Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de julho de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 27 de julho de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira
Ler é a maratona da inteligência. Enquanto os olhos percorrem as palavras, o cérebro levanta pesos invisíveis. Vamos abrir as cortinas para as notícias que desfilaram seu charme na segunda-feira, 27 de julho de 2026. Eu, Antonio Glauber, autor desta crônica, convido você, caro amigo e cara amiga, para caminhar comigo por esse circo chamado mundo, onde a realidade insiste em contratar roteiristas mais criativos do que qualquer comediante.
O mar sergipano resolveu escrever um capítulo digno de cinema. Um tubarão-tigre de três metros e cerca de duzentos quilos acabou vencido pela invisível armadilha de uma rede de pesca. O rei silencioso do oceano, acostumado a desfilar como imperador das águas, descobriu que até os gigantes tropeçam nos fios que a vida estende sem avisar. O oceano, velho poeta de barba salgada, parece ter chorado em espuma. O homem pesca o peixe, o peixe alimenta o homem, mas, às vezes, a tristeza também cai na rede. Há dias em que Netuno abaixa a cabeça e até as gaivotas fazem um minuto de silêncio entre uma gargalhada e outra. Afinal, quem diria? O tubarão, que tanta gente teme, acabou descobrindo que a burocracia das redes é mais eficiente que qualquer dentadura afiada.
Enquanto isso, Aracaju vestia preto para se despedir do empresário Wanderley Teixeira. A morte, essa cobradora implacável que nunca aceita parcelamento nem desconto, passou para recolher mais uma passagem. Ficam os filhos, os netos, os amigos, as lembranças e a certeza de que nenhuma fortuna compra um segundo a mais quando o relógio da existência decide fechar as portas. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. A vida é uma locomotiva veloz: uns embarcam, outros desembarcam, mas o trem nunca interrompe sua viagem.
No cenário internacional, Donald Trump resolveu brincar de dono da quitanda mundial e colocou tarifas sobre produtos brasileiros como quem aumenta o preço do cafezinho sem perguntar ao freguês. O Brasil respondeu recorrendo à Organização Mundial do Comércio. É como levar a briga do condomínio para o síndico do planeta. Um grita, o outro reclama, um carimba, o outro protocola, enquanto o contribuinte observa tudo pensando se alguém ainda lembra de produzir riqueza ou se o esporte oficial virou colecionar documentos diplomáticos. A política internacional, às vezes, parece um casamento em crise: muita discussão, portas batendo e pouca gente lavando a louça.
E, quando pensamos que o mundo já havia exagerado na dose de tensão, o Oriente Médio e o Leste Europeu resolveram trocar olhares atravessados. O ataque envolvendo um navio iraniano reacendeu temores de que guerras diferentes possam acabar dividindo o mesmo palco. O planeta parece uma panela de pressão esquecida no fogo. Há líderes que colecionam mísseis como crianças colecionam figurinhas, esquecendo que cada explosão custa lágrimas, sonhos e vidas. A paz continua sendo a mais bela das flores, mas vive cercada por jardineiros que insistem em regá-la com pólvora.
E assim terminou a segunda-feira. O mar perdeu um gigante, Sergipe perdeu um empresário, a diplomacia vestiu gravata de batalha e o mundo continuou caminhando sobre uma corda bamba estendida entre a esperança e a insanidade. Mas nós seguimos lendo, refletindo e sorrindo, porque o humor é o guarda-chuva da alma nas tempestades da existência. Quem lê enxerga além da manchete. Quem pensa não naufraga na primeira onda. E quem conserva a capacidade de rir, mesmo diante dos absurdos da vida, já derrotou metade das tragédias que insistem em bater à porta.