Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de março de 2026

Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 15 de março de 2026





Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE

O domingo acordou com cheiro de fumaça, café requentado e notícia atravessada na garganta do mundo. Parecia que o planeta tinha resolvido acender um fogão emocional logo cedo — e esqueceu a panela no fogo.

Em Itabaiana, uma casa resolveu virar personagem de tragédia doméstica. As velas, que nasceram para iluminar promessas e rezas, decidiram brincar de dragão. Resultado: o fogo dançou um forró nervoso dentro da residência e deixou a casa parcialmente destruída.
Felizmente ninguém se feriu. O que ardeu foi só a parede, o sofá e talvez o orgulho do proprietário — porque o fogo, quando quer aparecer, é mais fofoqueiro que vizinha de janela aberta.

Os bombeiros chegaram como anjos de capacete vermelho, jogando água no temperamento do incêndio. E o fogo, valentão de palha seca, saiu correndo como político quando vê auditoria.

Enquanto isso, no hospital da política nacional, Bolsonaro continua na UTI. O boletim médico diz que o rim está melhorando, mas o Brasil continua com febre crônica de polarização. O ex-presidente enfrenta uma broncopneumonia — doença que parece metáfora perfeita para o país: pulmões cansados de tanto discurso inflamado e pouca respiração democrática.

Do outro lado do planeta, na Índia, um hospital pegou fogo e levou dez vidas consigo. Tragédia que corta a alma como faca fria. Quando até hospitais queimam, a humanidade parece uma casa antiga cheia de fios desencapados — basta um curto-circuito de descuido para a esperança virar cinza.

E lá no Oriente Médio, a passagem de Rafah, em Gaza, anuncia reabertura limitada. Limitada… palavra educada para dizer que até o direito de atravessar uma porta virou artigo de luxo.
Em tempos de guerra, até a esperança precisa de visto.

No final das contas, o domingo foi assim:
um planeta com cheiro de vela queimada, política em soro, hospitais em chamas e fronteiras abrindo como quem abre uma janela só um pouquinho para o ar entrar.

Mas a vida — essa teimosa cronista do universo — continua escrevendo.

E amanhã, como sempre, o mundo acorda de novo…
talvez com menos fumaça,
talvez com mais juízo,
ou pelo menos com alguém lembrando de apagar a vela antes de dormir.

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