Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de julho de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de julho de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Boa leitura!
Aracaju resolveu sonhar alto... ou melhor, resolveu sonhar em círculos! A cidade acordou olhando para o céu e descobriu que uma roda-gigante quer fincar raízes na Coroa do Meio, como se dissesse ao mar: "Espere um pouquinho que agora quem vai fazer ondas sou eu!" Ah, o progresso... esse mágico de cartola que tira projetos da manga enquanto o povo, do lado de baixo, continua fazendo malabarismo para equilibrar o orçamento sem deixar as contas caírem no picadeiro da vida. A esperança, porém, é uma criança teimosa: sobe na roda, acena para o futuro e acredita que lá de cima os problemas parecem menores, embora as prestações insistam em parecer cada vez maiores.
E quando o bolso começa a soluçar, entra em cena o Desenrola MEI, uma espécie de terapeuta financeiro vestido de gravata, prometendo fazer as dívidas pararem de dançar forró em cima da cabeça dos pequenos empreendedores. Dívida é igual chiclete grudado no sapato: quanto mais se pisa, mais ela resolve acompanhar o cidadão. Mas brasileiro tem um talento olímpico para recomeçar. Cai, levanta, tropeça, sorri e ainda pergunta se tem café.
Enquanto isso, do outro lado do oceano, a França fritava como um croissant esquecido dentro do forno do planeta. O calor resolveu brincar de ditador e fez ventiladores virarem celebridades. Teve consumidor disputando ar-condicionado como se fosse o último gole de água no deserto! O verão enlouqueceu, os termômetros pediram aposentadoria e o suor escreveu poemas involuntários nas testas da humanidade. Até o vento parecia cobrar ingresso para aparecer.
No fim das contas, o mundo continua sendo um enorme parque de diversões administrado pelo improviso: uns brigam por ventiladores, outros comemoram uma roda-gigante, muitos tentam desenrolar dívidas e todos seguimos girando na mesma engrenagem do tempo. A vida, essa cronista bem-humorada, ri da nossa pressa, faz cócegas na nossa vaidade e nos lembra, com uma piscadela irônica, que quem não aprender a rir dos próprios tropeços acaba escorregando na casca de banana que o destino, esse velho comediante, insiste em deixar bem no meio do caminho.