Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de abril de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 25 de abril de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Vamos começar pela primeira cena… e que se abram as cortinas desse teatro chamado Brasil, onde a vida entra em cartaz com roteiro de comédia, drama e uma pitada de suspense que nem roteirista de novela ousaria escrever sem pedir licença ao caos.
Em Barra dos Coqueiros, a saúde veste jaleco de esperança e sai vacinando como quem distribui escudos invisíveis contra vírus traiçoeiros — influenza de um lado, chikungunya do outro, como dois vilões de desenho animado tentando dominar o corpo humano. Já Aracaju resolve transformar shopping em posto de saúde, porque brasileiro já vai mesmo ao shopping pra gastar o que não tem, então por que não sair de lá imunizado contra o que não quer? É a ciência dando rolê de escada rolante, aplicando vacina entre uma vitrine e outra — quase um “tome aqui sua dose e aproveite a promoção da vida”.
E enquanto a saúde tenta salvar o presente, a sorte brinca de esconde-esconde com o futuro na Mega-Sena concurso 3000, que acumula como aquele amigo que nunca paga a conta no bar: já são R$ 115 milhões de promessas, sonhos inflados e planos mirabolantes. Os números sorteados — 22, 23, 36, 40, 52 e 60 — parecem mais código secreto de um cofre que ninguém consegue abrir. Sessenta e cinco sortudos chegaram perto, ganharam a quina e um prêmio que, convenhamos, já resolve muita dor de cabeça… mas o grande prêmio continua fazendo cosplay de miragem no deserto: todo mundo vê, ninguém pega.
E do outro lado do mundo, lá onde a política se veste de gala e a diplomacia desfila de smoking, o jantar dos correspondentes da Casa Branca virou cena de filme de ação. Tiros ecoaram como trovões fora de época, interrompendo o banquete da democracia e lembrando que até o poder, às vezes, treme nas bases como gelatina em dia de calor. Donald Trump e outros políticos saíram às pressas, como personagens fugindo de um roteiro que ninguém queria protagonizar. A festa virou susto, o discurso virou silêncio, e o mundo — ah, o mundo — assistiu de camarote esse episódio indigesto da realidade.
E assim segue o espetáculo: entre seringas que salvam, números que iludem e tiros que assustam, a vida vai costurando seus capítulos com linha de ironia e agulha de esperança. O brasileiro, esse equilibrista de emoções, ri para não chorar, sonha para não desistir e segue… porque parar, meu amigo, só se for pra tomar vacina — ou conferir o bilhete da Mega com aquele frio na barriga que mistura fé, dúvida e uma pitada generosa de teimosia.
No fim das contas, o dia 25 de abril foi isso: um mosaico de realidades onde a esperança toma injeção, a riqueza brinca de esconde-esconde e a paz, às vezes, pede licença… mas nunca desiste de voltar ao palco.