Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de abril de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Abram as cortinas do teatro político, porque o espetáculo de hoje veio com roteiro de novela mexicana e trilha sonora de samba-enredo: inimigos de ontem dançando de mãos dadas como se o passado fosse apenas um rascunho mal escrito pela memória.
Sergipe acordou com um casamento político digno de padre, juiz e plateia desconfiada: Fábio e Rogério, que ontem trocavam farpas como dois galos em rinha de domingo, hoje surgem como pombas da paz, jurando amor eterno até o próximo boletim das urnas. Ah, a política… essa senhora elegante que troca de vestido conforme o vento e ainda diz que é coerência! É o famoso “briguei contigo ontem, mas hoje somos primos no almoço de família”. E o eleitor? Esse assiste tudo como quem come pipoca: às vezes doce, às vezes salgada… mas sempre meio indigesta.
No meio dessa ciranda de alianças, o Brasil decide mexer no chocolate — veja só! Agora o cacau quer ser respeitado, quer ocupar mais espaço, quer deixar de ser figurante no doce que leva seu nome. Uma revolução silenciosa nas prateleiras: o chocolate finalmente resolveu virar chocolate. Quem diria? Em tempos de política diluída, ao menos o cacau quer ser mais puro… talvez seja o único com vergonha na cara nessa história toda.
E enquanto os homens engravatados apertam mãos e ajustam discursos como quem ajeita gravata torta, lá fora o mundo range os dentes: o Oriente Médio continua sendo um tabuleiro onde a paz é peça rara e o medo joga de titular. Economistas alertam, líderes discursam, mas a guerra segue como um tambor surdo, batendo no peito do planeta — um coração cansado de tanto susto.
No fim das contas, o dia 15 de abril foi assim: um teatro onde rivais viram aliados, chocolates tentam recuperar a dignidade e o mundo lá fora insiste em nos lembrar que a vida não é só palanque — é também trincheira. E nós, pobres espectadores, seguimos aqui… rindo para não chorar, acreditando para não enlouquecer, e esperando que, entre um acordo político e outro, alguém ainda se lembre de combinar com a realidade.
Porque, no fundo, a vida é isso: um grande roteiro improvisado… onde até o inimigo pode virar parceiro — mas a verdade, essa danada, continua sendo a única que não aceita maquiagem.