Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 24 de abril de 2026



Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Sextou… e o Brasil acordou com o coração batendo em ritmo de samba, mas tropeçando nos próprios cadarços da realidade — porque aqui até a esperança dança, mas às vezes pisa no pé da tristeza sem pedir desculpa.

Abrimos o jornal como quem abre uma janela num dia nublado: entra um vento gelado de preocupação e, no meio dele, uma história que aperta o peito como abraço de saudade. Uma bebê, pequena como um verso ainda sendo escrito por Deus, carregava no pulmão um pedaço de descuido humano — um fio, desses que deveriam ligar vidas, mas que por ironia cruel quase desligou uma. A medicina correu, como bombeiro em incêndio de urgência, e retirou o intruso, esse vilão microscópico. Agora ela repousa na UTI, esse território entre o suspiro e a oração, enquanto o Brasil inteiro vira pai, mãe e esperança num só sentimento: “fica, pequena, o mundo ainda precisa do teu riso”.

Do lado de fora, o céu ensaia lágrimas tímidas. A chuva chega de mansinho, como quem pede licença para molhar os telhados de Sergipe, mas a gente sabe… até lágrima leve pode virar tempestade quando encontra chão cansado. O litoral e o agreste ficam de olhos atentos, como quem vigia o humor de um céu que às vezes acorda poeta, às vezes dramático — quase um ator de novela mexicana.

E no palco da modernidade, o governo decidiu desligar algumas máquinas de ilusão: 27 plataformas de apostas foram bloqueadas, como se fossem cassinos virtuais tentando vender sorte em prestações. Era gente apostando até no piscar do vento, no drible do destino, no tropeço da política… mas agora o recado veio seco: nem tudo pode virar jogo, porque a vida já é uma loteria sem bilhete de volta.

Enquanto isso, lá fora, o mundo tenta negociar a paz como quem divide um pão duro entre mãos desconfiadas. Estados Unidos e Irã ensaiam conversa no Paquistão — um diálogo que parece dança de salão entre dois parceiros que não se olham nos olhos. Tem chance de acordo, dizem… e a esperança, essa teimosa, levanta a mão e diz: “eu acredito”, mesmo sabendo que o mundo às vezes prefere o barulho ao silêncio da paz.

E assim seguimos, nesse circo chamado realidade, onde a sexta-feira veste fantasia de alívio, mas carrega no bolso as preocupações da semana. A vida ri, a vida chora, a vida tropeça — e a gente vai junto, equilibrando emoções como malabarista em corda bamba.

Porque no fim das contas, meu amigo leitor, viver no Brasil é isso: sorrir com o coração apertado, fazer piada com o caos e, mesmo quando o mundo parece um quebra-cabeça sem peça final, ainda encontrar coragem para dizer — com ironia, fé e um leve sorriso no canto da alma —

“Sextou… mas a luta continua.”

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