Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de setembro de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de setembro de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira

A terça-feira, 15 de setembro de 2026, abriu as cortinas do noticiário e entrou no palco carregando ônibus, ministros e até jacaré — porque, neste planeta, quem procura normalidade já pode preencher o formulário de desistência em três vias! Em Aracaju, a Câmara Municipal aprovou a prorrogação da redução do ISSQN para o transporte coletivo por mais 24 meses. A alíquota desce, o imposto emagrece e o passageiro fica olhando para a catraca com aquela esperança de quem espera encontrar dinheiro esquecido no bolso da calça: “Será que agora melhora?” Que melhore! Porque ônibus lotado em horário de pico é quase curso preparatório para sardinha enlatada: um braço aqui, uma mochila acolá e alguém respirando no seu ouvido como trilha sonora da viagem.

Enquanto isso, em Brasília, o STF transformou a terça-feira numa espécie de campeonato nacional de argumentos, apartes e sobrancelhas levantadas. O plenário discutiu os procedimentos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça, houve divergências entre ministros e, quando parecia que o novelo jurídico começaria a desenrolar, Flávio Dino pediu vista. Resultado: apito do árbitro, intervalo! O placar provisório ficou em 4 a 3 pela análise separada dos casos, sem decisão definitiva. Foi tanto bate-boca que, se colocassem uma mesa de plástico, um cafezinho e dois pacotes de biscoito no plenário, alguém poderia pensar que era reunião de condomínio discutindo quem deixou o portão aberto. A Justiça, naquele instante, parecia uma novela que terminou o capítulo justamente quando alguém ia revelar o segredo: “Amanhã você saberá!” Só que, nesse caso, ninguém sabe exatamente quando será o próximo capítulo.

E quando você imaginava que o noticiário já tinha gastado toda a criatividade, eis que surge da Flórida um jacaré de 2,54 metros avançando contra policiais que tentavam retirá-lo de um quintal. Os agentes pensaram que o cidadão escamoso era menor. Erro de cálculo! O bicho apareceu praticamente dizendo: “Menor é a paciência de vocês!” Foi gente andando para trás numa velocidade que faria muito atleta pedir exame antidoping. Chamaram um especialista, porque há momentos na vida em que valentia é saber entregar o problema a quem entende do assunto. E fica a reflexão desta terça-feira: em Aracaju, tentaram aliviar o peso do transporte; em Brasília, tentaram organizar um emaranhado jurídico; e na Flórida tentaram convencer um jacaré a mudar de endereço. Moral da história? Há dias em que governar uma cidade, julgar processos e tirar réptil de quintal parecem atividades da mesma família: é preciso cuidado, paciência e, sobretudo, saber a hora de não colocar a mão onde pode levar uma mordida. E assim terminou o dia 15: o ônibus seguindo viagem, o Supremo pedindo mais tempo e o jacaré provavelmente pensando que os humanos continuam sendo a espécie mais engraçada do zoológico chamado Terra.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

Crônica – O Reino dos Decibéis e o Silêncio Exilado

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 05 de dezembro de 2025