Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de julho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 26 de julho de 2026

Por Antonio Glauber Santana Ferreira


O dia 26 de julho de 2026 entrou em cena vestido de palhaço, mas carregando lágrimas escondidas no bolso. A vida, essa atriz imprevisível, resolveu pintar o palco com as tintas da alegria, da tristeza e da ironia, como quem mistura café, refrigerante e água de coco no mesmo copo e ainda diz: "prove que está uma delícia!". Sergipe amanheceu mais cinza com a despedida do artista plástico Joubert Moraes. O pincel perdeu a mão que transformava silêncio em cor, saudade em tela e esperança em obra de arte. Há pessoas que não morrem; apenas trocam a moldura da existência pela galeria da eternidade. Ficam penduradas na parede da memória, onde o tempo, esse cupim mal-educado, jamais consegue roer o amor. Aos familiares e amigos, ficam a solidariedade e o abraço sincero, porque a saudade é a única tinta que nunca seca.

Enquanto isso, o comércio internacional fez uma festa tão grande que parecia liquidação de guarda-roupa de centopeia: acabou a famosa "taxa das blusinhas", e as encomendas voltaram a atravessar oceanos como se tivessem tomado energético. As caixinhas chegaram em fila indiana, marchando mais organizadas que muita reunião de condomínio. O carteiro quase pediu reforço muscular, e os pacotes começaram a fazer turismo pelo Brasil com mais entusiasmo do que muito político em época de eleição. O consumidor sorriu de orelha a orelha, porque desconto tem um poder mágico: faz até o bolso vazio sonhar que ficou milionário por alguns segundos!

Mas, do outro lado do mundo, a montanha resolveu lembrar que a natureza não assina contrato de gentileza. O Monte Elbrus, gigante branco da Europa, vestiu sua capa de tempestade e transformou o céu em um juiz severo. Cinco alpinistas perderam a vida tentando alcançar o topo, numa dolorosa lembrança de que a ambição humana precisa caminhar de mãos dadas com o respeito à força da Terra. A montanha não grita, não ameaça, não faz discurso; apenas responde em silêncio, mostrando que há alturas onde a humildade é o equipamento mais importante.

E assim terminou mais um capítulo desse romance chamado humanidade: um artista que coloriu vidas despediu-se do palco, milhões de pacotes cruzaram fronteiras como passarinhos libertados da gaiola dos impostos, e uma montanha escreveu, com neve e vento, uma das páginas mais duras do livro da existência. Entre gargalhadas e lágrimas, seguimos caminhando, porque viver é exatamente isso: equilibrar o coração numa corda bamba estendida entre a esperança e a realidade, sem perder a coragem de sorrir, mesmo quando o mundo insiste em fazer careta.

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