Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de setembro de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de setembro de 2026


Por Antonio Glauber Santana Ferreira

Segundou! Vamos segundar, respeitável público! Abram as cortinas, acendam os refletores e segurem o café, porque o circo das notícias desta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, já entrou no picadeiro fazendo malabarismo com trânsito, Supremo e até salário de cardeal! Em Aracaju, finalmente foi liberado o retorno sob o viaduto da Avenida Francisco Porto, no cruzamento das avenidas Hermes Fontes e Gonçalo Rollemberg Leite. Aleluia rodoviária! O motorista aracajuano, que já estava quase pedindo aposentadoria enquanto esperava as obras terminarem, agora pode voltar a fazer o retorno sem precisar dar uma volta tão grande que o GPS perguntasse: “Meu filho, você está indo para casa ou peregrinando para Santiago de Compostela?”. O trânsito respirou, as buzinas cantaram um hino de libertação e até o semáforo parece ter piscado de felicidade.

Enquanto isso, em Brasília, o celular de Daniel Vorcaro virou praticamente a nova Biblioteca Nacional. Cristiano Zanin e Gilmar Mendes receberam acesso integral ao conteúdo do aparelho para o julgamento desta terça-feira. Minha gente, hoje em dia celular não é mais telefone: é diário, arquivo, confessionário, cofre, testemunha e, dependendo das mensagens, quase um fofoqueiro com bateria de 5.000 mAh! O aparelho apreendido pela Polícia Federal reúne mensagens que entraram no centro de mais uma tempestade institucional. E Brasília segue assim: quando a gente pensa que terminou o último capítulo, aparece um celular desbloqueado e o roteirista grita lá do fundo: “Calma que ainda tem temporada nova!”. O Brasil não precisa de streaming; basta acompanhar os Poderes da República.

E atravessando o Atlântico, chegamos ao Vaticano, onde o papa Leão XIV decidiu revogar os cortes salariais impostos em 2021 por Francisco aos cardeais e altos funcionários. Depois de anos de cinturão apertado, o salário voltou a respirar. Imagino até algum cardeal olhando o contracheque e soltando um “Glória a Deus nas alturas e um pouquinho mais na conta!”. Brincadeiras à parte, a medida encerra uma austeridade criada durante o sufoco econômico da pandemia. Afinal, até de batina a conta chega, a matemática não aceita água benta e déficit nenhum desaparece apenas com três Ave-Marias.

E assim terminou a segunda-feira: Aracaju liberando caminhos, Brasília abrindo celulares e o Vaticano abrindo a carteira. Três notícias aparentemente distantes, mas unidas por uma velha lição: a vida vive de passagens — umas debaixo de viadutos, outras escondidas dentro de mensagens e algumas atravessando os corredores silenciosos do poder. No fim, somos todos viajantes tentando encontrar algum retorno nessa enorme avenida chamada existência. Que os caminhos sejam livres, que a verdade não precise de senha para aparecer e que jamais nos falte fé, humor e coragem para continuar caminhando. Porque segunda-feira pode até chegar de cara fechada, mas a gente responde com um sorriso, ajeita a esperança no peito e diz: segundou… e amanhã tem mais espetáculo!

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