Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 28 de abril de 2026


Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

As notícias do 28º dia de abril desfilaram como um carnaval fora de época, com confetes de esperança e serpentinas de ironia escorrendo pelas calçadas molhadas de Sergipe. O céu chorava — não se sabe se de emoção ou de vergonha — enquanto a água, essa entidade tão desejada, fazia greve silenciosa nas torneiras, como uma diva ofendida que decide não cantar no palco principal. A tal da adutora, larga como promessa de político em ano eleitoral, resolveu vazar seus segredos na Avenida Gasoduto, e a população, coitada, ficou no papel de plateia sedenta, aplaudindo o nada com copos vazios.

Ah, Iguá! Essa artista do improviso que promete água às 14h como quem promete amor eterno numa tarde de domingo. E o povo acredita — porque acreditar, meu caro leitor, ainda é mais barato que comprar água mineral.

Enquanto isso, lá vem o Instituto Butantan, vestindo jaleco de esperança, recrutando idosos como quem convida para um baile da terceira idade contra a gripe. Uma vacina com “adjuvante” — nome chique que parece personagem de novela — tentando convencer o sistema imunológico a não cochilar no meio da luta. É a ciência soprando no ouvido do tempo: “Envelhecer, sim; render-se, jamais!”

Mas o Brasil, esse grande teatro de absurdos elegantes, anuncia que milhões deixarão de receber o abono salarial. É como tirar o pão da mesa e ainda pedir que o povo agradeça pela toalha limpa. Cortes, cortes e mais cortes — parece até barbeiro nervoso fazendo política pública.

E no meio desse roteiro digno de tragicomédia, surge uma heroína de avental: Juliana Senna, que transformou o pão delícia — esse pequeno pedaço de felicidade baiana — em império. Enquanto uns perdem direitos, ela assa sonhos. Enquanto uns choram cortes, ela corta massa. É o Brasil que resiste com fermento, crescendo mesmo quando o forno parece desligado.

No cenário internacional, o petróleo dança um tango tenso. Os Emirados saem da Opep como quem abandona um grupo de WhatsApp cheio de brigas. E o mundo, dependente dessa tinta negra que move máquinas e guerras, fica assistindo ao preço subir como balão em festa junina — bonito de ver, doloroso de pagar.

E então, como um soco no estômago da humanidade, a guerra escreve mais um capítulo de sangue. Uma família, com raízes plantadas no Brasil, colhida brutalmente no solo do Líbano. A dor não tem passaporte, não precisa de visto — ela atravessa fronteiras como vento triste, sussurrando nomes que o mundo insiste em esquecer.

Mas, como a vida é especialista em equilibrar tragédia e milagre, uma criança decide nascer no meio do caos aéreo. Sim, leitor, no exato instante em que o avião pousava, a vida decolava! Entre cadarços e cobertores, o milagre se fez — porque a esperança, teimosa, não pede autorização para existir.

E assim termina o espetáculo de hoje: com torneiras secas, corações apertados, bolsos mais leves, mas ainda com um pão doce no forno da esperança e um bebê chorando para lembrar que, apesar de tudo, a vida insiste — e insiste com gosto, com graça e, às vezes, até com ironia.

Boa leitura, caro(a) leitor(a). Amanhã tem mais… porque, nesse grande circo chamado Sergipe, Brasil — e mundo — o show nunca para.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire