Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de maio de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de maio de 2026




Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Peguem o trem das notícias e apertem os cintos da imaginação, porque a locomotiva do dia 22 de maio resolveu sair dos trilhos da lógica e entrar no túnel da ironia com parada obrigatória na estação do “me engana que eu gosto”.

Logo no primeiro vagão apareceu o homem da agência de viagens de fachada. Vendia passagens para o paraíso turístico e entregava excursão para o arquipélago da decepção. Prometia mar azul, selfie no pôr do sol e café da manhã continental, mas parece que o pacote incluía hospedagem gratuita no hotel da investigação policial. E como se golpe não bastasse, ainda apareceu arma no cenário — porque aparentemente alguns vendem sonhos com atendimento VIP e garantia de susto. O turismo virou turismo de ilusão: embarque imediato, destino desconhecido e retorno só com boletim de ocorrência.

Enquanto isso, em Aracaju, o trânsito resolveu fazer aula de coreografia contemporânea. O complexo viário Maria do Carmo acordou artista e decidiu mudar os passos do balé dos automóveis. Quem vinha pela Beira Mar querendo seguir reto descobriu que a reta agora tinha vocação para curva existencial. Motoristas olhando GPS como quem consulta horóscopo: “hoje você encontrará desvios inesperados e paciência em baixa”. A cidade virou um grande jogo de tabuleiro onde o dado sempre cai na casa: “retorne duas avenidas”.

No vagão internacional, a política desembarcou vestida de novela italiana. Que sacanagem: a Justiça da Itália anula extradição de Zambelli e ex-deputada é solta; a justiça virou o roteiro de cabeça para baixo e a história ganhou mais uma temporada. E o mundo político, esse teatro onde o roteiro muda mais rápido que fila de banco, seguiu produzindo capítulos enquanto o público tenta descobrir se está assistindo drama, suspense ou comédia involuntária.

Mas eis que surge o último vagão… e nele vinha um marinheiro de 67 anos, sozinho numa ilha enquanto o fogo dançava ao redor como dragão sem educação. O mar, velho poeta azul, não o engoliu. O fogo, vermelho e impaciente, não o venceu. E então chegaram os braços do resgate cortando o medo como quem rasga uma página ruim da vida. Naquele instante, o mundo lembrou que entre golpes, desvios e tribunais ainda existe uma coisa antiga e bonita: gente salvando gente.

E assim terminou o trem das notícias de hoje: um vagão carregado de esperteza, outro de desvios, outro de reviravoltas e um último carregado de esperança. Porque o mundo continua esse circo ambulante onde alguns vendem mapas falsos, outros mudam as rotas… mas sempre aparece alguém lembrando que ainda vale a pena continuar viagem.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire