Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de abril de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Abram as janelas do pensamento, porque o dia 14 de abril chegou tropeçando nos próprios fios desencapados da realidade… e, convenhamos, o Brasil às vezes parece uma extensão elétrica mal encaixada: quando a gente mais precisa, dá curto.
Lá em Laranjeiras, a tal da Fafen virou um gigante adormecido — não por cansaço, mas por falta de energia, veja só! Uma fábrica de fertilizantes parada… ironia digna de novela das nove: o lugar que alimenta o chão agora está passando fome de luz. E o prejuízo? Cinco milhões por dia! É dinheiro evaporando mais rápido que café quente em boca de fofoqueiro. Enquanto isso, a ureia, esse pó mágico que faz planta crescer, começa a virar artigo de luxo… e o feijão, coitado, já ensaia subir de preço como quem pega elevador social para fugir do povo.
No palco da Justiça, Brasília segue sua coreografia elegante de toga e discurso, com a indicação de Jorge Messias desfilando rumo ao STF como um convite para um baile onde poucos dançam e muitos apenas assistem. É o Brasil tentando decidir quem segura o leme do navio enquanto a tempestade já molha o convés. E o povo? Ah… o povo continua no porão, remando com colher de plástico e esperança remendada.
E lá do outro lado do mundo, o papa Leão XIV caminha por terras antigas, seguindo os passos de Santo Agostinho como quem pisa em memórias sagradas com sandálias de humildade. Em meio a ruínas e idosos esquecidos, ele abraça o passado para tentar salvar o presente — um gesto silencioso que grita mais alto que muitos discursos. Enquanto uns acumulam poder, outros distribuem cuidado… e talvez seja aí que mora a diferença entre governar e servir.
No fim das contas, o mundo hoje foi um teatro de contrastes: de um lado, máquinas paradas; do outro, ideias em movimento. De um lado, o lucro chorando; do outro, a fé sussurrando. E nós, meros espectadores dessa peça mal ensaiada, seguimos tentando acender velas no escuro… porque, quando falta energia lá fora, é na alma que a gente precisa gerar luz.
E que não falte coragem — porque o mundo pode até desligar… mas a esperança, meu amigo, essa insiste em ser lâmpada acesa no peito da gente.