Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de maio de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de maio de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Senhoras, senhores e sobreviventes do jornal do cotidiano: abram-se as cortinas, ajeitem os óculos da esperança e escondam as joias no fundo da gaveta, porque o teatro das notícias resolveu apresentar mais um espetáculo daqueles em que o roteiro parece ter sido escrito por um poeta cansado e dirigido por um vendedor de panela em promoção.

Começamos em Sergipe, onde a polícia bateu na porta de uma organização criminosa especializada em transformar joalherias em lembranças e dinheiro em camaleão financeiro. Era quase uma empresa moderna: logística, planejamento, expansão nacional… faltou apenas abrir perfil motivacional com frase do tipo: “roube seus limites e lave seus sonhos”. Mas o destino, esse delegado aposentado do universo, resolveu algemar o enredo. E lá foram os suspeitos descobrir que pulseira de ouro não combina com pulseira de aço.

Do outro lado do palco digital, as plataformas receberam um novo dever de casa: guardar por um ano os dados de quem anuncia e impulsiona conteúdos. Eis o século XXI: antigamente o bilhete anônimo vinha dobrado; hoje vem patrocinado, com algoritmo, trilha sonora e parcelamento em doze vezes sem juros da consciência. A internet, que já foi o velho oeste dos comentários, agora ganhou placa de trânsito e guarda municipal tentando descobrir quem vendeu milagre, golpe ou panela antiaderente que frita até tristeza.

Enquanto isso, lá na França, quase dezessete anos depois, a justiça abriu uma gaveta coberta de poeira e encarou o eco do voo AF447. O tempo, esse relojoeiro sem pressa, finalmente falou. Dói pensar que decisões chegam quando algumas lágrimas já aprenderam a secar sozinhas. Há notícias que não envelhecem; apenas criam rugas. E o céu, que parecia infinito naquele voo, lembrou ao mundo que até as nuvens guardam memória.

Mas o troféu de “plot twist do dia” atravessou oceanos e pousou na Austrália. Um aeroporto foi parcialmente evacuado por causa de um objeto suspeito. Sirenes, tensão, olhos arregalados, talvez alguém imaginando roteiro de filme de espionagem… até descobrirem que o grande vilão internacional era um aparelho de depilação a laser. Imaginem o constrangimento do esquadrão antibombas olhando para o equipamento e pensando: “Passamos duas horas enfrentando… a estética.”

E assim terminou mais um capítulo do planeta Terra: ladrões querendo brilhar mais que joias, algoritmos ganhando caderneta de identidade, a justiça conversando com fantasmas antigos e um aeroporto inteiro fugindo de um aparelho que, no máximo, ameaçava os pelos.

O mundo continua sendo essa feira livre cósmica onde se vende drama, ironia, susto e esperança — tudo no mesmo corredor.

Até amanhã, se o noticiário permitir… e se ninguém confundir uma escova de cabelo com tecnologia alienígena.

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