Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de junho de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de junho de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Meus amigos e minhas amigas, o quarto dia de junho amanheceu vestido de fé, usando sandálias de esperança e carregando um tapete colorido tão bonito que até as nuvens fizeram fila para tirar fotografia. Em Sergipe, os tradicionais tapetes de Corpus Christi transformaram ruas em páginas de poesia. O chão, cansado de tanto pisar em problemas, resolveu vestir roupa de festa. As serragens coloridas pareciam pinceladas de anjos artistas, enquanto a fé caminhava descalça, espalhando perfume de oração pelos becos do coração.
Corpus Christi é aquele dia em que a esperança faz procissão e a alma tira o paletó da pressa. Enquanto muitos correm atrás do relógio, a fé ensina que nem toda riqueza cabe na carteira. Algumas moram dentro do peito. E como está em falta gente olhando para o céu! Tem cidadão que conhece a cotação do dólar, mas esqueceu o valor de um abraço. Conhece a senha do banco, mas perdeu a chave da gratidão.
Enquanto isso, em Brasília, a cadeira da CVM ganhou um novo ocupante. O mercado financeiro, esse bicho misterioso que às vezes sobe mais rápido que foguete e cai mais depressa que promessa de político em época de eleição, recebeu Otto Lobo para vigiar a festa dos números. Afinal, dinheiro é igual menino levado: quando ninguém olha, ele apronta. E no Brasil, os gráficos dançam forró, samba e até frevo dependendo do humor da economia.
Lá fora, os Estados Unidos resolveram aumentar as sanções contra líderes cubanos e familiares dos Castro. A geopolítica mundial continua parecendo uma novela escrita por roteiristas apaixonados por confusão. Cada capítulo traz um embargo, uma ameaça, uma resposta e um suspense maior que fila de banco em dia de pagamento. O planeta gira, mas alguns conflitos parecem estacionados numa rotatória sem saída.
E assim segue a humanidade: de um lado, pessoas desenhando tapetes para Deus passar; do outro, governos desenhando barreiras para adversários tropeçarem. Uns espalham flores. Outros espalham sanções. Uns constroem pontes. Outros colecionam muros.
No final das contas, o dia 4 de junho nos lembrou que a vida é um enorme tapete de Corpus Christi. Cada pessoa coloca um pedaço de cor, um punhado de esperança e uma dose de amor. O problema é que alguns insistem em jogar lama onde outros tentam plantar flores. Mas a fé, essa velha teimosa, continua varrendo a tristeza, costurando sorrisos e dizendo baixinho ao mundo: "calma, ainda há beleza caminhando pelas ruas."
E se a esperança fosse taxada, meus amigos, o brasileiro já estaria devendo bilhões. Porque de esperança, fé e bom humor, esse povo é milionário desde o nascimento.