Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de agosto de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de agosto de 2026

Por Antonio Glauber Santana Ferreira

Domingou! E o domingo, esse sujeito de chinelo, café quente e preguiça profissional, chegou neste 23 de agosto de 2026 trazendo na sacola uma mistura tão improvável de notícias que parecia ter feito compras no supermercado do absurdo: tragédia, golpe e terremoto, tudo passando no mesmo caixa. Em Lagarto, porém, o riso precisou baixar a voz. O corpo de um homem que estava desaparecido foi encontrado em um rio, depois de ele ter se afogado no sábado. Ali, a água deixou de ser paisagem e virou silêncio; o rio, que tantas vezes corre como quem canta, naquele instante pareceu carregar uma lágrima comprida entre as margens. Para uma família, o domingo não amanheceu: apenas acendeu uma luz pálida sobre uma ausência. E enquanto uns enfrentam dores verdadeiras, há quem acorde disposto a fabricar sofrimento alheio pela internet. Golpistas agora usam os nomes do Minha Casa, Minha Vida e do Desenrola para roubar dinheiro. É o banditismo versão Wi-Fi: antigamente o ladrão precisava correr, pular muro e temer cachorro; hoje basta mandar um “CLIQUE AQUI URGENTE” acompanhado de três pontos de exclamação e uma promessa tão maravilhosa que até o Papai Noel pediria comprovante. Os criminosos prometem casa, desconto, benefício, dívida perdoada e, se deixar, daqui a pouco oferecem lote na Lua com financiamento pela Caixa Lunar! A regra é simples: apareceu mensagem dizendo “último dia”, “benefício será cancelado hoje” ou “clique imediatamente”? Desconfie. Urgência demais na internet costuma ser prima da malandragem. Não clique em links desconhecidos, confira os canais oficiais e lembre-se: milagre financeiro enviado por WhatsApp geralmente vem acompanhado de boleto para o inferno. E, quando parecia que o planeta já tinha feito barulho suficiente, o Japão foi atingido por dois terremotos, um em Hokkaido e outro no leste do país, deixando dezenas de feridos. A Terra resolveu sacudir os ombros como quem diz: “Vocês acham que controlam tudo?” Não controlamos nem a senha do banco sem esquecer, imagine as placas tectônicas! O chão japonês tremeu, prédios balançaram e o medo correu pelas ruas mais rápido que qualquer notificação. No fim deste domingo, ficam três lembretes: a vida é frágil como uma folha sobre a correnteza, a internet exige olhos mais abertos que porta de padaria às seis da manhã, e o planeta continua soberano, lembrando à humanidade que toda nossa arrogância cabe inteira num pequeno tremor de segundos. Domingou, sim… mas o mundo, esse comediante dramático, nunca tira folga.

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