Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de maio de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 03 de maio de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Vamos abrir o jornal e abraçar as notícias do 3° dia de maio de 2026 como quem abraça um parente distante: com carinho… e um certo medo do que vem pela frente.
A madrugada em Lagarto resolveu brincar de dragão cuspindo labaredas numa loja de eletrônicos — talvez os celulares tenham decidido protestar contra tantas mensagens não respondidas, queimando de raiva literalmente. O fogo, esse bailarino nervoso, ensaiou um espetáculo trágico, ameaçando pular para as casas vizinhas como fofoqueiro que não se contenta com um segredo só. Mas os bombeiros chegaram como heróis de mangueira em punho, apagando não só as chamas, mas também o susto, que já fazia check-in no coração da vizinhança.
Enquanto isso, em Brasília, o corpo humano vira manchete: o ex-presidente Jair Bolsonaro melhora, o ombro cicatriza, e a medicina segue seu papel de costureira silenciosa, alinhavando músculos e esperanças. A política, essa novela sem último capítulo, tira licença médica, mas nunca sai de cartaz.
E como se o país fosse um grande bolso furado, o presidente Lula anuncia o “Novo Desenrola Brasil”, tentando transformar dívidas em poeira leve, como quem sopra boletos e espera que virem borboletas financeiras. O brasileiro, esse equilibrista de contas, agradece — ou pelo menos ensaia um sorriso tímido entre um carnê e outro.
Lá fora, nos céus internacionais, a Spirit Airlines resolveu brincar de estátua com seus aviões, deixando passageiros plantados nos aeroportos como malas esquecidas pela pressa do destino. Gente virou vírgula em frase interrompida, esperando um ponto final que não vinha. Reembolsos chegaram, sim — mas dinheiro não abraça, não consola, não substitui o café frio tomado na cadeira dura do aeroporto.
E assim segue o mundo: entre incêndios que quase viram tragédia, corpos que se recuperam, governos que prometem alívio e aviões que esquecem de voar. A vida, essa cronista debochada, escreve com tinta de ironia e carimbo de incerteza, lembrando que, no fundo, somos todos passageiros — alguns em chamas, outros em recuperação, e muitos… esperando o embarque da esperança.
E se o dia foi pesado, que ao menos nos reste o riso — porque rir, meu amigo, ainda é o único imposto que a alma paga com prazer.