Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de junho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de junho de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Olá, caro amigo e amiga leitora! Permita-me entrar na sua casa pela porta da imaginação, limpar os pés no tapete da reflexão e sentar um instante na varanda das notícias deste terceiro dia de junho de 2026.

Junho chegou vestido de sanfoneiro apaixonado, trazendo no bolso uma lua de papel, um punhado de fogos e um coração batendo no compasso do forró. Em Aracaju, o Arraiá do Povo transformou a Orla da Atalaia numa grande panela de emoções fervendo canjica, nostalgia e alegria. O povo dançou tanto que até os coqueiros pareciam arrastar o pé na areia. As estrelas, com inveja da festa, ficaram piscando no céu como lâmpadas de arraial tentando chamar atenção.

Enquanto isso, a Ponte Godofredo Diniz resolveu brincar de mestre de cerimônias do trânsito. Com seu sistema "pare e siga", transformou motoristas em filósofos involuntários. Uns paravam pensando na vida, outros seguiam pensando no atraso. Teve gente que envelheceu três minutos na fila e saiu do outro lado com experiência suficiente para escrever um livro chamado A Breve História da Paciência Humana. O trânsito, esse poeta do caos, continuou recitando versos de buzinas desafinadas.

Mas o dia também trouxe uma nuvem pesada sobre o céu sergipano. Uma criança de apenas seis anos perdeu a vida após cair numa cisterna desativada em Capela. Nessas horas, o humor se cala, a ironia tira o chapéu e a alma fica em silêncio. A dor é um pássaro escuro que pousa no coração de todos nós. Que Deus acolha esse pequeno anjo e conforte sua família. Há notícias que não se leem apenas com os olhos; elas atravessam o peito como ventos frios de inverno.

No campo social, uma boa notícia chegou caminhando de mãos dadas com a esperança. As famílias do Bolsa Família que solicitarem o BPC poderão permanecer no programa enquanto aguardam a análise do governo. É como se a ponte da proteção social ganhasse mais algumas tábuas para evitar que os mais vulneráveis caiam no abismo da necessidade. Nem sempre a burocracia precisa ser um dragão cuspindo papelada; às vezes ela pode aprender a ser gente.

E, do outro lado do planeta, Israel e Líbano anunciaram um cessar-fogo. A guerra, essa velha senhora rabugenta que adora colecionar lágrimas, parece ter tirado férias por alguns instantes. Que bom! Porque o mundo anda tão cansado de enterros que qualquer notícia de paz parece um passarinho cantando numa floresta queimada. Tomara que a paz não seja apenas visitante, mas moradora permanente.

E assim terminou mais um capítulo do grande romance chamado humanidade. Entre o forró e a tristeza, entre a buzina e a esperança, entre a guerra e a paz, seguimos caminhando. Afinal, a vida é esse trem desgovernado onde alguns vagões carregam risos, outros carregam lágrimas, mas todos seguem na mesma direção: a estação do amanhã.

E que venha o próximo dia, porque junho apenas começou a tocar sua sanfona.

Antonio Glauber Santana Ferreira
Japaratuba-SE

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