Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 08 de abril de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

E o dia 08 de abril amanheceu com ares de novela policial misturada com comédia de erros — dessas em que o ladrão esquece onde escondeu o próprio juízo e a realidade ri da cara da lógica.

Em Aracaju, a polícia puxou o fio da meada e encontrou dois suspeitos que tratavam joias furtadas como quem vende bijuteria em feira de domingo: brilho sem história, luxo sem alma, ouro sem honra. Era como se o crime tivesse aberto uma loja clandestina chamada “Consciência em liquidação”, com desconto progressivo na vergonha. Mas a polícia chegou, fechou o caixa do absurdo e lembrou que, no Brasil, até o ilícito às vezes anda de salto alto… mas tropeça na própria ganância.

Enquanto isso, lá no teatro político — onde os discursos vestem terno e a verdade às vezes vai de chinelo — a Câmara resolveu apertar o bolso de quem brinca de alquimista moderno, misturando combustível como quem tempera feijão. A multa agora virou um leão faminto: R$ 94 mil de mordida para quem ousar batizar gasolina como se fosse água benta. É o Estado dizendo: “Pode até enganar o carro, mas não venha adulterar a paciência do povo”. Porque o brasileiro já abastece o tanque com esperança e o coração com desconfiança — não dá pra colocar fraude no meio desse combustível emocional sem explodir a dignidade.

E lá fora, no tabuleiro geopolítico onde o mundo joga xadrez com peças humanas, o Estreito de Ormuz virou um corredor de tensão — um pulmão do planeta que ora respira, ora prende o ar. A Guarda Revolucionária do Irã, qual marinheiro em mar de minas invisíveis, anuncia rotas alternativas como quem dança num campo minado com sapatos de vidro. Abre, fecha, ameaça, recua — parece até relacionamento mal resolvido entre nações: um dia “passa”, no outro “não passa nem pensamento”. E o mundo, esse espectador inquieto, segura o fôlego com medo de que a próxima jogada seja o estopim de um incêndio global.

No fim das contas, o dia foi um retrato em movimento: de um lado, pequenos crimes brilhando como bijuteria barata; do outro, grandes decisões com cheiro de gasolina adulterada; e, ao fundo, o planeta girando em câmera lenta, tentando não tropeçar nas próprias tensões.

E assim seguimos — entre risos nervosos e suspiros cansados — porque viver no Brasil (e no mundo) é como andar numa corda bamba estendida entre o absurdo e a esperança: a gente balança, quase cai, faz piada… mas segue, teimosamente, em frente.

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