Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de Fevereiro de 2026
Crônica do Professor Antonio Glauber sobre as notícias do dia 06 de Fevereiro de 2026
Por Antonio Glauber Santana Ferreira — Japaratuba-SE
O mundo amanheceu no dia 6 de fevereiro como um circo que esqueceu de desmontar a lona: os palhaços continuaram no picadeiro, os leões rugiram nas manchetes e o público, coitado, ficou pagando ingresso em forma de atenção.
Em Sergipe, o governo suspendeu a portaria sobre o uso de rodovias para eventos. Foi como puxar o freio de mão de uma carroça que já vinha rangendo. Agora o DER promete explicar critérios, regras e cobranças… promessa que, na política, costuma ter a consistência de um castelo de areia à beira-mar: bonito, mas sempre ameaçado pela primeira onda da realidade.
Em Brasília, o presidente Lula defendeu a PEC da Segurança Pública e falou em criar um Ministério da Segurança. O discurso veio com o velho tempero da política brasileira: ideias fervendo na panela e a pergunta de sempre pairando no ar como fumaça de fogão a lenha — “e o dinheiro, vem de onde?” No Brasil, às vezes se planeja o telhado antes de saber se há tijolo para as paredes.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, Donald Trump resolveu provar que a estupidez também tem megafone. Disse que não vai se desculpar por um vídeo ofensivo contra Barack e Michelle Obama. O episódio foi tão absurdo que parecia uma caricatura desenhada por um cartunista bêbado de ironia. Há palavras que ferem, mas há atitudes que apodrecem o ar — e aquela foi uma delas.
E assim segue o mundo, esse velho navio de madeira navegando em mares de contradição. Uns tentam governar, outros inflamam, alguns explicam… e o povo observa, com o coração cansado e a esperança teimosa, como quem olha o horizonte esperando que, um dia, a tempestade se canse primeiro que a gente.