Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de abril de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 29 de abril de 2026


Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O dia 29 de abril amanheceu com o céu meio desconfiado, como quem acorda e olha o mundo pelas frestas da cortina, perguntando: “lá vem mais um capítulo ou mais um capítulo da mesma novela?”. E não é que o roteiro resolveu ousar? O Senado, que às vezes parece um teatro onde os aplausos são ensaiados, resolveu trocar o script e, num gesto digno de novela mexicana com final inesperado, disse “não” a Messias o indicado ao Supremo. Um “não” que ecoou como trovão em céu de brigadeiro, desses que fazem até as cadeiras tremerem de susto. Desde 1894 que o palco não via tamanho ato de rebeldia — quase deu vontade de chamar o roteirista de volta e perguntar: “tem certeza disso?”.

Enquanto isso, nos bastidores digitais da vida moderna — esse grande cassino invisível onde cliques valem mais que moedas — a polícia puxou a cortina de um espetáculo nada engraçado: um golpe virtual que dançava com milhões como se fossem confetes em carnaval fora de época. Vinte e sete milhões de reais rodopiando como se fossem folhas ao vento, mas folhas que cortam, ferem e sangram sonhos alheios. No meio desse enredo, um homem de 34 anos, talvez achando que era maestro de uma orquestra criminosa, acabou ouvindo o som seco das algemas — a música menos poética que existe. A tal “Operação Espelho Turvo” não poderia ter nome mais simbólico: um espelho que não reflete rostos, mas distorce caráter.

E como se o Brasil já não tivesse emoções suficientes, lá fora o mundo resolveu brincar de cabo de guerra diplomático. Entre o Equador e a Colômbia, palavras viraram pedras e acusações cruzaram fronteiras como flechas envenenadas. Presidentes trocando farpas como dois vizinhos discutindo por causa do muro — só que o muro, nesse caso, separa nações inteiras. A política internacional, que deveria ser ponte, às vezes insiste em ser abismo.

No fim das contas, o dia 29 foi como um circo onde o palhaço chora, o mágico revela o truque e o equilibrista anda sem rede. Entre risos nervosos e suspiros cansados, seguimos nós, espectadores desse grande espetáculo chamado realidade, tentando entender se a vida imita a arte ou se a arte já desistiu de competir com a vida.

E assim, caro leitor, fecham-se as cortinas de mais um dia em que o absurdo pediu licença, entrou sem bater e ainda quis sentar na primeira fila. Amanhã tem mais — porque neste teatro chamado mundo, o show nunca atrasa… mas quase sempre surpreende.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire