Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de setembro de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 10 de setembro de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira

As notícias da quinta-feira, 10 de setembro de 2026, chegaram batendo na porta como cobrador de boleto em fim de mês: sem pedir licença e trazendo emoção suficiente para fazer até a calculadora pedir férias. Em Sergipe, funcionários do Banco do Brasil e da Caixa cruzaram os braços e entraram em greve por tempo indeterminado, cobrando reajuste salarial, melhores condições de trabalho e mudanças nos valores dos planos de saúde. E quando bancário para de contar dinheiro para começar a contar indignação, meu amigo, é porque a paciência já estourou o limite do cheque especial! O trabalhador olha para o salário subindo de escada, enquanto plano de saúde, supermercado e contas domésticas viajam de foguete rumo a Marte. É aquela velha matemática brasileira: entra um reajuste pela porta e saem três despesas pela janela, dando tchauzinho e gargalhando.

Mas nem tudo veio com cheiro de greve e café frio de agência bancária. A nova CNH apareceu sorrindo como quem encontrou uma nota de cinquenta esquecida no bolso da calça: segundo o Ministério dos Transportes, as mudanças nas regras já teriam proporcionado quase R$ 10 bilhões em economia aos brasileiros. Menos burocracia, redução de custos e até renovação gratuita e automática em algumas situações. Finalmente uma notícia envolvendo documento público em que o cidadão não precisa vender um rim, três galinhas e a bicicleta do menino para pagar taxas! A burocracia brasileira, aquela senhora que adorava formulário, carimbo, xerox da xerox e assinatura até do papagaio da família, parece ter começado uma dieta. Tomara que não seja dieta de segunda-feira, daquela que termina diante de uma coxinha às três da tarde.

Enquanto isso, lá do outro lado do planeta, a Coreia do Sul tenta descobrir se Kim Jong-un possui um filho mais velho escondido dos olhos do mundo. É investigação sobre investigação para saber quem poderá herdar o poder norte-coreano, embora a filha Kim Ju-ae continue sendo apontada como possível sucessora. Parece roteiro de novela política: “Quem será o herdeiro do trono?” Só faltam a música dramática, uma porta se abrindo lentamente e alguém gritando: “Esse filho existe!” Na Coreia do Norte, porém, não existe intervalo comercial para aliviar a tensão. Ali, política e poder caminham sobre um fio tão fino que até o vento parece pedir autorização para soprar.

E assim passou esta quinta-feira: trabalhadores dizendo “chega”, motoristas respirando um pouco mais aliviados com a CNH e serviços de inteligência procurando herdeiros como quem procura controle remoto de televisão debaixo do sofá. O mundo continua esse grande teatro de portas abertas: de um lado, gente lutando por salário digno; do outro, bilhões economizados; mais adiante, famílias poderosas guardando segredos atrás de cortinas de ferro. E nós seguimos na plateia, rindo para não chorar, criticando para não adormecer e esperando que algum dia a vida deixe de cobrar tarifa até para sonhar. Porque, no fim das contas, o planeta continua girando — e, graças a Deus, ainda não inventaram boleto pela rotação da Terra!

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