Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de agosto de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de agosto de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira
Caro leitor (a), vamos que vamos para a leitura desta segunda-feira, porque o noticiário amanheceu parecendo panela de pressão sem válvula: basta abrir o jornal que lá vem mais uma notícia querendo pular pela janela!
Em Aracaju, uma lava-louças resolveu abandonar a diplomacia doméstica e declarou guerra à cozinha. Pegou fogo no bairro Jabotiana e transformou a casa numa espécie de churrascaria involuntária, com fumaça fazendo cosplay de neblina londrina. Felizmente, os Bombeiros chegaram, o fogo já estava controlado e a vistoria afastou riscos maiores. Moral da história: até a máquina que nasceu para lavar pratos pode, num dia de mau humor elétrico, querer lavar a cozinha inteira com fogo!
Enquanto isso, na política, os números do TSE mostram que pretos e pardos somam 49,9% das candidaturas registradas para as eleições de 2026. É um retrato importante de um país que, durante séculos, teve sua diversidade empurrada para o canto da fotografia. A democracia, quando abre espaço para todos, deixa de ser retrato de família tirado com três pessoas na sala e começa a parecer com o Brasil de verdade: colorido, contraditório, plural e cheio de histórias.
E quando pensamos que o mundo já tinha tomado café demais, o Irã resolveu aumentar o fogo no fogão geopolítico. Teerã ameaça endurecer sua postura no Estreito de Ormuz caso a diplomacia com os Estados Unidos fracasse. E assim a diplomacia mundial continua caminhando sobre um chão de fósforos, enquanto nós, pobres espectadores, torcemos para que ninguém resolva brincar de acender um!
No fim das contas, o dia 17 de agosto nos lembra que o mundo é uma enorme casa: numa cozinha, uma máquina pega fogo; numa urna, a sociedade tenta ampliar sua representação; e, no outro lado do planeta, líderes discutem enquanto o petróleo, os navios e a paz observam tudo com o coração apertado.
Que a segunda-feira nos ensine, portanto, uma coisa simples: problemas já existem demais. Não precisamos fabricar mais incêndios — sejam eles dentro de casa, na política ou entre nações. Porque, quando a fumaça sobe, ninguém pergunta primeiro quem tinha razão; todo mundo procura desesperadamente uma janela para respirar.
E que venha a terça-feira... mas, pelo amor de Deus, que venha com menos fumaça e mais juízo!
Saudações, Professor Antonio Glauber!