Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de março de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 23 de março de 2026





Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

Olá, senhores e senhoras… ajeitem o coração na cadeira, porque o mundo hoje resolveu brincar de montanha-russa com o nosso juízo.

Comecemos pelo cofre invisível do Brasil, onde o dinheiro esquecido do PIS/Pasep cochila como um velho aposentado numa rede, esperando que alguém o acorde com um clique. É curioso… o brasileiro anda duro, mas o dinheiro anda escondido. Parece até namoro moderno: um não encontra o outro, mas ambos juram que ainda existem. E lá vamos nós, navegando no mar digital do tal “gov.br”, em busca de um tesouro que talvez seja só um punhado de moedas… ou uma esperança disfarçada de saldo.

Mas enquanto alguns procuram dinheiro perdido, outros lutam para não perder a própria vida. Em São Cristóvão, a violência doméstica mostrou mais uma vez seus dentes de lobo faminto. Uma mulher, sobrevivente de um amor que virou guerra, foi arrancada da mata como quem resgata um suspiro quase apagado. Medida protetiva? Às vezes é guarda-chuva de papel em tempestade de facas. E o Brasil segue, tropeçando na própria incapacidade de proteger suas Marias.

E o combustível? Ah… esse virou ouro líquido! O bolso do brasileiro já está tão vazio que quando o preço sobe, faz eco. O governo diz que vai fiscalizar, reduzir impostos, segurar a maré… mas o litro da gasolina ri da gente no posto, como um vilão de novela que sabe que no final sempre escapa.

Em Brasília, a política dança um forró embolado. A CPI do INSS virou novela das seis: “prorroga, não prorroga, recorre, não recorre”… e o povo, esse telespectador cansado, só queria mesmo era entender o final da história sem precisar de legenda jurídica.

E no palco da vida, as cortinas se fecharam para Gerson Brenner… um galã ferido pelo destino, que passou décadas lutando contra o próprio roteiro. Sua vida foi uma novela interrompida por um tiro — e continuada pela resistência. Hoje, o silêncio aplaude de pé.

Lá fora, o mundo também range os dentes. A Coreia do Norte abraça suas bombas como quem guarda um brinquedo perigoso e diz: “é meu, não largo”. No Oriente Médio, a guerra tira férias de cinco dias — como se a morte tivesse direito a descanso remunerado. E Trump fala, o Irã nega, e o planeta segue girando com medo de parar.

No fim das contas, o dia 23 de março foi isso: um retrato borrado de um mundo que esquece dinheiro, esquece vidas, esquece promessas… mas nunca esquece de nos surpreender.

E nós? Seguimos aqui… equilibrando esperança no fio da navalha, rindo para não chorar, e escrevendo crônicas como quem planta flores em meio ao caos.

Porque, no fundo, meu caro leitor…
o Brasil e o mundo são isso:
um poema bonito…
com algumas vírgulas fora do lugar.

Postagens mais visitadas deste blog

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 22 de Agosto de 2025

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as Notícias do Dia 10 de Dezembro de 2025

A Importância dos Cães Yorkshire