Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de junho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 17 de junho de 2026

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Vamos para o circo de notícias, porque o picadeiro do mundo amanheceu mais lotado que fila de banco em dia de pagamento. O palhaço esqueceu o nariz vermelho, o mágico perdeu a cartola e o domador foi domado pelas próprias feras. Ah, meus amigos, a realidade resolveu disputar um campeonato com a ficção e goleou por goleada histórica.

Em Sergipe, um homem investigado por estelionato e ameaças contra uma idosa, que se apresentava como líder religioso, acabou descobrindo que o céu da impunidade tem prazo de validade e que, às vezes, o elevador da esperteza desce direto para o térreo da Justiça. Há quem transforme a fé em balcão de negócios, como quem vende guarda-chuva em dia de seca e esperança em prestações sem juros. Mas a verdade é um cachorro teimoso: pode até ser enxotada da porta, porém sempre encontra um buraco na cerca para voltar abanando o rabo.

Enquanto isso, o Supremo decidiu apertar as rédeas das plataformas digitais. A internet, esse oceano onde sereias dançam com tubarões e boatos passeiam de limousine enquanto a verdade ainda procura um ônibus atrasado, recebeu um puxão de orelha. Agora, as redes terão de cuidar melhor da própria casa, porque liberdade sem responsabilidade é como entregar um megafone a um papagaio fofoqueiro: em poucos minutos até o coqueiro entra em processo por difamação. 

E, do outro lado do planeta, Donald Trump e o presidente do Irã assinaram um acordo de paz, inaugurando sessenta dias de negociações que podem abrir uma nova página para uma região marcada por conflitos. Que bela ironia da História! Depois de tanto fogo cuspido por canhões, resolveram experimentar a tinta das canetas. Descobriram, talvez um pouco tarde, que papel custa menos que pólvora e que uma assinatura pesa infinitamente menos que um caixão. Oxalá a paz não seja apenas um turista de passagem, mas uma moradora de coração generoso. 

E assim seguimos... entre falsos profetas, algoritmos barulhentos e diplomatas tentando ensinar bombas a conversar. A humanidade continua andando na corda bamba usando sapatos de palhaço e gravata de equilibrista. Mas, enquanto houver quem ria das próprias tragédias, critique as próprias vaidades e cultive a esperança como quem planta um ipê no meio do deserto, ainda haverá motivo para acreditar que o espetáculo da vida pode trocar o circo do absurdo pelo teatro da sensatez. Afinal, rir continua sendo a mais elegante forma de desafiar o caos.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

Megaboca: tubarão de espécie rara encalha em Sergipe