Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de abril de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 21 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Vamos abrir e fechar os círculos das notícias do dia 21 de abril, como quem desenha um compasso na história e encontra, no centro, o rosto de Tiradentes — esse mártir que virou estátua, bandeira, feriado… e, às vezes, até figurante nas conversas apressadas de um país que corre mais do que pensa.
Enquanto isso, Aracaju veste capa de chuva e faz pose de cidade anfíbia: metade chão, metade rio improvisado. A Defesa Civil levanta a bandeira do alerta como quem grita “cuidado!” para um céu que parece não saber ouvir. As nuvens, essas senhoras dramáticas, desabam lágrimas grossas, chorando como se tivessem assistido a um filme triste demais… ou talvez ao noticiário mesmo. E a população? Ah, essa nada em poças como quem pratica um esporte olímpico chamado “sobrevivência urbana com obstáculos líquidos”.
Do outro lado do oceano, o presidente Lula encerra sua viagem pela Europa como um turista diplomático que carimba passaporte e discursos, tentando costurar acordos num mundo que parece uma colcha de retalhos rasgada nas pontas. Em Portugal, último ato dessa peça internacional, as palavras foram servidas como vinho: algumas encorpadas, outras meio azedas, mas todas tentando brindar um futuro que ainda está em promoção.
E lá pelas bandas onde o mapa ferve, o mundo brinca de guerra com cara de negociação: Donald Trump estica o cessar-fogo com o Irã como quem puxa um elástico — torcendo para não arrebentar. No Estreito de Ormuz, o bloqueio segue firme, como um guarda sisudo na porta do caos. E no meio desse tabuleiro geopolítico, a viagem de J.D. Vance ao Paquistão foi adiada — porque até a paz, veja só, precisa de agenda.
No fim das contas, o planeta gira como um carrossel meio desgovernado: aqui chove demais, ali falta paz, acolá sobra discurso. E nós, pobres passageiros desse trem chamado realidade, seguimos equilibrando guarda-chuva, esperança e senso de humor — porque se não rir, meu amigo, a vida vira tempestade sem intervalo comercial.
E assim, entre relâmpagos, diplomacias e heróis de barba histórica, o Brasil segue — às vezes mártir, às vezes palhaço, mas sempre protagonista de uma crônica que não se cansa de se escrever sozinha.