Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de abril de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Vamos aplaudir, vaiar e abrir o jornal como quem abre uma caixa de surpresas: com um olho na esperança e o outro desconfiado, porque notícia no Brasil é tipo novela — quando você acha que entendeu, aparece um capítulo mais dramático.

E hoje, meus caros leitores, o palco da vida vestiu jaleco branco e decidiu nos lembrar que, no meio do caos, ainda há mãos que costuram milagres. No Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho, o tal do Huse — esse gigante cansado que vive na UTI da estrutura pública — resolveu surpreender: fez um transplante ósseo microcirúrgico digno de roteiro de cinema. Doze horas de cirurgia! Doze! É mais tempo do que muita promessa política dura. Enquanto lá fora o relógio bocejava, lá dentro médicos duelavam contra o tempo como heróis de bisturi em punho, salvando uma infância que teimava em não desistir. E veja só: no meio de tanta notícia amarga, a ciência resolveu escrever poesia em forma de vida. Palmas! De pé! Porque quando o SUS acerta, ele não acerta… ele dá um tapa na cara da descrença.

Mas o mundo não é só sala de cirurgia — é também sala de reunião com ar-condicionado caro e cifras que dão tontura. A Amazon decidiu brincar de banco imobiliário em escala interplanetária e despejou bilhões na tal da Anthropic. Bilhões! Com “B” de “Bora dominar o futuro”. Enquanto a gente aqui calcula o troco do pão, lá fora o povo negocia inteligência artificial como quem compra bala no sinal. Cem bilhões em serviços de nuvem… nuvem, veja bem! Nem é algo que você pega, mas pesa mais que o mundo nas contas. É o capitalismo vestindo capa de super-herói digital e dizendo: “Confia em mim que eu sei o que estou fazendo.” E a gente? A gente observa, meio encantado, meio assustado, como quem vê um foguete subir sem saber se aquilo vai nos levar ao céu ou nos deixar mais perdidos no chão.

E, no meio desse tabuleiro global, eis que surge uma cena quase romântica — ou seria diplomática? — com Cuba e Estados Unidos sentados à mesma mesa em Havana. Conversas “respeitosas e profissionais”, disseram. Olha só… o mundo dando uma pausa na briga para tomar um café juntos. Parece até reunião de família no Natal: ninguém fala dos problemas, mas todo mundo sabe que eles estão ali, sentados entre o peru e a farofa. Ainda assim, é bonito ver que até velhos desafetos podem trocar palavras sem trocar farpas. Já é um avanço — pequeno, tímido, mas ainda assim um passo, e passo, meu amigo, é o que faz a caminhada.

E assim seguimos, entre bisturis que salvam, bilhões que assombram e diálogos que ensaiam paz. O mundo é esse circo sem lona, onde o palhaço às vezes chora, o mágico às vezes falha, mas, de vez em quando, alguém tira da cartola algo que nos faz acreditar de novo.

E no fim das contas, a vida — essa cronista silenciosa — continua escrevendo suas linhas tortas, com tinta de esperança e vírgulas de incerteza. E nós, leitores desse grande jornal chamado existência, seguimos: rindo para não chorar… e, quando dá, aplaudindo de pé aquilo que ainda vale a pena.

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