Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de junho de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de junho de 2026

Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Vamos que vamos, meu povo, para a leitura da crônica!

O mundo acordou hoje com a elegância de um elefante fazendo balé sobre uma cristaleira. Logo cedo, o mar de Sergipe resolveu tossir um segredo indigesto: mais de uma tonelada de barbatanas de tubarão foi apreendida. Até os tubarões, que já carregam fama de vilões dos oceanos, pareciam cochichar entre si: "O verdadeiro predador não usa nadadeiras... usa ambição." O oceano, velho poeta de sal e espuma, chorou lágrimas invisíveis enquanto as ondas batiam na areia como quem aplaude os poucos que ainda têm coragem de defender a vida. E pensar que há gente capaz de transformar o rei dos mares em simples mercadoria... Há quem enxergue cifrões até nas barbatanas da consciência!

Enquanto isso, em Brasília, a Justiça puxava uma cadeira, colocava os óculos e lembrava que a democracia não é rede de descanso para quem decide brincar de cabo de guerra com as instituições. A política brasileira, esse enorme liquidificador sem tampa, voltou a espalhar respingos para todos os lados. Uns comemoram, outros reclamam, alguns esperneiam como quem perdeu o controle remoto da própria televisão, e o povo... ah, o povo continua tentando entender um roteiro que muda mais depressa do que previsão de tempo em mês de inverno. Se a política fosse circo, faltaria lona para tanta acrobacia e sobrariam palhaços sem nariz vermelho.

Do outro lado do planeta, a princesa herdeira Mette-Marit recebia um novo pulmão. Que imagem bonita e poderosa! A esperança, essa costureira teimosa, remendava delicadamente um tecido rasgado pela doença. Enquanto muitos desperdiçam o ar reclamando da vida porque o café esfriou ou porque o Wi-Fi piscou duas vezes, há quem celebre cada inspiração como se fosse um poema escrito pelos próprios anjos. Respirar... eis o luxo mais democrático e, ao mesmo tempo, o mais esquecido pela humanidade.

E assim caminha o mundo: um oceano pedindo socorro, uma democracia sendo colocada à prova e uma mulher redescobrindo o milagre de encher os pulmões de futuro. A vida parece uma orquestra ensaiada por um maestro distraído: um violino toca esperança, um trombone desafina ganância e um pandeiro debochado marca o ritmo das nossas contradições.

No fim das contas, talvez o maior predador não esteja nas profundezas do mar, nem nos corredores do poder, mas dentro da vaidade humana, que devora o bom senso com uma fome de dinossauro em jejum. Ainda assim, vale a pena acreditar. Porque, quando a esperança resolve respirar fundo, até o sarcasmo tira o chapéu, o humor dá uma gargalhada, o mar sorri em espuma e a vida, essa velha cronista de cabelos brancos, continua escrevendo capítulos que nos fazem rir, refletir e seguir em frente. Afinal, desistir nunca esteve na pauta da existência. E, convenhamos, se o mundo fosse completamente sensato, os cronistas morreriam de tédio antes mesmo do café da manhã.

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