as mãos falem, que os olhos escutem e que o voto tenha voz até quando a voz vem do silêncio! E, enquanto a inclusão acende uma lâmpada, outra notícia tenta abrir uma janela num quarto onde muitas mulheres vivem aprisionadas pelo medo: o INSS passará a garantir remuneração a mulheres afastadas do trabalho por decisão judicial em casos de violência doméstica, por até seis meses; para trabalhadoras empregadas, os primeiros 15 dias ficam a cargo do empregador e, depois, do INSS. Que fique uma coisa bem clara: amor não deixa hematoma, carinho não ameaça e casamento nenhum pode virar filial do inferno com conta de luz e carnê do sofá! Se o agressor acha que violência é demonstração de masculinidade, talvez esteja confundindo coragem com covardia — porque valentão dentro de casa costuma encolher mais que roupa barata quando a Justiça bate à porta. E justamente quando pensamos que a sexta-feira já havia colocado notícias suficientes no liquidificador, eis que surge a Coreia do Norte e aperta novamente o botão do suspense mundial: o país realizou um teste de míssil balístico que percorreu mais de 700 quilômetros em direção ao mar na costa leste, segundo os militares sul-coreanos. Parece que o planeta virou condomínio e alguns vizinhos resolveram discutir jogando foguete por cima do muro! Minha gente, já não bastam boleto, inflação, guerra, calor e a senha do banco que a gente esquece justamente quando chega nossa vez? Precisamos mesmo de míssil voando pelo céu? O mundo anda tão nervoso que qualquer dia a Terra pede férias e deixa Marte tomando conta do expediente. Assim terminou nossa viagem pelas notícias de 2 de outubro: Sergipe mostrou que inclusão é fazer a democracia chegar a todas as pessoas; a proteção às mulheres lembrou que nenhuma vítima deve escolher entre segurança e sustento; e a tensão na península coreana mostrou, mais uma vez, que a humanidade construiu máquinas capazes de atravessar centenas de quilômetros, mas ainda tropeça nos poucos centímetros que separam uma pessoa da outra. Talvez esteja aí a grande ironia do nosso tempo: chegamos ao espaço, fabricamos inteligência artificial e lançamos foguetes, mas ainda precisamos aprender a lição mais antiga da humanidade — respeitar, proteger, incluir e viver em paz.

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