Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de março de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 20 de março de 2026


Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE


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O mundo amanheceu com cheiro de ferrugem e senha vazada, desses dias em que até o vento parece pedir autenticação em duas etapas — e falhar.

Em Aracaju, o píer da Orla Pôr do Sol foi interditado. Coitado… cansou de ser ponte e virou metáfora. Um velho marinheiro de madeira, rangendo memórias, pedindo aposentadoria antes que o mar lhe desse um abraço definitivo. Ali, onde o pôr do sol beijava a água como poeta apaixonado, agora reina o silêncio — um silêncio de tábua podre, de promessa esquecida, de manutenção que nunca chega, igual salário de professor em mês de aperto.

O píer não caiu — desistiu.
E desistiu como desiste o cidadão que paga imposto e recebe gambiarra em forma de esperança.

Enquanto isso, no mundo invisível dos cliques e dos suspiros digitais, o tal do Pix — esse menino prodígio da economia brasileira — resolveu tirar a roupa na frente de 28 mil curiosos. Banco Central do Brasil confirmou o vazamento de dados cadastrais de milhares de chaves. Nada de senha, dizem eles… só nome, CPF, conta, agência — como se fosse pouco. 

Ah, Brasil…
Aqui até o sigilo é fofoqueiro.

É como se sua carteira resolvesse dar entrevista sem você autorizar:
“Olha aqui, esse cidadão aí gosta de pagar boleto atrasado e sonhar com aumento!”

E o povo?
O povo segue vivendo entre o medo do golpe e o golpe do medo.
Porque hoje não basta trancar a porta — tem que trancar o Wi-Fi, o CPF, o pensamento e, se possível, até a alma.

E lá longe, onde o mundo brinca de Deus com fósforo e gasolina, o céu do Oriente Médio virou manchete de guerra. A central nuclear de Natanz, no Irã, foi bombardeada — mais uma vez — como se o planeta fosse um tabuleiro de xadrez e os líderes mundiais fossem crianças entediadas derrubando peças.

O problema é que, nesse jogo, o rei nunca morre — quem cai são os peões… sempre.

E assim segue o mundo:
um píer interditado,
um dado vazado,
uma bomba lançada.

Três notícias, três metáforas de um mesmo retrato:
a humanidade anda precisando de reforma urgente — estrutural, moral e emocional.

O píer apodreceu.
Os dados escaparam.
E a paz… ah, a paz segue interditada, sem previsão de reabertura.

Mas ainda assim, caro leitor, a gente insiste.
Insiste como o sol que não pede licença pra nascer,
como o mar que não aprende a desistir da areia,
como o brasileiro que, mesmo com o mundo desabando em parcelas, ainda parcela esperança em doze vezes sem juros.

Porque no fim, meu amigo…
o Brasil pode até vazar, ranger e tremer —

mas nunca para de sonhar.

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