Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de agosto de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de agosto de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira
“O dia 06 de agosto amanheceu como um jornal levado pelo vento: cada página trazia uma surpresa e cada manchete parecia querer gritar mais alto que a outra.” E a primeira página já veio com cheiro de asfalto quente, buzina nervosa e paciência torrada no sol: moradores de Nossa Senhora do Socorro fecharam a Rodovia das Indústrias cobrando água, energia, infraestrutura e a posse dos terrenos conquistados em 2024. Quando a torneira não canta, o poste não acende e a burocracia dorme de pijama, o povo acaba transformando a estrada em megafone. A Prefeitura explicou que existe impedimento legal porque a área é propriedade privada. Pronto! Entrou em cena a burocracia, essa senhora de salto alto, óculos na ponta do nariz e uma pasta debaixo do braço, especialista em dizer: “Eu até queria, mas a lei não deixa!” Enquanto isso, o cidadão olha para o céu procurando uma solução e até São Pedro deve pensar: “Água eu mando, agora regularização de terreno já é com outro departamento!” A Polícia Militar e o Gabinete de Gestão de Crises foram chamados, porque no Brasil, quando o problema não cabe mais no protocolo, ele estaciona no meio da rodovia. Depois, a notícia vestiu jaleco branco e entrou no consultório da educação: a Justiça suspendeu as punições aplicadas pelo MEC às faculdades de Medicina com baixo desempenho no Enamed. O exame mediu a qualidade da formação médica, algumas instituições não foram bem, o MEC levantou o termômetro das sanções, mas a Justiça chegou com uma receita jurídica dizendo: “Suspenda-se até segunda ordem!” E o Brasil ficou naquela sala de espera interminável onde todo mundo pergunta quem afinal vai diagnosticar o diagnóstico. Tomara apenas que o futuro médico saiba onde fica o coração, porque o paciente não pode esperar a decisão definitiva do tribunal para descobrir! Educação médica não pode ser como receita escrita às pressas: ninguém entende, todo mundo interpreta e no fim quem sofre é o paciente. Para completar a viagem, os passaportes de brasileiros no exterior passaram a ser impressos no Brasil e enviados novamente aos consulados. O documento agora praticamente faz turismo antes do dono: sai o pedido dos Estados Unidos, Alemanha, Portugal ou México, vem passear na Casa da Moeda e depois retorna ao exterior. É capaz de o passaporte conhecer mais aeroportos que muito brasileiro! A mudança veio depois de um aumento de 40% na demanda, mostrando que o brasileiro continua com uma mala pronta, um sonho no bolso e uma esperança que insiste em passar pela imigração da vida. E assim terminou o 06 de agosto: gente fechando estrada para abrir caminhos, faculdades escapando temporariamente da caneta das punições e passaportes cruzando oceanos antes mesmo de seus proprietários. No grande aeroporto chamado Brasil, a burocracia carimba, a Justiça despacha, o povo protesta e a esperança, teimosa como passarinho cantando depois da tempestade, continua esperando seu voo. Só esperamos que ela não descubra, no painel, a temida mensagem: “embarque adiado por tempo indeterminado”.