Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 07 de abril de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O dia 07 de abril amanheceu com o céu indeciso, desses que parecem não saber se choram em forma de chuva ou se riem em forma de sol — talvez refletindo o humor das notícias, esse carnaval de contradições onde o Brasil dança frevo com o mundo em ritmo de suspense.

Em Sergipe, o governo fez aquilo que a política sabe fazer como ninguém: trocou o motorista no meio da viagem e seguiu fingindo que o ônibus não balança. A saída de Déborah Dias da pasta do Meio Ambiente foi anunciada como quem diz “foi bom enquanto durou”, mas sem dizer quem vem depois — porque, no teatro da gestão pública, às vezes o palco fica vazio e a plateia continua aplaudindo por hábito. O meio ambiente, coitado, segue sendo esse paciente em UTI, enquanto os médicos discutem quem vai segurar o estetoscópio. E a natureza, silenciosa e irônica, observa tudo como uma velha sábia dizendo: “vocês brigam por cargos, eu só queria respirar”.

Enquanto isso, lá longe — mas nem tanto, porque o mundo virou uma rua de bairro com Wi-Fi — hackers ligados ao Irã decidiram brincar de videogame com a infraestrutura dos Estados Unidos. Só que não é jogo: é água que pode parar, energia que pode apagar, sistemas que podem colapsar. É como se o século XXI fosse um castelo digital, e os dragões agora cuspissem códigos em vez de fogo. A guerra moderna não faz barulho de bomba — faz “clique”, faz “erro de sistema”, faz “tente novamente mais tarde”. E a humanidade, dependente da tomada, percebe que desligada é só um corpo com ansiedade e pouca bateria.

E no Brasil, o pobre do aplicativo CAIXA Tem resolveu entrar em crise existencial. Atualizou, evoluiu, ficou mais seguro — e, como todo sistema moderno, esqueceu de avisar o usuário como continuar existindo dentro dele. Resultado: brasileiros olhando para a tela como quem encara um enigma de outro planeta, digitando senha, fazendo verificação, confirmando identidade, e no final… “erro inesperado”. O inesperado, aliás, virou rotina. O sistema diz: “confie em mim”, enquanto o cidadão responde: “mas eu só queria pagar um boleto”.

E como se o mundo fosse um roteiro maluco escrito por um poeta com insônia, surge a notícia de um possível cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã — incluindo todas as frentes, até o Líbano. Veja só: enquanto uns atacam sistemas, outros negociam paz. É como dois vizinhos que brigam durante o dia e à noite dividem o mesmo café. A geopolítica, meus amigos, é esse xadrez onde as peças sangram, mas os jogadores sorriem.

No fim das contas, o dia 07 de abril nos ensina que vivemos numa espécie de novela global: troca de personagens, conflitos invisíveis, tecnologia temperamental e promessas de paz que chegam como chuva em tempo de seca — a gente quer acreditar, mas leva o guarda-chuva por garantia.

E assim seguimos, entre senhas que não funcionam e governos que não explicam, tentando logar na vida com esperança, enquanto o mundo insiste em dar “erro de conexão”.

Mas calma… respira… porque amanhã, meu caro leitor, o sistema tenta de novo — e a gente também.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire