Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de agosto de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de agosto de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira

Apertem os cintos e vamos viajar nas notícias, porque esta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, embarcou sem pedir licença num avião pilotado pela realidade, essa comandante meio doida que nunca avisa quando vai entrar numa turbulência! Em Sergipe, a campanha eleitoral mal saiu do berçário, começou oficialmente no dia 16 de agosto, e o Pardal da Justiça Eleitoral já anda cantando mais alto que passarinho em mangueira carregada: chegaram a 59 as denúncias de irregularidades eleitorais registradas no estado. Pelo governo foram 16; para deputado estadual, 15; e para federal, 10. Se continuar nesse ritmo, daqui a pouco o Pardal vai precisar de férias, décimo terceiro e tratamento para rouquidão! É impressionante como certas campanhas conseguem correr tão rápido que tropeçam na própria lei antes mesmo de decorar o caminho. A urna eletrônica ainda está fazendo alongamento e já tem candidato disputando medalha olímpica na modalidade “quem chega primeiro na denúncia”! A democracia, coitada, fica ali no canto, de vestido de gala e chinelo no pé, perguntando: “Será que desta vez vocês conseguem brincar sem quebrar os móveis da casa?” E enquanto os políticos tentam conquistar nosso voto, o telefone tenta conquistar nossa paciência. A Anatel anunciou regras para os sistemas anti-spam das operadoras, numa tentativa heroica de impedir aquelas ligações que chegam justamente quando o cidadão está tomando banho, almoçando, dormindo ou vivendo os raríssimos três minutos de paz que ainda lhe restam. A promessa é bloquear chamadas abusivas gratuitamente. Aleluia! Talvez finalmente seja possível atender ao telefone sem ouvir uma voz robótica anunciando uma promoção tão misteriosa que nem ela sabe o que está vendendo. Mas a tecnologia, como todo remédio brasileiro, veio acompanhada de bula: empresas reclamaram que o sistema anti-spam da Vivo também bloqueou chamadas legítimas. Ou seja, para impedir o chato de ligar, o sistema talvez tenha colocado até o inocente de castigo! É como contratar um segurança para expulsar ladrões da festa e descobrir que ele mandou embora também o padre, o fotógrafo e a tia que trouxe o bolo. Entre bloquear demais e bloquear de menos, nosso pobre celular virou uma espécie de porteiro eletrônico em crise existencial: “Atendo? Não atendo? É cobrança? É promoção? É golpe? Ou é minha mãe perguntando se eu já almocei?” Mas se você acha que o mundo já havia gastado todo o estoque de absurdo, viaje conosco até Viena, na Áustria, onde um colar que pertenceu à rainha Nazli, do Egito, feito de platina e ornamentado com nada menos que 673 diamantes, foi roubado em plena luz do dia. Mais de 200 quilates desapareceram depois que dois homens compraram ingressos, entraram no museu, quebraram a vitrine com um martelo e fugiram com a joia. Compraram ingresso! Até o ladrão internacional parece preocupado em contribuir com a bilheteria cultural! Imagino a cena: “Boa tarde, dois ingressos, por favor. Tem meia-entrada para quem vai roubar o acervo?” Um deles estava armado, ninguém usava máscara e as câmeras registraram tudo. O colar atravessou décadas de história, sobreviveu a reis, rainhas, mudanças políticas e provavelmente a inúmeras fofocas da aristocracia, para acabar carregado por dois sujeitos com um martelo na mão. Que ironia cintilante! Os diamantes, símbolos de luxo e eternidade, descobriram que até a eternidade pode sair correndo pela porta dos fundos. E assim terminou mais um passeio pelo planeta: em Sergipe, denunciam-se irregularidades eleitorais; nos telefones, tenta-se separar ligação legítima de spam; e em Viena, 673 diamantes simplesmente resolveram mudar de endereço sem preencher formulário. O mundo está tão estranho que talvez o verdadeiro sistema anti-spam de que precisamos não seja apenas no celular, mas também na política, na ganância e na falta de bom senso. Quem sabe um dia inventem um botão capaz de bloquear mentira eleitoral, promessa vazia, golpe telefônico e ladrão de museu. Até lá, apertem novamente os cintos, porque a realidade não possui freio ABS, o bom senso parece estar com o sinal fora de área e amanhã certamente haverá outra notícia batendo à nossa porta — tomara que, pelo menos, ela não venha cobrar ligação a cobrar!

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