Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de março de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 13 de março de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Sexta-feira 13 chegou caminhando de sandálias invisíveis, como se fosse um gato preto atravessando o corredor da história com um sorriso meio torto e uma mala cheia de notícias — algumas vestidas de luto, outras fantasiadas de ironia.
O céu do Sertão de Sergipano ficou silencioso.
Partiu Frei Enoque, aos 83 anos.
A notícia caiu como uma folha cansada que se desprende da árvore da vida quando o vento do tempo sopra mais forte. O velho religioso e político , que foi prefeito do município de Poço Redondo por três mandatos, que pregava fé como quem acende lampiões na escuridão, fechou os olhos em um hospital de Aracaju. E a cidade parece ter suspirado — aquele suspiro longo que a gente dá quando o coração entende que alguém virou estrela no telhado do infinito.
Enquanto isso, no outro lado da praça da vida, o Cinema Walmir Almeida prepara tapete imaginário para a noite do Oscar.
Ah, o cinema… esse mágico vendedor de sonhos!
Ali, na Praça General Valadão, os amantes da sétima arte se reúnem como quem vai beber café com as estrelas de Hollywood. É a vida dizendo: “Calma, meu povo… entre uma tragédia e outra, ainda existem histórias bonitas piscando na tela.”
Mas o noticiário nacional resolveu vestir capa de suspense.
O Brasil assistiu a mais um capítulo da novela golpista, onde os tais “kids pretos” descobriram que a democracia não é videogame para apertar botão de reset.
A Justiça bateu o martelo — e o martelo ecoou como trovão em tarde de verão.
Porque, meus amigos, golpe de Estado não é roteiro de filme ruim… é uma tragédia que ameaça quebrar o espelho da República.
E quando pensamos que a sexta-feira 13 já tinha exagerado na dose de drama… o mundo lá fora sangra.
No Irã, aquela explosão do bombardeio numa escola que arrancou da vida 175 crianças.
Sim, crianças.
Flores ainda com cheiro de caderno novo, lápis recém-apontado e sonhos que nem aprenderam a crescer foi confirmada pelas investigações preliminares que aponta ação assassina dos Estados Unidos jogando pressão sobre o criminoso Trump.
O planeta, às vezes, parece um adulto irresponsável brincando com fósforos dentro de um quarto cheio de gasolina.
E a humanidade, essa criança teimosa, ainda não aprendeu que bombas nunca escrevem paz.
No fim do dia, a sexta-feira 13 sentou-se na varanda do tempo e ficou rindo da nossa cara.
Porque a vida é assim:
um pouco de lágrima,
um pouco de pipoca no cinema,
um pouco de justiça batendo à porta,
e um grito distante lembrando que o mundo ainda precisa aprender a ser humano.
E nós seguimos…
Entre metáforas, café quente e esperança teimosa — essa danada que nunca pede licença para continuar vivendo dentro da gente.