Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 02 de maio de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 02 de maio de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Vamos contar a história do 2° dia de maio de 2026…
O mundo amanheceu com o coração dividido, como um violão desafinado tocando entre o luto e o riso. Lá pras bandas do Irã, a justiça vestiu capa de carrasco e dançou um tango sombrio com a vida: dois homens foram executados, acusados de espionagem para Israel, sob o olhar silencioso do Mossad — esse espião invisível que parece personagem de filme, mas atua como roteiro de tragédia. A corda não apenas apertou pescoços, apertou consciências, como se o mundo fosse um tribunal onde o juiz é o medo e a sentença é sempre definitiva demais.
Mas enquanto a morte cochichava em tons fúnebres, a vida, teimosa feito milho brotando em terra seca, sorria em Sergipe. Ah, o milho! Esse ouro verde que dança forró antes mesmo de virar pamonha! Com o São João se aproximando, o mercado ferve como panela de canjica: é espiga sorrindo, é vendedor fazendo conta com cheiro de fogueira, é o nordestino transformando dificuldade em festa — porque aqui, meu amigo, até a crise ganha chapéu de palha e arrasta o pé.
E lá na fria Alemanha, uma baleia resolveu encenar um drama digno de novela das oito: encalhou, suspirou, pediu socorro ao mar como quem escreve carta de amor para casa. Mas o ser humano, esse bicho contraditório que ora destrói, ora salva, virou herói de última hora e devolveu a gigante ao abraço salgado do oceano. Foi bonito, foi poético, foi quase um pedido de desculpas da humanidade — ainda que tímido, ainda que atrasado.
E como se o destino fosse um apostador inveterado, a Mega-Sena resolveu fazer suspense de novela mexicana: ninguém levou o prêmio! Os números — 08, 24, 27, 37, 47 e 55 — desfilaram como modelos de passarela, lindos e inalcançáveis, deixando milhões de brasileiros sonhando acordados com seus castelos de vento e churrascos pagos. O prêmio acumulou e a esperança também, porque brasileiro não desiste nunca — nem da vida, nem da sorte, nem daquele bilhete que custa mais sonho do que dinheiro.
E assim segue o mundo, esse circo sem lona onde o palhaço chora, o mágico erra o truque e o público ri sem saber se é comédia ou tragédia. No fim das contas, viver é isso: um equilíbrio instável entre a corda bamba da realidade e o trampolim da esperança… e a gente segue, tropeçando, rindo e acreditando que amanhã pode ser menos pesado — ou pelo menos mais engraçado.