Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de setembro de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de setembro de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira
A senhora Segunda-feira entrou em cena de salto alto, abanando um leque de notícias e anunciando: “Segurem o café, porque hoje tem espetáculo!”. Em Aracaju, até as ruas resolveram mudar de ideia: no Grageru, a Luiz da Hora Santos acordou, olhou para os dois lados e decidiu que agora só quer saber de sentido único em direção à Avenida Ministro Geraldo Barreto Sobral. Motorista desatento que se cuide, porque GPS também tem sentimentos e pode sofrer uma pequena crise existencial: “Recalculando rota… recalculando a vida… recalculando até minhas escolhas!”. Enquanto isso, no mundo da inteligência artificial, o anunciado GPT-6.1 Astra nem chegou a colocar o pé no palco: segundo a notícia, a OpenAI teria cancelado o lançamento após testes internos apontarem problemas de segurança e alinhamento. Até máquina, minha gente, precisa ouvir um “ainda não está pronto”! Talvez seja uma bela lição para a humanidade, que às vezes lança opinião, promessa e fofoca sem fazer teste de segurança nenhum. Mas, enquanto uns recalculam ruas e algoritmos, a natureza mostra que seu botão de volume continua sem controle remoto. Na costa oeste do México, o furacão Polo avança como um gigante furioso, sacudindo palmeiras como quem sacode espanador, levantando o mar e transformando ruas em rios improvisados. Ali, a piada perde força, porque vento forte, enchente e famílias abandonando suas casas lembram que a natureza não lê decretos, não respeita placas de trânsito e muito menos pergunta se a humanidade está preparada. No fim das contas, esta segunda-feira parece ter escrito sua própria poesia: em Aracaju, muda-se o sentido da rua; na tecnologia, muda-se o rumo de um lançamento; no México, o vento muda violentamente a paisagem. E nós, pequenos passageiros deste planeta enorme, seguimos tentando encontrar direção enquanto a vida, essa motorista meio maluca, continua gritando pela janela: “Apertem os cintos, porque amanhã tem mais!”.