Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de maio de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 04 de maio de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O dia 04 de maio de 2026 amanheceu com o mundo tropeçando nas próprias pressas, como um bêbado elegante tentando atravessar a avenida da vida sem derramar o copo — mas derramando, claro, porque a realidade não costuma respeitar a etiqueta.

Em Aracaju, um carro resolveu brincar de peixe e mergulhou no canal como quem dizia: “se não posso voar no trânsito, ao menos nado na imprudência”. Foi um salto involuntário, uma coreografia desastrada entre volante e destino, porque alguém decidiu invadir a preferencial — esse território sagrado onde a pressa vira rei e a responsabilidade tira férias. O asfalto, coitado, assistiu tudo calado, já acostumado a ser palco de imprudências com roteiro repetido.

Enquanto isso, lá em Belo Horizonte, o céu — que deveria ser poesia — virou manchete. Um avião pequeno, desses que parecem ter sido feitos com sonhos e parafusos, decidiu interromper sua frase no meio do ar e caiu como uma vírgula trágica sobre um prédio. O piloto e um passageiro partiram, talvez levando consigo a última nuvem que viram, enquanto outros lutam entre a vida e a dor no hospital. O prédio, por milagre, escapou ileso — como quem fecha os olhos na hora exata do susto. O destino, às vezes, escreve com lápis e apaga com borracha… mas nem sempre.

E lá fora, no tabuleiro nervoso do mundo, o Oriente Médio joga xadrez com bombas. Emirados e Irã trocam acusações como crianças brigando por brinquedos — com a pequena diferença de que os brinquedos explodem, ferem, sangram. Em pleno cessar-fogo, o silêncio foi quebrado por mísseis que gritam mais alto que qualquer diplomata. A paz, coitada, parece uma cadeira manca: até tenta sustentar o peso da humanidade, mas vive prestes a cair.

E assim segue o mundo — esse circo sem lona onde o palhaço é a própria realidade. A gente ri para não chorar, chora para não enlouquecer, e segue equilibrando esperança numa corda bamba feita de notícias.

Porque viver, meu caro leitor, é isso: desviar de carros invisíveis, torcer para que os aviões dos nossos sonhos não caiam no meio do caminho e rezar — com fé, ironia e um sorriso meio torto — para que o mundo, um dia, aprenda a frear antes de bater.

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