Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de setembro de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 09 de setembro de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira

Vamos fazer um tour pelas notícias desta quarta-feira, 09 de setembro de 2026, porque o mundo anda tão agitado que, se a realidade tivesse cinto de segurança, já teria apertado até o último furo! Comecemos pelo futebol, esse santo remédio nacional que não cura boleto, mas anestesia a alma por noventa minutos. Gabriel Jesus estreou na Champions League com a camisa do Barcelona e marcou na goleada de 5 a 1 sobre o Feyenoord, igualando Rivaldo entre os brasileiros na artilharia da competição. E olhe que carregar o nome “Jesus” no futebol já cria expectativa: quando a bola entra, tem torcedor quase querendo tocar sino! Gabriel chegou ao Barcelona como quem entra numa festa atrasado e, cinco minutos depois, já está cortando o bolo. Rivaldo, lá no altar dos craques, deve ter olhado e pensado: “Rapaz, esse menino veio com pressa!”

Enquanto a bola encontra a rede, em Sergipe muitos professores continuam tentando encontrar algo aparentemente mais difícil: valorização. A categoria manteve a greve e ocupou pelo segundo dia a sede da Secretaria da Educação. E estão certíssimos em lutar pelos seus direitos! Professor é uma criatura extraordinária: trabalha em pé, fala até a garganta pedir aposentadoria, corrige atividade em casa, enfrenta sala cheia e ainda aparece alguém perguntando por que está reclamando. Meu amigo, experimente ensinar cinco aulas seguidas, responder “professor, vale ponto?” quarenta vezes e sobreviver à caneta que desaparece misteriosamente da mesa! A educação vive recebendo discursos com asas de águia e recursos com pernas de tartaruga. Professor não quer medalha de papelão nem aplauso em data comemorativa; quer respeito, condições dignas e direitos cumpridos. Porque promessa não paga supermercado — se pagasse, educador brasileiro estaria fazendo feira de carrinho lotado!

Do outro lado do planeta, o Irã acelera construções numa área subterrânea na montanha Pickaxe, levantando suspeitas sobre possível utilização nuclear. E eu não tiro a razão de um país querer proteger seu território num mundo onde algumas potências aparecem com a palavra “paz” numa mão e um arsenal na outra. Só que brincar com energia nuclear é conversar com um dragão segurando uma caixa de fósforos. O planeta já está velho demais para continuar assistindo a adultos engravatados disputarem quem possui o brinquedo capaz de destruir mais gente. Montanhas escondem instalações, satélites vigiam montanhas, governos vigiam satélites e o cidadão comum só queria mesmo chegar em casa, jantar tranquilo e descobrir que amanhã ainda haverá planeta.

E, para completar o passeio, a Meta começou a testar na América Latina as chamadas Notas da Comunidade, modelo destinado a substituir a tradicional checagem profissional de fatos. Agora imagine a internet, esse grande condomínio onde todo mundo fala ao mesmo tempo, ninguém lê o regulamento e metade dos moradores tem certeza de que é especialista em tudo, decidindo coletivamente o que precisa de contexto! Pode funcionar? Pode. Mas exige cuidado, porque mentira na internet não anda: ela pega foguete, ultrapassa a verdade, tira selfie na chegada e ainda pergunta por que a verdade demorou tanto. Num tempo em que qualquer cidadão com Wi-Fi, café e coragem vira epidemiologista, economista, juiz, técnico da Seleção e especialista em geopolítica antes do almoço, informação virou ouro — e desinformação, dinamite.

E assim terminou o dia 09: Gabriel Jesus fazendo gol, professores cobrando respeito, montanhas escondendo segredos e redes sociais tentando descobrir quem fiscaliza a verdade. O mundo parece um ônibus descendo ladeira: um grita “freia!”, outro pergunta quem está dirigindo e um terceiro já está fazendo uma live. Mas seguimos. Entre gols, greves, guerras, algoritmos e esperanças, continuamos procurando algo que talvez seja mais raro do que um político recusando microfone: bom senso. E enquanto ele não chega, que nunca nos faltem educação para questionar, humor para sobreviver e humanidade para lembrar que, por trás de cada manchete, existem pessoas respirando, lutando, sofrendo, sonhando e tentando escrever um amanhã menos absurdo que o noticiário de hoje.

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