Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de julho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de julho de 2026


Por Antonio Glauber Santana Ferreira

Vamos que vamos ler, meu povo!

O dia 25 de julho de 2026 acordou com o relógio da política tomando café frio enquanto esperava um parecer que parecia tartaruga disputando corrida com um caracol aposentado. Em Aracaju, a licitação do transporte coletivo ficou parada na estação da prudência, aguardando o sinal verde da Procuradoria. Os ônibus, coitados, pareciam personagens de novela: todos querendo entrar em cena, mas presos no camarim da burocracia. Papel chamando papel, assinatura esperando assinatura, e o cidadão no ponto de ônibus conversando até com o poste, que, de tanta prosa, já estava quase pedindo vale-transporte. A burocracia, essa rainha do salto alto invisível, caminha tão devagar que faz um bicho-preguiça parecer piloto de Fórmula 1.

Enquanto isso, em Minas Gerais, a Justiça resolveu lembrar que árvore não é capim para desaparecer ao sabor da motosserra. Um fazendeiro foi condenado a recuperar a área desmatada e ainda pagar pelos danos ambientais. A Mata Atlântica, que já anda usando roupa remendada de tanto perder pedaços, respirou um suspiro de esperança. Afinal, floresta também chora, canta, abraça, protege e, quando é derrubada, leva embora um pedaço da alma do planeta. O dinheiro da multa até ajuda, mas nenhuma nota tem perfume de ipê florido, nem sombra de jequitibá, nem o concerto gratuito dos passarinhos ao amanhecer.

Do outro lado do mundo, o tufão Noul resolveu mostrar que a natureza não aceita desaforo. A China retirou centenas de milhares de pessoas das áreas de risco e suspendeu trens antes da chegada do gigante dos ventos. O ciclone veio dançando um balé furioso, assoviando como maestro de uma orquestra de trovões. Nessas horas, o ser humano, que vive brigando para ser dono do mundo, descobre que basta um sopro mais forte da natureza para lembrar que somos apenas passageiros deste enorme navio azul chamado Terra.

E assim terminou mais um capítulo desse circo chamado humanidade, onde a burocracia cochila, a ganância tenta podar até o horizonte e a natureza, com sua voz de trovão, insiste em ensinar aquilo que muitos fingem não ouvir. Entre gargalhadas e reflexões, seguimos viagem, porque viver é embarcar diariamente nesse ônibus chamado esperança, plantar árvores no jardim da consciência e aprender que nenhum vento é mais forte do que a vontade de construir um mundo onde a inteligência viaje na frente da arrogância e a responsabilidade nunca perca o próximo ponto.

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