Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de abril de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Caro leitor e leitora,
O Brasil acordou hoje com cheiro de gasolina… ou melhor, de dúvida. Porque, em Sergipe, até o combustível resolveu fazer cosplay: etanol vestido de gasolina, enganando motor e cidadão como político em época de eleição — promete uma coisa, entrega outra e ainda cobra caro pelo espetáculo. As bombas, coitadas, viraram artistas do teatro da fraude, encenando uma peça onde o consumidor paga ingresso para sair com o tanque cheio de ilusão líquida. E aí vem a Operação Majorare, como uma professora severa aplicando prova surpresa: “quem colou, está reprovado!” — lacrando bicos, fechando sorrisos maliciosos e lembrando que ética não é opcional, é combustível obrigatório.
Enquanto isso, em Aracaju, o trânsito resolveu filosofar. O viaduto da Francisco Porto, em reforma, virou metáfora urbana: uma faixa interditada aqui, outra ali… e pronto! A cidade inteira entra em modo “paciência zen”. O motorista, que já acorda com pressa, vira monge budista por obrigação, meditando no volante enquanto o concreto desce mais devagar que promessa de campanha. O buzinaço é a trilha sonora de uma sinfonia caótica, onde cada carro parece gritar: “eu tenho mais pressa que você!” — e ninguém sai do lugar.
Mas se na rua o caos engarrafa, na internet ele se espalha como fumaça tóxica. Uma operação nacional tenta apagar incêndios digitais — aqueles que queimam sem chama, mas deixam cicatrizes profundas. Crimes virtuais, discursos de ódio e horrores escondidos atrás de telas… é o lado sombrio da modernidade, onde o dedo que desliza na tela pode ser mais perigoso que uma arma carregada. E lá vão as autoridades, como bombeiros da moral, tentando conter um incêndio que nasce em cliques e se espalha em silêncio.
E no palco internacional, o mundo brinca de pausa. Um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano… dez dias! É como colocar um curativo em uma ferida que pede cirurgia. A paz, nesse caso, parece aquelas visitas rápidas que chegam, tomam café e vão embora antes de resolver a conversa. Ainda assim, é um sopro — pequeno, frágil, quase tímido — mas necessário num planeta que anda mais inflamado que panela de pressão esquecida no fogo.
No fim das contas, caro leitor, o dia 16 de abril parece um grande retrato da humanidade: bombas que mentem, ruas que travam, telas que ferem e guerras que pausam… tudo isso temperado com uma pitada de esperança teimosa, dessas que não desiste mesmo quando o mundo insiste em tropeçar nos próprios erros.
E seguimos… abastecendo o tanque da vida com fé — torcendo apenas para que, dessa vez, não seja adulterada.