Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de Fevereiro de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 14 de Fevereiro de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
Abram a janela da mente e vamos para emoção nas curvas… leitura da notícia do dia 14 de fevereiro de 2026, um dia histórico.
O mundo acordou com o som de tambores e o ranger das engrenagens da História. Em Aracaju, o Bloco Rasgadinho desfilou como um rio colorido, serpenteando pelas ruas, arrastando foliões como o vento arrasta folhas de cajueiro no verão. A cidade parecia um coração gigante batendo em ritmo de frevo, suor e gargalhadas. Havia purpurina no ar, cheiro de protetor solar, cerveja e alegria — uma mistura que faz o tempo dançar descalço.
Enquanto isso, lá longe, na Itália, um brasileiro deslizava sobre a neve como se estivesse escrevendo poesia branca sobre a montanha. Lucas Pinheiro não esquiou… ele flutuou. A neve caía como aplausos silenciosos, e o cronômetro, esse carrasco sem alma, foi obrigado a se curvar diante do impossível. O Brasil, acostumado ao sol que racha telha e ao calor que frita pensamento, ganhou ouro no gelo. Ironia das ironias: um país tropical aprendendo a brilhar no frio — como um coqueiro que resolve florescer no Polo Norte.
Foi histórico. Foi épico. Foi daqueles momentos em que a bandeira parece mais leve e o peito parece maior.
Mas a mesma humanidade que dança e vence também tropeça nas próprias sombras. A notícia da morte de Alexei Navalny, envenenado segundo países europeus, caiu como um sino rachado no silêncio da consciência mundial. A política, às vezes, é um teatro onde os aplausos são substituídos por venenos invisíveis, e o poder, quando apodrece, exala um cheiro que nem o perfume da verdade consegue disfarçar.
E assim seguiu o dia: metade carnaval, metade elegia. Metade gargalhada, metade suspiro.
A vida, meus amigos, é essa avenida comprida: de um lado um trio elétrico, do outro um cortejo fúnebre… e nós caminhando no meio, tentando dançar sem perder a alma.
E o coração — esse tambor teimoso — continua batendo, porque, apesar de tudo, ainda há música. Ainda há neve brilhando. Ainda há esperança, essa foliã teimosa que nunca perde o passo.