Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de março de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 16 de março de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Olá, caro leitor (a)… aperte o cinto da imaginação, porque hoje o noticiário parece um ônibus velho da linha da vida: range, sacoleja, mas segue andando pela estrada da realidade.
Aracaju amanheceu com o viaduto da Avenida Francisco Porto tossindo poeira e pedindo consulta no ortopedista urbano. A prefeitura resolveu fazer uma espécie de “cirurgia estética” no velho gigante de concreto. Custa mais de um milhão de reais — preço de spa para ponte cansada. Enquanto isso, os carros vão aprender a dançar balé no trânsito, desviando aqui, rodopiando ali, como se a cidade fosse um grande tabuleiro de xadrez onde cada motorista é um peão tentando não cair no buraco do congestionamento.
Mas o futebol — ah, o futebol! Esse teatro onde a bola deveria ser poesia — virou ringue de gladiadores modernos. Após a final do Sergipão entre Sergipe e Confiança, um torcedor foi espancado por integrantes de torcida organizada. O estádio, que deveria ser catedral de alegria, às vezes vira arena romana onde a paixão veste armadura e esquece o coração. Torcer virou verbo perigoso. Parece que alguns confundem chute na bola com chute na humanidade.
Enquanto isso, lá em Brasília, os políticos cochicham como jogadores de baralho esperando uma delação premiada cair na mesa como carta de ouro. Mas os investigadores, de sobrancelha arqueada, avisam: “Aqui não tem meia verdade”. Porque verdade pela metade é igual café ralo — engana, mas não sustenta.
E o Leão do Imposto de Renda já começou a espreguiçar as garras. Entre março e maio, milhões de brasileiros vão sentar diante do computador como quem presta contas ao chefe mais temido da selva fiscal. O contribuinte sua frio, digita números, reza para não errar vírgula… porque o Leão não mia, ele ruge.
No mundo, o tabuleiro geopolítico continua girando como carrossel nervoso. Cuba abre as portas para expatriados investirem — talvez tentando costurar a própria economia com linhas de esperança. No Equador, 75 mil militares marcham contra cartéis, como se tentassem enxugar o oceano do crime com baldes de coragem. E no Oriente Médio, a guerra segue como tempestade que insiste em não ir embora, espalhando fumaça, medo e discursos inflamados.
Mas no meio desse vendaval de notícias, surge uma pequena centelha de futuro: um professor usando aplicativos para criar aplicativos educativos. Veja só… enquanto o mundo discute guerras, impostos e violência, alguém planta sementes de conhecimento dentro de uma tela. É como acender vagalumes digitais na noite da ignorância.
E assim segue o planeta…
um grande circo de concreto, paixão, política e esperança.
Entre o barulho dos carros desviando do viaduto, o grito das torcidas desgovernadas, o rugido do Leão do imposto e os canhões da geopolítica…
ainda existe um professor tentando ensinar.
E talvez — apenas talvez — seja justamente aí que mora a verdadeira revolução.